Após a classificação do Cruzeiro sobre o CRB na Copa do Brasil, o técnico Leonardo Jardim elogiou a solidez defensiva da equipe e destacou o comprometimento com o projeto celeste. Ele afirmou que, no futebol brasileiro, apenas comandará o Cruzeiro e que não pretende treinar outros clubes do país. Segundo o treinador, essa postura faz parte de um hábito profissional de dirigir apenas uma equipe por país em sua carreira.
Jardim explicou que não deseja permanecer por muitos anos no país devido ao desgaste provocado pelas grandes distâncias das viagens, que geram fadiga física e mental. Apesar disso, declarou apreço pelo ambiente encontrado. "Uma das coisas que existe aqui no Brasil é as grandes distâncias. Há um acumulado de fadiga física, mas também fadiga psicológica. Sabemos disso e quando vim para cá sabia disso. É por isso que não quero treinar muitos anos aqui no Brasil para não ter esse desgaste. Mas também sou apaixonado (pelo Brasil), por outro lado. Hoje tínhamos poucos torcedores, mas vi uma festa muito bonita."
No último jogo, pelo Brasileirão, o Cruzeiro foi derrotado pelo Santos no Mineirão por 2 a 1, sofrendo a segunda virada consecutiva em casa. Mesmo com o revés, o time segue na vice-liderança com 37 pontos, três atrás do Flamengo. O desempenho no primeiro tempo foi dominante, mas a equipe perdeu intensidade na etapa final, sofrendo gols de Caballero e Guilherme.
Na coletiva após a derrota, o treinador confirmou que a diretoria segue trabalhando para contratar jogadores que aumentem a competitividade e tragam mais qualidade ofensiva, especialmente pelos lados do campo. "O Cruzeiro está à procura de soluções diferentes daquelas que tem para valorizar a equipe e para criar um elenco mais competitivo. Ainda não chegaram, mas o clube anda a trabalhar, com certeza que houve umas que falharam, porque não quiseram vir."
Jardim e o goleiro Cássio criticaram a atuação do árbitro Wilton Pereira Sampaio, especialmente pela anulação de um gol de Kaio Jorge. O técnico falou em "dualidade de critérios", enquanto o camisa 1 disse que o time jogou "contra 12", referindo-se ao Santos e à arbitragem. "Quando existe dualidade de critérios quer dizer que para uma equipe é uma coisa, para outra equipe é outra coisa. Eu acho que o Mineirão ainda não conseguiu criar este impacto, e o Cruzeiro não conseguiu este impacto e respeito. Porque o respeito ganha-se. Eu vejo outras equipas que os mesmos árbitros têm comportamentos completamente diferentes."



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