5/10/2016 12:22
Nosso capitão
"Existe um papel de referência dentro de campo que o Henrique assumiu, e bem"
Ainda faltam 10 rodadas para o final do Campeonato Brasileiro. Estamos parecendo um adolescente que está prestes a fazer o vestibular, sofrendo uma pressão danada dos pais, não estudou durante o ano e agora precisa se dedicar para tirar o atraso. Agora, é pressão até o salvamento completo. É um tal de fazer conta pra tudo quanto é lado. Os loucos ainda estão pensando que podemos chegar à Libertadores com a inclusão de duas novas vagas. Agora estamos fugindo do Z-4 e sonhando com o G-6. A única coisa que me vem à cabeça neste momento é quando acordaremos deste pesadelo.
Dentro da nossa saga pelos 45 pontos fico pensando na pressão psicológica dos jogadores. Para ajudar neste equilíbrio, gostei de ver como a braçadeira de capitão ficou boa com o meu xará, Henrique. Pela regra, a função do capitão é fazer o sorteio antes da partida, levantar o troféu quando se ganha um campeonato e também poder se dirigir ao árbitro quando necessário. Mas existe um papel de referência dentro de campo que o Henrique assumiu, e bem. Acredito que, finalmente, achamos um representante para cumprir esse papel. Ele que, muitas vezes, foi criticado por não externar suas emoções, acabou conquistando um papel importante na equipe. A assinatura desta mudança foi o gol feito com oportunismo e raça, que garantiu a vitória contra o Grêmio. Aproveitando que estamos em época de eleição e já que em Belo Horizonte terei que, obrigatoriamente, votar num atleticano, prefiro eleger o Henrique como símbolo do salvamento deste Titanic em que nos colocaram.
Tenho certeza de que o nosso barco não vai afundar, mas ainda falta remar bastante. Se precisar, chama o Izaquias da canoagem pra nos ajudar. A ansiedade ainda está em alta no time, pois até o nosso matador argentino parou de fazer gols. Estou achando que tem gente do outro lado da lagoa fazendo promessa contra ele, não é possível. Vamos ter calma que os gols voltam a aparecer.
Usando uma palavra moderna, o engajamento do nosso time está aumentando, mas preparem o coração que vem chumbo grosso pela frente. Jogar contra o Internacional, no Beira-Rio, precisando de vitória, vai ser tão difícil quanto ganhar do Sport na Ilha do Retiro. Não gostaria de comentar, mas está na hora de procurar na carteira e conferir se o plano de saúde está em dia. É muita pressão e sofrimento. Definitivamente, não estamos acostumados com isso.
Só precisamos de 12 pontos, isto é, quatro vitórias. Se ganharmos da Ponte, já estaremos prontos para entrar no paraíso.
Eu aposto nos jogos contra o Vitória, no Barradão, onde confirmamos o titulo de 2013, Chapecoense, no Mineirão, e Santos em casa.
Gostaria muito que os nossos jogadores mirassem no exemplo do nosso capitão e nos tirassem deste naufrágio anunciado. Agora, é hora de tapar os buracos e fazer com que o nosso barco chegue em terra firme sem muitos problemas. Assim espero.
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