Reunião define ata para clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG (Foto: Maurício Paulucci)
Martelo batido. Durante a manhã desta quarta-feira, foi definida a ata para o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, no Mineirão, às 16h (de Brasília), pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Dentre as definições, a mais polêmica foi a destinação do número de ingressos para o visitante - no caso, o Galo. Serão disponibilizados cerca de 3.500 ingressos para a torcida alvinegra, o que corresponde a, aproximadamente, 5.83% da capacidade do estádio. Na reunião, o Cruzeiro solicitou ao Atlético-MG que o mascote caracterizado do clube não entre em campo, como foi feito pelo rival na partida do primeiro turno no Independência.
Participaram da reunião representantes dos dois clubes, da Federação Mineira, Polícia Militar, Minas Arena (concessionária que administra o estádio), BHTrans, Guarda Municipal, Polícia Civil e Secretaria Estadual de Esportes.
O Mineirão possui uma capacidade 62.170 lugares, mas a previsão de público é de 60 mil torcedores. Na ata da reunião, ficou definido que o Atlético-MG terá direito a 8% da capacidade total. No entanto, com o isolamento de alguns setores (343, 344, 144, 145, 146, 103 e 104), a capacidade cai para 5.83%. O Atlético-MG, por meio do assessor jurídico Lásaro Cunha, condenou a decisão do Cruzeiro.
- Foi péssimo para o clássico, porque na reunião passada, acertamos a consignação dos ingressos, nos dois jogos. Hoje o Cruzeiro limitou o acesso ao visitante a praticamente 5% da capacidade do estádio. Obviamente, o Cruzeiro está descumprindo o regulamento. Se o Atlético vai adotar alguma medida, a presidência vai decidir. Quanto a questão de segurança, se o Mineirão não tiver capacidade de acolher 10% de torcida visitante, então temos que explodir ou implodir o Mineirão, porque gastamos R$ 800 milhões para reformar e ele não teria capacidade de segurança. O Atlético considera que o Cruzeiro deu um passo atrás na evolução da disputa dos clássicos que, futuramente, podia ter uma divisão melhor, quem sabe até igualdade. Está cada vez mais difícil.
Em resposta, o dirigente Aristóteles Loredo, disse que o Cruzeiro está apenas respeitando o laudo de segurança da Polícia Militar.
- A Polícia Militar faz a segurança do estádio e avalia o critério de segurança o melhor local onde você coloca a torcida visitante. Nós jogamos no Mineirão esses anos todos e isso foi definido. Todos os jogos são assim. Todo visitante vai estar instalado ali, indiferetemente se é o nosso rival ou time do Rio Grande do Sul, do Rio Grande do Norte.
Com a palavra, a PM
A Polícia Militar, por meio do major Calixto, explica que, realmente, o laudo define que o visitante, no Mineirão, deve, por questões de segurança, ter uma capacidade menor que a dos 10% do estádio. Mas reitera que a definição é dos clubes.
- Na verdade o consenso precisa existir entre os clubes, a Polícia Militar tem um laudo, e a gente estipula alguns locais do estádio que a torcida visitante, que vai estar em menor número, e esse locar estipula um número “x” de ingressos, que é aquém da capacidade de 10%. Mas o acordo tem que vir dos clubes.