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15/7/2016 08:20

Após Damião, em 2015, Cruzeiro volta a apostar em atacante de referência

Cruzeiro é o segundo time que mais alça bolas na área, mas é um dos que menos finaliza de cabeça; para solucionar o problema, a aposta é em Ramón Ábila

Após Damião, em 2015, Cruzeiro volta a apostar em atacante de referência
Com ou sem centroavante? Eis a questão. No futebol, a discussão é recorrente. Há praticamente um ano, o Cruzeiro abdicou de utilizar um atacante de referência clássico. O último foi Leandro Damião, sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo. Com a chegada de Mano Menezes, Damião perdeu espaço, e a Raposa passou a adotar um esquema com Willian de falso camisa 9. O modelo persistiu e, após os maus resultados, culminando com a briga pelo rebaixamento no comando de Paulo Bento, a diretoria e a comissão técnica resolveram ressurgir com centroavante clássico. O nome? Ramon Ábila, que deve estrear neste domingo.

O argentino que, ao lado de Sobis, foi a grande contratação do Cruzeiro na abertura da janela de transferências internacionais, será regularizado até o final desta semana no Boletim Informativo Diário (BID), da CBF, e deve entrar como titular na partida contra o Fluminense, neste domingo, às 16h (de Brasília), no estádio de Edson Passos, em Mesquita, no Rio de Janeiro, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Cruzeiro é o segundo time que mais levanta bolas na área dos adversários, com 235 cruzamentos no campeonato, atrás apenas do Fluminense, com 237. Mas levantar essas bolas para quem? Os atacantes que têm sido utilizados na função do Cruzeiro, como Willian e Riascos, não têm estatura alta, 1,71m e 1,80m, respectivamente. Estes números se refletem nas finalizações de cabeça, que pode representar um bom indicador.

O lateral-esquerdo Edimar, um dos responsáveis por alçar as bolas nas áreas, diz que o importante é criar as oportunidades, seja pelo alto ou não.

O jogador acredita que, no entanto, quando o time jogar sem Ábila, os cruzamentos podem ser mais baixos.

- Eu acho que estamos criando muitas oportunidades. Quando se cria oportunidade de gol, não é só porque jogou alto. O importante é criar. Mas essa é uma observação que temos que começar a mudar. Se tratando do Willian, temos que tentar jogar um pouco mais baixo. O importante é continuar criando.

Apesar de ser o quarto time que mas finaliza no torneio, com 187 finalizações, apenas 24 foram de cabeça, o que representa apenas 12%. Empatado com o Grêmio, o Cruzeiro é o quinto time que menos finaliza pelo alto. Para se ter uma noção, Bruno Rodrigo, um zagueiro, foi quem mais tentou de cabeça, com oito. Só depois vem o atacante Riascos, com três cabeçadas a gol na competição.

E é aí que entra o nome de Ramón Ábila. Com o retorno de uma referência na grande área, as jogadas vão buscar o centroavante argentino, que tem ótimo poder ofensivo pelo alto.



Histórico de centroavantes

A última vez que o Cruzeiro jogou com um centroavante nato foi com com Vanderlei Luxemburgo. O nome era Leandro Damião, mas o desempenho do atacante não agradou, assim como o retrospecto do treinador, que acabou demitido. Com a chegada de Mano Menezes, Damião perdeu espaço e só jogou duas partidas como titular com o então novo treinador. Willian do Bigode passou a ser utilizado como falso camisa 9 e fez sucesso. Desandou a marcar gols e foi o artilheiro da Raposa no Campeonato Brasileiro. O dinheiro da China veio, e Mano deixou a Toca da Raposa, mas a necessidade de um centroavante seguiu de lado.

Assim começou 2016, sob o comando de Deivid. Leandro Damião já havia deixado Belo Horizonte, e o Cruzeiro montou um elenco praticamente sem centroavante. O único era Vinícius Araújo, que não foi aproveitado - entrou apenas alguns minutos no jogo contra o Fluminense, pela Primeira Liga. Sem espaço, o jovem foi emprestado ao Sport. Após a eliminação precoce no Mineiro, Deivid caiu, e Paulo Bento chegou.

No elenco, vários atacantes: Rafael Silva (que já deixou o clube), Douglas Coutinho, Willian e Riascos. Mas nenhum com as características de um centroavante de ofício. O treinador português viu a necessidade da utilização de um jogador de área e fez o pedido à diretoria. Ábila foi contratado, e a torcida segue na esperança da solução do problema de gols do Cruzeiro.

2535 visitas - Fonte: Globo esporte




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