29/10/2016 13:21
Velhos conhecidos do Cruzeiro se destacam no Atlético-PR, dono da melhor defesa da Série A
Thiago Heleno e Paulo André estão em boa fase pelo Furacão, que recebe Raposa neste sábado, às 16h30, na Arena da Baixada, pela 33ª rodada do Brasileiro
Adversário do Cruzeiro neste sábado, às 16h30, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético-PR é detentor da defesa menos vazada da competição ao lado do Santos. Em 32 jogos, foram 28 gols sofridos. Na Arena da Baixada, palco da partida, o Furacão só tomou seis tentos em 16 apresentações. Dois dos principais responsáveis por esses ótimos números têm nomes compostos e uma relação de altos e baixos com a Raposa no passado: Thiago Heleno e Paulo André.
Thiago Heleno, de 28 anos, é cria da categoria de base do Cruzeiro. Mineiro de Sete Lagoas, o jogador estreou pelo time principal aos 17 anos, no dia 8 de abril de 2006, em um amistoso entre o clube celeste, campeão estadual, e a seleção da competição. Ele entrou no lugar de Edu Dracena e participou da vitória cruzeirense por 1 a 0, gol do lateral-direito Luizinho.
Promissor, Thiago Heleno logo se tornou titular. No decorrer de sua trajetória na Toca da Raposa II, colecionou bons e maus momentos, além de comportamento extracampo complicado. Foram 151 jogos, seis gols marcados e três títulos mineiros (2006, 2008 e 2009). Em agosto de 2010, o defensor foi negociado com um grupo de empresários que o colocou no Corinthians. Posteriormente, Thiago atuou por Palmeiras, Criciúma, Figueirense e, por fim, Atlético-PR.
As lembranças sobre Paulo André são recentes. Contratado ao Shanghai Greenland, da China, em fevereiro de 2015, o já experiente defensor, à época com 32 anos, fez 31 jogos pelo Cruzeiro, mas não convenceu comissão técnica e diretoria para permanência em 2016. Neste ano, ele foi envolvido em troca por empréstimo por Douglas Coutinho, que recebeu poucas chances na Toca da Raposa II e acabou repassado ao Braga de Portugal.
Diferentemente de Coutinho no Cruzeiro, Paulo André se firmou na defesa rubro-negra. Em 2016, ele fez 43 jogos e marcou dois gols. Thiago Heleno não fica por baixo: são 46 presenças e quatro bolas na rede. Na temporada, os zagueiros formaram dupla em 31 oportunidades, com 15 vitórias, seis empates e 10 derrotas.
Levando em conta apenas o Brasileiro, Thiago Heleno e Paulo André disputaram juntos 16 jogos, com sete vitórias, dois empates e sete derrotas. O Atlético-PR sofreu 12 gols.
O jornalista Daniel Piva, repórter da Rádio Transamérica de Curitiba, afirmou que a mudança do esquema tático da equipe do técnico Paulo Autuori a partir da sétima rodada da Série A contribuiu para a evolução da dupla defensiva.
“Sem dúvida alguma o grande destaque do Atlético-PR neste Campeonato Brasileiro é o seu sistema defensivo. Os números, claro, acabam comprovando isso. É importante a gente pode destacar é que não é apenas a dupla Paulo André e Thiago Heleno. Para falar a verdade, no início da competição, essa dupla foi muito contestada, principalmente por aquela pífia estreia com derrota para o Palmeiras por 4 a 0, numa tarde desastrosa do sistema defensivo. Naquela época, o Atlético-PR adotava uma forma de jogo em que teria de ser o protagonista da partida, com as linhas muito altas, e nem Paulo André e Thiago Heleno possuem características de velocidade para acompanhar adversários rápidos. Quando enfrentavam atacantes como Gabriel Jesus (Palmeiras), Vitinho (Internacional), Sassá (Botafogo), entre outros, o time tinha dificuldades e acabava levando bola nas costas. A partir da sétima rodada, o técnico Paulo Autuori reformulou o time, que passou a jogar de forma compacta. As linhas ficaram muito próximas e praticamente coladas na linha da grande área do campo de defesa. Ou seja, o Atlético-PR passou a explorar o contra-ataque. Parou de ser protagonista e passou a ser reativo”.
Piva destacou que Thiago Heleno está em melhor fase técnica, mas que Paulo André exerce o papel de líder. Ele também ressaltou a boa participação do goleiro Weverton, campeão olímpico com a Seleção Brasileira.
“Thiago Heleno é, sem dúvidas, o grande nome. É apontado por muitos aqui em Curitiba como um dos melhores zagueiros do Campeonato Brasileiro. Embora seja um atleta que não tenha essa fama, está sim fazendo justiça à alcunha que vem carregando. É o general da defesa atleticana: joga sério, joga firme e dificilmente comete um erro. O Paulo André já é aquele cara da liderança, que se comunica muito em campo, é a voz do Autuori entre os jogadores. Isso, claro, sem falar no goleiro Weverton, que vive grande fase e faz boas defesas em todos os jogos. Os três são as grandes estrelas desse sistema defensivo”.
Números da dupla de zaga do Atlético-PR no Brasileiro
Fonte: Footstats
Thiago Heleno
Jogos: 28
Gols: 3
Passes certos: 1153 (1º no time)
Média: 41,1
Desarmes certos: 21 (7º no time)
Defesa/bloqueio: 16 (2º no time)
Rebatidas: 256 (1º no time)
Viradas de jogo: 18 (4º no time)
Lançamentos certos: 56 (2º no time)
Paulo André
Jogos: 20
Gols: 2
Passes certos: 802 (4º no time)
Média: 40,1
Desarmes certos: 20 (8º no time)
Defesa/bloqueio: 9 (5º no time)
Rebatidas: 162 (2º no time)
Viradas de jogo: (5º no time)
Lançamentos certos: 35 (3º no time)
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