6/11/2016 20:03
Mano destaca importância de resolver logo questão do Z-4 e destrincha time
Treinador exalta distância de seis pontos para o Internacional, primeiro time na zona perigosa, e explica oportunidade dada a alguns jogadores que vinham como opções
Mano Menezes comemora reação e distância para o Z-4 (Foto: Washington Alves/Light Press)
A vitória de 4 a 2 sobre o Fluminense, neste domingo, no Mineirão, foi muito importante para o Cruzeiro seguir longe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O único e último objetivo da Raposa em 2016 é este, terminar a competição fora do Z-4. Com o triunfo sobre o Flu, o time cruzeirense, com 44 pontos, abriu seis de vantagem para o Internacional, 17º colocado e primeira equipe na zona perigosa. Mano Menezes exaltou esse distanciamento, e explicou os motivos que o fizeram escalar o time com Willian, Rafael Sobis, Arrascaeta e Alisson, que foram bem no empate em 0 a 0 com o Grêmio, na última quarta-feira, em Porto Alegre, no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil..
- Um jogo em que o grau de dificuldade era muito grande, que o objetivo final estava muito distante (a Raposa havia perdido por 2 a 0 o duelo de ida, no Mineirão), pelo que tínhamos feito na primeira partida. Mas a equipe se comprometeu muito, lutou muito, e eu quis ser justo e dar um jogo em nossa casa para ela. E o resultado está aí. Isso me deixa muito contente. Fomos aos 44 pontos, o que dá uma diferença de seis pontos para o primeiro time no Z-4. É o momento de fazer as coisas o mais rápido possível, e hoje a equipe teve muita competência para brindar o torcedor, que não veio em um número grande, mas que apoiou o time no momento mais difícil. Então, é para eles.
O treinador explicou o que foi feito para ajustar o time, que teve um início ruim, sofreu o gol, mas conseguiu reagir logo, chegar ao empate, chegar à virada e construir a vitória sobre o Fluminense.
- Pequenos ajustes que, com os mesmos jogadores em campo, é possível fazer. Temos jogadores que propõem uma variante, como o Alisson, por exemplo, que trouxemos para dentro do campo, onde estávamos tendo problema, e o nosso lateral foi para uma linha da frente, batendo em Wellington Silva. O meia deles não é um meia de beirada, por ser canhoto, vai para dentro do campo, e ele é muito bom. Foi possível ajustar a equipe. Reencontramos a tranquilidade. O gol mexeu com a equipe, mexeu com o torcedor, claro. Ele já viu acontecer isso várias vezes este ano, surpreendentemente aqui. Mas hoje a equipe teve competência para resolver o jogo, com muita qualidade e bolas bem trabalhadas. Falávamos, na sexta-feira, na Toca, que tínhamos que achar uma maneira de continuar a ser consistentes, mas com uma capacidade de criação de jogadas com qualidade para definir melhor
Confira outros temas abordados por Mano Menezes na entrevista coletiva:
O Cruzeiro é incaível?
- Ninguém é incaível. Acho que o maior perigo que você pode correr, nessa situação, é acreditar que com você nunca vai acontecer. Acontece. O Cruzeiro viveu perigosamente estes dois últimos anos. Está saindo dessa situação agora, mas, se não me engano, passou 13 rodadas em perigo, na zona de rebaixamento. Não pode deixar este namoro virar casamento, e nós não vamos deixar isso acontecer.
Objetivo nas rodadas finais
- As próximas rodadas são decisivas para a gente pontuar e decidir matematicamente a nossa situação na competição. Daqui há 10 dias temos um jogo difícil contra o Sport, na Ilha do Retiro, um adversário que está perto da gente. O Cruzeiro tem tido uma produção consistente. E é isso que a equipe tem que ter, tem que ser confiável. Não significa que você não vai perder. Vou pensando em colocar o melhor, para a equipe produzir mais a cada jogo. E não quer dizer que jogadores que ficaram fora contra o Fluminense não serão usados. Muito pelo contrário. Muitos jogadores cresceram com a minha chegada aqui, as quedas fazem parte, isso vale para todo mundo. Confiamos em todos os jogadores.
Arrascaeta em alta
- Algumas rodadas atrás, eu tirei o Arrascaeta e coloquei o Rafinha. A equipe tinha feito um ponto em 12. E eu não posso ir para casa chorar quando acontece isso. Tenho que ir para a Toca e procurar resolver isso trabalhando. Achamos uma solução, com o Rafinha pelo lado, tirando o Arrascaeta, para que a equipe voltasse a ficar competitiva, ganhasse confiança e voltasse a vencer. Quando perdemos o Rafinha, no início do jogo contra o Corinthians, o Arrascaeta entrou e fez um jogo extraordinário agente tenha feito nossa melhor atuação na temporada, voltou uma situação de ter um jogador que é quase um número 9, é um 8,5 como a gente chama. E houve a necessidade de recuperar essa competitividade da equipe. Coloquei o Willian, que briga pela bola, é a característica dele, diferente do Ábila, e voltamos a poder atuar com dois jogadores de lado, como fizemos hoje, Não exclui ninguém. O Ábila vai voltar a jogar, a marcar, recuperar a confiança, a boa cabeça, entrar pensando em coisas boas, isso tudo ajuda.
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