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23/12/2018 10:08

Um ano da troca: a briga judicial de Fred, Atlético-MG e Cruzeiro e os reflexos técnicos nos times

No dia 23 de dezembro de 2017, atacante teve o acerto com a Raposa divulgado poucas horas após o Galo anunciar a rescisão; caso envolve multa milionária e segue nos tribunais

Um ano da troca: a briga judicial de Fred, Atlético-MG e Cruzeiro e os reflexos técnicos nos times

Há um ano, Fred trocava o Atlético-MG pelo Cruzeiro, em uma negociação recheada de polêmica, cujos desdobramentos são percebidos até hoje. Entre uma briga judicial, envolvendo o jogador e os times, existe a resposta técnica em campo. O Galo queria liberar Fred para deixar de pagar um dos maiores salários de sua folha. A Raposa foi em busca de uma referência para o ataque da equipe. Um ano depois, veja como está a disputa jurídica e como se saíram os camisas 9 de Atlético-MG e Cruzeiro.



A multa
Na manhã do dia 23 de dezembro de 2017, um sábado, a rescisão do contrato de Fred com o Atlético-MG não causou tanta surpresa, uma vez que durante a semana já havia movimentação pela saída. Porém, a notícia que viria poucas horas depois causaria impacto. O atacante acabara de assinar contrato por três anos com o Cruzeiro. A troca entre os arquirrivais, naturalmente, já causaria discussões. Mas uma cláusula na rescisão com o Atlético-MG alimentaria ainda mais a polêmica, indo parar nos tribunais. Um ano depois, o caso não está encerrado.



A causa do litígio entre Atlético-MG, Fred e Cruzeiro é uma multa de R$ 10 milhões, prevista na rescisão do atacante com o time alvinegro. Esse valor deveria ser pago pelo jogador ao Galo em caso de transferência para a Raposa. O acerto entre Fred e Cruzeiro aconteceu, os dirigentes celestes foram informados da cláusula e assumiram corresponsabilidade, mas a multa não foi paga, sendo o caso discutido no âmbito judicial.

Em janeiro deste ano, o Atlético-MG ingressou com uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cobrando do atacante o pagamento dos R$ 10 milhões. Em primeira instância, o Galo foi vencedor. Fred e Cruzeiro vão recorrer, possivelmente à Comissão Brasileira de Mediação e Arbitragem. Enquanto o recurso não é julgado, fica suspensa a obrigação do pagamento da multa de R$ 10 milhões. Há ainda a possibilidade de uma ação na Justiça do Trabalho.

Enquanto os clubes e representantes do jogador travam batalha jurídica, Fred retomou a carreira na Toca da Raposa. Já o Atlético-MG apostou em Ricardo Oliveira para ser o centroavante do time. E como se saíram tecnicamente?

Camisa 9 celeste

Se fora das quatro linhas houve polêmica, a mudança de clube de Fred em campo foi prejudicada por duas lesões. A primeira e mais curta em fevereiro, com uma lesão na panturrilha direita, logo na estreia do Cruzeiro na Libertadores, contra o Racing, na Argentina. A volta foi no segundo jogo da semifinal do Mineiro, contra o Tupi, no Mineirão. Mas, na partida, o atacante sofreu uma grave lesão no joelho direito. Ficou seis meses afastado. A volta ocorreu só após o título da Copa do Brasil. Fred participou de alguns jogos da reta final do Campeonato Brasileiro. Foram apenas 15 jogos na temporada e quatro gols em 2018.

Para suprir a ausência de Fred, o Cruzeiro contratou o argentino Barcos. Ele nao rendeu o esperado. Porém, teve papel decisivo nos duelos da semifinal da Copa do Brasil, quando marcou nos dois jogos contra o Palmeiras.

- Ainda não dá para mensurar o que o Cruzeiro ganhou ou perdeu com Fred devido a lesão dele, que o tirou da maior parte da temporada. Se o início foi de poucos gols na primeira fase do Mineiro, o final da temporada foi positivo, com boas atuações e gols no Brasileiro. Ainda acho que o time do Cruzeiro pede um finalizador como ele, e entendo que tem características que o deixam em vantagem em relação aos outros concorrentes da posição, Sassá e Raniel, já que Barcos deve deixar o clube no meio do ano. Tem tudo para, se mantendo bem fisicamente, ser efetivo em 2019 - analisa Henrique Fernandes, comentarista da TV Globo e do SporTV.

Camisa 9 alvinegra

Sem Fred, cujo salário era considerado muito alto pela diretoria, o Atlético-MG apostou em Ricardo Oliveira, atacante de 38 anos. O experiente jogador cumpriu uma temporada similar à do Atlético-MG, com altos e baixos. Ricardo Oliveira marcou 22 gols no ano, sendo seis no Campeonato Mineiro, no qual foi o goleador maior. No Brasileirão, foram 13 gols, ficando na segunda colocação na lista geral de artilheiros (o líder foi Gabriel, do Santos, com 18 gols). Os 13 gols fizeram dele o jogador com mais gols pelo Atlético-MG em uma edição do Brasileiro nesta década - divide o posto com Lucas Pratto, que também fez 13 na edição do campeonato de 2015. Por outro lado, não festejou nenhum título.

- O Atlético já tinha definido o substituto de Fred antes da saída do atacante do clube, e Ricardo Oliveira esteve muito acima do que eu imaginava nessa "missão". Não conseguiu bater a mesma média de gols (fez 22 em 56 jogos contra os 30 em 55 jogos do antigo camisa 9 em 2017), mas teve boa sequência fisicamente e só demonstrou queda técnica no final do ano. Acho que o ataque do Atlético ainda precisa de um nome de qualidade pra revezar-se com ele no comando de ataque. Dessa forma, atuando menos, sendo ainda melhor cuidado fisicamente, Ricardo pode render ainda mais em 2019 - destaca o comentarista Henrique Fernandes.



Cruzeiro, Fred

144 visitas - Fonte: Globo Esporte


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