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14/7/2016 12:10

Prestes a completar 700 jogos pelo Cruzeiro, Fábio continua a fazer história e em grande forma

Goleiro e capitão atinge marca expressiva neste domingo, contra Fluminense

Prestes a completar 700 jogos pelo Cruzeiro, Fábio continua a fazer história e em grande forma
O goleiro Fábio não para de superar marcas com a camisa do Cruzeiro. Um dos atletas mais vitoriosos da história do clube, com dois títulos brasileiros e um da Copa do Brasil – este como terceiro reserva –, além de cinco do Campeonato Mineiro, ele é o jogador que mais vezes vestiu a camisa celeste. Fato ainda mais louvável em um futebol tão mercantilizado, em que poucos criam raízes nos clubes. Agora, ele se prepara para completar 700 jogos pela Raposa, façanha que será alcançada caso entre no gramado do Estádio Giulite Coutinho, no Rio, domingo, às 16h, no jogo contra o Fluminense pela 15ª rodada do Nacional.

A trajetória começou ainda nas categorias de base e se solidificou a partir de 2005, quando retornou à Toca da Raposa II depois de defender o Vasco. Desde então, construiu bela história com o número 1 nas costas e as cinco estrelas no peito, tornando-se não só um atleta vencedor, mas um símbolo e ídolo da torcida.

Os momentos de felicidade comungados entre o goleiro e a China Azul são muitos. De defesas monumentais a conquistas muito importantes – passando por 23 vitórias e 13 empates em 50 clássicos com o Atlético, incluindo o histórico 6 a 1 –, o que não faltam são motivos para comemorar de ambos os lados.

Mas nem só de glórias é feito o esporte, e a trajetória de Fábio não seria diferente. Se desde o começo ele mostrou talento e muita aplicação em treinos e jogos, houve percalços, mas eles acabaram sendo usados para o crescimento próprio e também da relação com o clube e a torcida.

Foi assim quando o Cruzeiro foi derrotado por 2 a 1 pelo Estudiantes-ARG, no Mineirão, na final da Copa Libertadores de 2009. O baque foi grande, mas o goleiro conseguiu se reerguer, continuou trabalhando e em 2013 e 2014 foi fundamental na conquista do bicampeonato brasileiro.

Outra prova de que ele consegue renascer das cinzas foi os 4 a 0 para o Atlético, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro de 2007. O quarto gol do Galo foi marcado quando ele buscava a bola na rede, no que ficou conhecido como “gol de costas” e gerou muitas brincadeiras por parte dos atleticanos, ainda na era pré-redes sociais e memes.

Mais de uma vez, Fábio disse que aquela partida mudou sua vida. A partir de então, garante ter se tornado mais profissional, além de ter melhorado os relacionamentos familiares e pessoais, o que coincide com sua aproximação à religião.

FUTURO Perto de comemorar 36 anos – em 30 de setembro –, o capitão Fábio ainda tem lenha para queimar, mas sabe que o fim da carreira se aproxima. Pensando no futuro, não se descuida da forma física e técnica, além de estar atento ao que ocorre no clube, que é sua casa há 11 anos.

Não raro, cobra publicamente a diretoria quando considera que o time precisa ser reforçado. Isso ocorreu, por exemplo, em 2012, quando o Cruzeiro fez apenas figuração no Campeonato Brasileiro, e se repetiu no ano passado. Nesta temporada, os alertas sobre a necessidade de contratar nomes de peso foram feitos depois da eliminação nas semifinais do Campeonato Mineiro, de tropeços no Brasileiro e até a chegada de jogadores como Rafael Sóbis, Ábila e Robinho. Prova da liderança de quem está respaldado pelo currículo.

JOGOS MARCANTES

1) A estreia
O adversário não era lá essas coisas, mas os 2 a 0 sobre o Universal-RJ, em amistoso realizado em 4/3/2000, no Mineirão, prenunciava a grande caminhada

2) Primeiro clássico
Em 20/2/2005, o camisa 1 não conseguiu impedir a derrota por 2 a 0 para o Atlético, gols de Rodrigo Fabri e Euller, no Mineirão, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro

3) Primeira vitória em clássicos
Pouco mais de um mês depois, em 26/3/2005, ele ajudou o time celeste a bater o maior rival por 1 a 0, gol de Fred, novamente no Gigante da Pampulha, no jogo de ida das semifinais do Estadual

4) Primeira taça
Em 2/4/2006, ajudou o Cruzeiro a fazer 1 a 0 no Ipatinga, gol de Wagner, no Ipatingão, e conquistar o título mineiro daquele ano. O primeiro jogo da decisão terminou 1 a 1

5) Gol “de costas”
No primeiro jogo da decisão do Mineiro, em 29/4/2007, o time celeste foi goleado, tendo tomado dois gols já nos acréscimos da etapa final, sendo que no último, marcado por Vanderlei, Fábio não viu, pois ainda buscava a bola do terceiro gol na rede

6) Primeira grande final
Em 15/7/2009, não conseguiu impedir que o Cruzeiro fosse derrotado por 2 a 1, de virada, pelo Estudiantes-ARG, no jogo de volta da decisão da Copa Libertadores, em pleno Mineirão, com quase 65 mil pagantes. O gol do título foi marcado por Boselli

7) Dois pênaltis defendidos no mesmo jogo
Fábio já tinha defendido seis pênaltis pelo Cruzeiro quando pegou as duas cobranças do atacante Thiago Pereira na vitória por 2 a 0 sobre a Caldense, em 13/2/2010, pela primeira fase do Campeonato Mineiro

8) O título brasileiro de 2013
Em 13/11/2013, a Raposa fez 3 a 1 no Vitória, no Barradão, e garantiu matematicamente a conquista do Campeonato Nacional com quatro rodadas de antecedência. Fábio foi um dos pilares na bela campanha, com o Cruzeiro terminando com 11 pontos de vantagem. Foi eleito para a seleção do Brasileiro

9) O bicampeonato
Pouco mais de um ano depois, em 23/11/2014, o time celeste fez 2 a 1 no Goiás, diante de quase 57 mil pagantes no Mineirão, e conquistou o bicampeonato brasileiro, novamente com participação efetiva de Fábio, quarto goleiro menos vazado

10) Recorde
Se tornou o jogador que mais vestiu a camisa do Cruzeiro em 13/6/2015, com 634 partidas, superando o volante Zé Carlos, na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco,
em São Januário, pelo Brasileiro

4254 visitas - Fonte: Super esportes




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