6/8/2016 08:26
Comentarista vê semelhanças entre Cruzeiro de Mano em 2015 e 2016
Duas primeiras partidas da nova Era Mano Menezes já lembram time do ano passado
Mano Menezes reestreou no Cruzeiro com a derrota por 2 a 0 para o Santos, domingo passado, na Vila Belmiro.
Apesar do resultado negativo, o time teve boa apresentação e várias chances de abrir o placar, deixando boa impressão. Quinta-feira, veio a primeira vitória. Jogando um futebol envolvente, o Cruzeiro de Mano fez 4 a 2 no Internacional , no Independência, e ganhou novo alento para continuar a briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Para o comentarista do SporTV, Henrique Fernandes, o time deste ano já tem algumas características em comum com o de 2015. Na ocasião, Mano Menezes assumiu o comando técnico do Cruzeiro com o time na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e mudou a cara do time, que terminou a competição na oitava posição, após uma notável recuperação técnica e tática.
Henrique Fernandes listou os principais pontos positivos do Cruzeiro de Mano Menezes de 2016 e fez um paralelo com os do ano passado.
- Volume de jogo + posse de bola + intensidade no início
- O Cruzeiro de Mano Menezes em 2015 procurava jogar em casa de forma mais ofensiva na primeira etapa até marcar, pelo menos, o primeiro gol. No ano passado, fez isso contra Figueirense, Atlético-MG, Vasco, Coritiba, Fluminense, São Paulo e Sport. Ou indo para o intervalo com vantagem, ou pelo menos buscando o empate depois de um gol do adversário. Foi exatamente dessa forma que o Cruzeiro trabalhou no jogo contra o Inter. O gol do Colorado não mudou a postura do time, que pressionou fortemente na intermediária e ganhou quase sempre a segunda bola.
- Controle + compactação + contra-ataque no fim
- O quarto gol, marcado por Rafael Sobis, foi a senha. Dali em diante, o Cruzeiro passou a mostrar toda a melhora na compactação do time depois da chegada de Mano. Fechou-se em duas linhas bem compostas. A primeira com Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar. A segunda com Robinho, Bruno Ramires, Ariel e Sobis. Mais à frente, Arrascaeta e Ábila, todos voltando e reduzindo espaços. Ao menor erro do Inter, tentativa de saída rápida, com os meias abertos ou Arrascaeta, com Ábila avançando para finalizar. Já no primeiro tempo o time mostrava um pouco essa estratégia. Edimar deu o bote certo, a ligação foi feita com Rafael Sobis e a saída foi tão rápida e eficiente, que o Cruzeiro chegou a ter quatro jogadores na área para finalizar. A jogada resultou no terceiro gol.
O elenco tem qualidade, margem para crescimento, mas não demonstra em campo. Os jovens são promissores, destaques desde a base, mas não confirmam no time de cima. Tudo isso foi visto no Cruzeiro em 2016, e a solução para todos estes problemas pode estar na recuperação da confiança e no autocontrole.
Henrique Fernandes
- Manutenção do time titular
- Mano sempre foi adepto de um time titular, com reservas normalmente mais utilizados nas partidas. Já está à procura disso no Cruzeiro e mostrou nos dois jogos. Nas escalações iniciais contra Santos e Inter, só uma mudança, forçada, Willian por Ábila. Possível mais uma contra o Corinthians que seria o retorno de Henrique na vaga de Bruno Ramires. Durante os jogos, também, poucas mexidas. Só duas contra o Santos, e, contra o Inter, as três executadas por questões físicas, oxigenando os meias que trabalham pelos lados e que, normalmente, desgastam-se mais: Sobis e Robinho. Quer manter os jogadores atuando da maneira que deseja e que mexa o mínimo na estrutura tática.
- Tranquilidade
- O time produz, joga bem, perde gols e uma falha coloca tudo a perder. O elenco tem qualidade, margem para crescimento, mas não demonstra em campo. Os jovens são promissores, destaques desde a base, mas não confirmam no time de cima. Tudo isso foi visto no Cruzeiro em 2016, e a solução para todos estes problemas pode estar na recuperação da confiança e no autocontrole. Na coletiva pós-jogo.
Mano ressaltou o trabalho que fez para manter os jogadores concentrados e confiantes. A torcida, muito atuante no Independência, também ajudou. Contra o Inter, a bola entrou, e o time não se descontrolou com o gol sofrido no início. Soube suportar a pressão e não se desviou do plano traçado pro jogo em momento algum. Bons sinais...
2787 visitas - Fonte: Globo esporte