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2/11/2016 13:54

Paixão cega, mas com limite

"Na verdade, erramos o ano todo e temos que dar graças a Deus por estar no final do Campeonato Brasileiro e a poucos pontos de evitar um desastre maior"

Paixão cega, mas com limite
Ela não é adorável?

Ela não é maravilhosa?

Ela não é preciosa?

Nós fomos abençoados pelo céu.

Estas palavras deveriam ser ditas à nossa torcida, que está cada vez mais cegamente apaixonada pelo nosso time, mesmo com tantos erros – para não dizer bizarrices – que fomos obrigado a aturar este ano. O que eu sonho, como torcedor, é que aconteça no futebol o que estamos vendo na política, onde o resultado das urnas mostrou que algo mudou. Espero que algum dia nós, como torcedores, que somos a força motriz do nosso time, consigamos escolher através do voto quem irá administrar a nossa grande paixão.

As palavras escritas no início desta coluna são da música Isn’t she lovely, do Stevie Wonder, dedicada a sua filha, Aisha. Descrevem um amor incondicional e agradecendo aos céus o prazer de compartilhar tanta felicidade. É exatamente o que sentimos com relação ao Cruzeiro, mas o que vimos este ano foi uma brincadeira com a nossa paixão pela camisa azul estrelada.

Eu ainda acredito numa classificação para a final da Copa do Brasil, mas erramos demais no jogo de ida (foto). Agora, não temos nada a perder. Temos que fazer um resultado difícil, mas não impossível. Na verdade, erramos o ano todo e temos que dar graças a Deus por estar no final do Campeonato Brasileiro e a poucos pontos de evitar um desastre maior. Há dois anos não vamos sequer às finais do Campeonato Mineiro. Nós é que somos muito apaixonados pelo clube, pois o que estamos aguentando nos últimos dois anos é de dar vergonha.

O nosso presidente, com todo respeito pelas conquistas recentes, sumiu e não dá mais entrevista. Se nós estivéssemos na zona de rebaixamento, quem iria falar pelo time, quem seria o responsável ou assumiria os erros cometidos?

O Mano Menezes assumiu esta posição de dar todas as respostas. Ainda bem que ele apareceu, pois, antes da sua chegada, estava uma casa de loucos.

Como já disse Jorge Benjor, “eu posso não ser um band leader, mas lá em casa todos os meus amigos e camaradinhas me respeitam”. Se caírmos hoje perante o Grêmio será natural, mas que os nossos dirigentes, que não foram escolhidos pelos torcedores, pensem bastante antes de falar em projetos ou iniciativas para o próximo ano. Não há paixão cega que suporte mais um ano de tantos erros.

O resumo do ano é “tentamos como nunca e perdemos como sempre”. Este não é o nosso histórico e nossa ambição. Já estou escutando as resenhas, sonhando com um 2017 maravilhoso com o nosso elenco atual. É o que merecemos e sonhamos.

Por falar no próximo ano, gostaria muito que o prefeito eleito Alexandre Kalil, agora futuro gestor da capital do nosso estado, retirasse os comentários exagerados e negativos sobre o maior de Minas. Afinal de contas, somos a maior torcida do estado.

849 visitas - Fonte: Supersportes




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