Audiência de Riascos foi realizada nesta terça-feira em Belo Horizonte (Foto: Gabriel Duarte)
O caso Riascos e Cruzeiro ainda vai perdurar quase mais um ano. As duas partes não chegaram a um acordo na primeira audiência, realizada na manhã desta terça-feira na 27ª Vara do Trabalho de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Uma nova audiência foi marcada para 2 de maio de 2017, no mesmo local. Este ano ainda poderá haver novidades, já que um novo pedido liminar tramita na Justiça.
O atacante não compareceu à audiência. Ele continua na Colômbia e enviou um representante. O caso não vem sendo acompanhado pelos empresários dele no Brasil, já que os agentes não concordaram com a decisão tomada por Riascos de entrar na Justiça do Trabalho contra o clube mineiro. Pelo Cruzeiro, compareceram o supervisor de futebol, Pedro Moreira, o diretor de futebol, Thiago Scuro, e o diretor jurídico Fabiano de Oliveira Costa.
Riascos pede uma cifra milionária ao clube mineiro, requisitando uma indenização por danos morais e também uma cláusula de compensação, com base em seus salários até o final do contrato, que vai até janeiro de 2018: cerca de R$ 5 milhões. Na petição inicial do atacante, os representantes do atleta pedem a rescisão indireta do contrato com o Cruzeiro, pois o jogador teria uma proposta do exterior. Porém, a mesma não foi comprovada.
Riascos alega ainda que não recebeu o salário de agosto, o que também, segundo o magistrado, não foi comprovado no documento. O clube mineiro, pelo fato de Riascos não ter se apresentado desde a declaração polêmica em 17 de julho, suspendeu o pagamento dos salários do atacante.
- Ele não comparece e não há motivo para não comparecer. Então, estamos esperando a Justiça. A suspensão do salário é de qualquer funcionário que falte ao serviço. E ele não retorna desde o 17 (de julho), não dá motivos, satisfação. O Cruzeiro, no exercício regular, promove as faltas que lhe cabe.
Legislação é muito clara, jogador não pode simplesmente achar que pode sair do clube, sem se responsabilizar por isso e pagar as obrigações que lhe deve - explicou o diretor jurídico do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Costa.
Os advogados do atacante declaram que o afastamento de Riascos foi "imoral e injusto" e que foi realizado com base em um "mal-entendido". Entretanto, no mesmo documento, há uma confissão de Riascos das declarações feitas no Rio de Janeiro.
O jogador foi multado em 40% do valor do salário de julho. A multa contratual é de R$ 30 milhões. O colombiano não pode atuar mais por outro clube brasileiro na temporada e, por isso, só poderia se transferir para fora do país.
Riascos afirmou que não tem condições de segurança para morar e trabalhar em Belo Horizonte, devido aos incidentes que teriam ocorrido com sua família e com ele próprio após sua declaração. O Cruzeiro confirma a definição de abandono de emprego por parte do jogador, que havia sido proibido de retornar junto à delegação - em função das ameaças -, mas garante ter entregado a ele um bilhete aéreo para que retornasse a Belo Horizonte no dia seguinte e se reapresentasse na Toca da Raposa II e garantido toda a segurança ao jogador e à família.