18/7/2016 07:51
Paulo Bento não consegue fazer time reagir, e Cruzeiro bate recorde no Z-4
Treinador, com pouco mais de dois meses de trabalho no clube mineiro, tem apenas 35% de aproveitamento em 14 jogos à frente do time no Campeonato Brasileiro
Paulo Bento acumula resultados ruins e não consegue fazer o Cruzeiro reagir no Brasileiro (Foto: André Durão)
Soberano no futebol brasileiro em 2013 e 2014, o Cruzeiro alcançou outro recorde no Brasileiro desta temporada. Mas, infelizmente para a torcida, ele é ruim. Lutando desde o começo da competição contra o rebaixamento, a equipe acumula números e marcas ruins, e o técnico Paulo Bento, contratado para treinar a equipe no restante da temporada, até agora não conseguiu tirar a equipe mineira desta rotina. Em 15 rodadas, o time atingiu o recorde de vezes que esteve no Z-4: seis até agora.
Com a derrota para o Fluminense por 2 a 0, no último domingo, o Cruzeiro entrou, mais uma vez, na zona do rebaixamento e corre o risco, caso o Coritiba pontue contra o Atlético-MG, nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, de cair para a vice-lanterna do torneio, ficando apenas à frente do América-MG.
Mas o resultado em Mesquita já foi o suficiente para a equipe alcançar uma marca nada boa. Com o resultado contra o Fluminense, o Cruzeiro acumulou a sexta rodada entre os quatro últimos colocados do Brasileiro, um recorde para a equipe na história dos pontos corridos. Além da 15ª, o time também esteve no Z-4 na terceira, quarta, sexta, oitava e nona rodadas da competição. E isso em apenas 15 rodadas.
Números do Cruzeiro:
Quatro vitórias
Três empates
Oito derrotas
Aproveitamento de 33,3%
O time já havia figurado no Z-4 em outras quatro edições: 2007 (terceira e quinta rodadas), 2009 (12ª), 2011 (terceira, quarta, quinta e 33ª) e no ano passado nas quatro primeiras rodadas. Nas outras edições, essa situação não ocorreu.
Contratado após a demissão de Deivid, Paulo Bento tem um aproveitamento com o Cruzeiro que só não é pior que o do América-MG: 33,3%. Mas Bento, que não treinou o time na estreia (Geraldo Delamore ainda estava à frente, de maneira interina), quando esteve no banco de reservas tem um rendimento um pouco melhor: 35%. Com o português, são quatro vitórias, três empates e sete derrotas, tirando o revés no Couto Pereira.
Insistências e chegada de atletas
Após a partida contra o Fluminense, Paulo Bento disse que não vai abrir mão de suas convicções para escalar o Cruzeiro. Ele foi questionado por que não escalar jogadores de mais experiência, na zaga e no meio, e respondeu que o problema não era a idade, mas sim o coletivo. A decisão do treinador pode ser citada, por exemplo, na manutenção de Bruno Rodrigo, mesmo com as falhas, e as seguidas utilizações de Allano, que não vem rendendo e é um dos principais alvos de crítica da torcida.
Bento também tem de conviver com a montagem do time em meio ao Brasileiro. No ataque, por exemplo, ele tem Rafinha, Rafael Sóbis e o argentino Ramón Ábila que chegaram recentemente e que devem ganhar o status de titular. Nas laterais também chegaram, há pouco tempo, Edimar e Ezequiel. Essa situação também pesa contra o trabalho do treinador português.
Na zona do rebaixamento, Paulo Bento agora pensa na Copa do Brasil. Na quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), a Raposa encara o Vitória, no Mineirão, após vencer o primeiro jogo por 2 a 1. O time pode até perder por 1 a 0 que se classifica. No Brasileiro, a equipe joga no próximo domingo contra o Sport, também no Gigante da Pampulha, às 16h.
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