21/9/2016 10:40
Meia da base precisou convencer a mãe a deixá-lo jogar futebol
Cruzeiro/Divulgação
Da Toca I
Gustavo Aleixo
Quando entrar em campo com a camisa do Cruzeiro, Márcio terá que driblar adversários dedicados exclusivamente à arte de marcar. Mas o meia de 18 anos está tranquilo. Sabe por quê? Pois o armador, recém-contratado para a da equipe celeste sub-20, precisou passar por uma marcação ainda mais cerrada para chegar à Toca da Raposa I.
O nome do marcador, ou melhor, marcadora, atende por Gesana, mãe do jogador. Nascido em São José do Calçado, Espírito Santo, Márcio precisou aguardar até os 13 anos para conseguir convencer a mãe a deixá-lo treinar na escolinha da cidade.
“Comecei numa escolinha lá com 13 anos, porque minha mãe não deixava (eu jogar). A gente morava longe do centro de treinamento e ela não deixava eu ir sozinho, só se eu fosse acompanhado de alguém. Eu brigava, chorava que queria treinar e ela não deixava, mas eu aceitava”, relembrou.
“Fui conversando com o pessoal da escolinha que pudesse estar conversando com minha mãe para ela me liberar e eles fizeram isso. Ela ficou com o pé atrás, mas me deixou treinar”, acrescentou.
Se Dona Gesana “segurava a onda”, Seu Márcio adotava uma postura bem diferente. Separado da esposa, o pai do jogador inclusive levava o filho para jogar contra veteranos.
“Meus pais se separaram quando eu tinha seis anos e, mesmo ele não estando com minha mãe, ele falava que eu tinha que ir, mesmo ele não estando com minha mãe. Depois que eu peguei mais idade, meu pai já me levava para treinar com o pessoal veterano”, coloca o meia cruzeirense, que não se importava de dar algumas “entortadas” no pai dentro das quatro linhas.
“Meu pai é mais ou menos (no futebol). Joguei contra e ele já sabe como é o sistema (risos)”, brinca.
Pois vai fazendo bonito em campo que Márcio acabou por chegar ao Cruzeiro. Destaque do Guarani, de Divinópolis, no Campeonato Mineiro Sub-20, o armador foi bem nas partidas contra a Raposa, o que chamou a atenção dos observadores do clube, que indicaram a sua contratação. Agora na Toquinha, o meia celebra ter passado pela “marcação cerrada” da mãe.
“As partidas contra o Cruzeiro foram minhas melhores atuações. Me destaquei, eles gostaram e agora estou aqui vestindo esta camisa. Hoje, até brinco com minha mãe. Falei com ela no telefone: ‘você não me deixava ir aos treinos e olha onde eu estou hoje’. Aí ela só concordou (risos). Estou muito feliz”, encerrou.
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