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2/6/2026 18:49

"Não queria ser goleiro": Otávio abre o jogo e revela bastidores do início da carreira.

Titular do Cruzeiro e destaque contra o Boca Juniors, o goleiro Otávio revela como a mãe foi peça decisiva para que ele aceitasse jogar na posição.

Não queria ser goleiro: Otávio abre o jogo e revela bastidores do início da carreira.
O expediente na Toca da Raposa ganhou contornos de pura emoção e resgate histórico. Em um intervalo de apenas 30 dias, a vida do jovem Otávio virou de cabeça para baixo. O garoto, que abriu o ano como a terceira opção para a meta do Cruzeiro, aproveitou o marasmo físico dos concorrentes para cravar a titularidade absoluta e arrancar elogios rasgados da imprensa internacional. Em entrevista ríspida, o paredão de Perdigão abriu o coração e revelou que sua sustentabilidade debaixo das traves esteve diretamente em jogo por conta de uma teimosa decisão materna.

Nos bastidores da infância no interior de Minas Gerais, o plano do jovem era jogar na linha. Otávio passava o dia aplicando carrinhos pesados no irmão mais velho, Pedro Paulo. O pai, Paulo Roberto, apoiava o desejo do filho, mas a mãe, Dona Mariza, cansou de ver o menino se arrastando e dispara uma ordem que mudaria a história do clube: "Está parecendo um tapete no chão". Ela ignorou os protestos do marido e cobra do treinador da escolinha local que enfiasse o garoto no gol. O arqueiro admite o incômodo inicial: "Sendo bem sincero, eu não queria. Só que no primeiro jogo eu fui bem e vi que levava jeito".

O clube confirma que o jovem está amarrado à identidade cruzeirense desde 2015, acumulando convocações para o Mundial Sub-20. Alçado em definitivo ao elenco profissional por Tite no começo do ano, ele teve uma amostra grátis de fustigação ao jogar três partidas do Mineiro enquanto Cássio fazia pré-temporada e Matheus Cunha tratava lesão. O grande divisor de águas e o fim do impasse na meta celeste aconteceram em abril, quando Cássio sofreu uma séria contusão e Cunha desabou sob fortes críticas das arquibancadas. Otávio assumiu a responsabilidade com uma leitura de jogo impecável e virou a engrenagem mística da reação comandada por Artur Jorge.

O ápice desse abafa internacional aconteceu na temida Bombonera, onde o camisa 1 operou nove milagres e garantiu o ruidoso empate por 1 a 1 diante do Boca Juniors. O Cruzeiro contesta qualquer tese de sorte e atribui a frieza do atleta à ralação mental feita com a psicóloga Camila Valicente. Otávio sofria de severa ansiedade antes de subir para o profissional, mas recorreu a técnicas de controle de respiração para neutralizar falhas — como a que cometeu contra a Chapecoense. Enérgico e focado, o goleiro desafia o peso da camisa e avisa que o plantio na base foi doloroso, mas que a colheita em 2026 será banhada a ouro.

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