3/9/2016 08:44
De desconhecido a capitão: Henrique é elogiado por atletas que carregaram a faixa no Cruzeiro
Experiente, volante assumiu função desde que o goleiro Fábio se lesionou
Contratado pelo Cruzeiro em 2008, Henrique chegou ao clube celeste com status de “desconhecido”. O jovem , à época com 23 anos, atuava no Jubilo Iwata, do Japão.
Apesar dos dois Campeonatos Mineiros (2009 e 2011) conquistados e os vices da Copa Libertadores, em 2009, e do Campeonato Brasileiro, em 2010, foi em sua segunda passagem pela equipe celeste, a partir de 2013, que Henrique mais se destacou. Tanto que, agora, com a ausência do goleiro Fábio, o volante cruzeirense assumiu a faixa de capitão do time.
A contratação de Henrique em 2008 foi um pedido do técnico Adílson Batista, que o treinou tanto no futebol asiático quanto no Figueirense, onde o meio-campista foi revelado.
“Quando eu trabalhava no Figueirense, eu chamei alguns meninos dos juniores, era até o Rogério Micale o treinador deles, à época. O Henrique estava entre eles, e eu o achei um jogador interessante, um perfil que eu gostava”, lembra Adilson, que também comentou sobre a decisão de Mano Menezes de entregar a faixa a Henrique.
“Ele é mais reservado, um menino concentrado, obediente, atento às orientações, treinamentos. Nunca deu trabalho, é um profissional exemplar. Perfil de liderança mesmo acho que foi desenvolvendo, ele foi ganhando maturidade com o tempo. Agora, por ter tempo de casa, seriedade, e ser exemplar, merce esse crédito no Cruzeiro”, completou Batista.
Paulo Cunha/Outra Visao
Fabrício (e) e Henrique recebem Troféu Telê Santana de melhores da posição no ano de 2010
Fabrício, que junto de Henrique e Marquinhos Paraná, formou a trinca de volantes do Cruzeiro vice-campeão da Libertadores em 2009, comentou sobre as qualidades do novo capitão celeste e do exemplo que o volante dava aos jogadores do elenco.
“O Henrique, desde a minha época no Cruzeiro, sempre foi um menino cabeça boa, exemplar, se dedicando ao máximo, querendo vencer. E essa liderança no fator exemplo é muito legal dentro do clube. Na minha época, como ele era muito novo, ele não cobrava tanto da equipe, mas só de ver essa dedicação dele, é inspirador para os jogadores”, afirmou.
Depois de defender o Cruzeiro entre 2008 e 2011, Henrique foi negociado com o Santos, onde permaneceu por duas temporadas.
O retorno à Raposa ocorreu em 2013, após uma negociação envolvendo a ida do argentino Montillo ao clube paulista. Naquele ano, o volante vinha de lesão e atuou só na reta final do Brasileiro, mas como suplente. Henrique só assumiu a titularidade na equipe em 2014, no lugar de Nilton, e formou dupla com Lucas Silva na contenção.
Para Adílson, que foi capitão do Cruzeiro no início dos anos 1990, o alto rendimento de Henrique no bicampeonato brasileiro de 2013 e 2014 deve ter sido considerado na escolha de Mano Menezes.
Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Em 2008, Adilson Batista (e) pediu à diretoria do Cruzeiro a contratação de Henrique
“Eu vejo que nos dois anos em que o Cruzeiro foi campeão brasileiro, o Henrique foi muito importante nos jogos, jogando até mais que o Lucas Silva. Roubando muitas bolas, distribuindo passes com qualidade. Ele fez dois excelentes campeonatos. Acho que tudo isso importa e é levado em consideração”, comentou.
Henrique chegou a ser contestado, mas hoje, com número de jogos elevado (336), pela regularidade e por ser capitão, caiu no gosto do torcedor e já é considerado por parte dos cruzeirenses como um ídolo do clube.
“Ele foi um pouco questionado quando chegou e no decorrer da trajetória dele no Cruzeiro. Agora, é capitão, jogador que se machuca muito pouco, tem espirito guerreiro, o que é fundamental para um atleta de futebol de um clube grande como o Cruzeiro. Ele exerce essa liderança há muito tempo no clube”, afirmou Nonato, que carregou a tarja de capitão em grandes conquistas dos anos 1990.
Nonato foi além, e afirmou que Henrique deveria ser capitão mesmo com a presença de Fábio. Pois, segundo o ex-jogador e ídolo do Cruzeiro, é mais importante para a equipe ter um líder que atue na linha.
“Nada contra o Fábio ou o Rogério Ceni, por exemplo. Mas, se algum dia eu for treinador, não colocaria um goleiro de capitão. Por exemplo, quando acontece uma falta violenta. Se você é goleiro e vai até o árbitro reclamar, você já recebe o cartão amarelo. Se você está no meio do campo, já é mais natural. Eu continuaria com o Henrique mesmo quando o Fábio voltar. E não apenas por isso, mas pela função, liderança, vontade”, disse.
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