27/7/2016 16:49
Gilvan vê saldo positivo em gestão e estranha revolta de organizadas
Dirigente afirma que troca de comando técnico foi necessário: "Não poderia continuar desta forma. Tivemos que tomar uma medida antes que a casa caísse"
Gilvan de Pinho Tavares cumprimenta Mano no retorno do técnico ao Cruzeiro (Foto: Reprodução/SporTV)
Um dos principais alvos de protesto por parte da torcida do Cruzeiro, o presidente da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares, disse que considera estranha a postura das organizadas do clube, que chegaram a ameaçar o dirigente em alguns protestos. Segundo ele, a maioria, que é o torcedor comum, está do lado da diretoria. Mas, diante de toda a revolta também com o time, o presidente prefere que o descontentamento se volte à diretoria.
- Prefiro que xingue o presidente do que um atleta. Dentro de campo, quem tem de produzir é o atleta. Mas não é a torcida do Cruzeiro quem está ameaçando. Existe algo acontecendo nas torcidas organizadas. Quem não é de torcida organizada está apoiando muito, o torcedor comum está nos apoiando. Eu sou torcedor do Cruzeiro, também estou contrariado com a falta de resultados.
Gilvan de Pinho Tavares, que está desde o começo de 2012 na presidência, ganhou dois Campeonatos Brasileiros e um Mineiro. Por causa dos títulos e da tentativa de equilibrar as contas do clube, o dirigente considera que as críticas estão passando do respeito.
- Eu acho que deveria haver um respeito maior, porque a diretoria atual tem um ano e meio de mandato ainda. Deveria esperar uma época oportuna de eleições começam em agosto do último ano de um mandato. Mas, por outro lado, a gente enxerga quase como um elogio ao trabalho da diretoria. Porque, no fim de 2011, ninguém queria assumir o Cruzeiro. A nossa diretoria conseguiu sanear as contas do clube. E ganhamos dois Brasileiros e um Mineiro. O que é um grande feito, como é o Campeonato Brasileiro. E fomos finalistas de uma Copa do Brasil. Estamos com contas enxutas e salários em dia - garantiu.
Assim como o discurso de Thiago Scuro, na última terça-feira, em que o dirigente disse que ainda acredita nos trabalhos a longo prazo, mas que os resultados no Brasileiro não estão favorecendo a manutenção dessa política, Gilvan considera que a medida tomada pela diretoria foi necessária, pois senão "a casa poderia cair" .
- Sou uma pessoa otimista. Não chegarei aqui com alguém apresentado e dizer que não acreditamos nele. O Paulo é um grande treinador, e acreditamos no trabalho dele. Tanto que assinamos com ele até dezembro de 2017. Mas, no futebol, tem que se tomar providências quando os resultados não aparecem. O Cruzeiro, que é um dos poucos clubes que nunca caíram para a Segunda Divisão, não poderia continuar desta forma. Tivemos que tomar uma medida antes que a casa caísse.
Acerto com Mano
O acerto com Mano Menezes vai até dezembro de 2017. Para o presidente do clube, foi a melhor opção para o momento.
- Acredito que a gente acertou em trazer o Mano, que teve o nome gritado no Mineirão pela torcida do Cruzeiro. E temos que entender a posição da torcida, que xinga. Porque o torcedor quer ver o time ganhar e não perder. Esperamos que a torcida compareça o estádio, encha o estádio e vá apoiar o nosso time com o novo treinador, que é do gosto da nossa torcida.
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