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8/7/2016 10:49

Lesões musculares têm sido um adversário a mais dos clubes mineiros nesta temporada

No Cruzeiro, as baixas são tantas que Paulo Bento já admite a dificuldade no trabalho. Galo começa a contar com reforços do DM e Coelho é o menos afetado

Lesões musculares têm sido um adversário a mais dos clubes mineiros nesta temporada
O departamento médico do Cruzeiro tem trabalhado como nunca, afetando diretamente o trabalho do técnico Paulo Bento, como ocorreu com os antecessores deles, Mano Menezes e Deivid. Além de traumas que são inerentes ao futebol, problemas musculares de toda ordem têm impedido o treinador de escalar a equipe que considera ideal, com destaque para o desfalque de pratas de casa, como Alisson, Élber e Mayke, e também de atletas experientes como Manoel, Robinho e Willian.

Para tentar resolver o problema, o treinador convocou reunião com todas as áreas do clube, da preparação física à fisiologia, do departamento médico à fisioterapia, passando pela nutrição e o departamento de análise de desempenho. Ele vê com estranhamento a perda de atletas em praticamente todos os jogos – as últimas vítimas foram os armadores Alex e Alisson, que deixaram a partida com o Vitória, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, reclamando de dor no músculo adutor da coxa direita e na parte posterior da coxa direita, respectivamente. “Não estamos passando por uma boa fase em termos de disponibilidade, falando no aspecto físico de jogadores. E também aparecem os desequilíbrios que temos dentro do próprio grupo. Vamos procurar administrar dentro de um calendário extremamente complicado, com pouco tempo para recuperar jogador”, afirmou o português.

Na capital baiana, ele precisou mudar os planos em função de novas contusões: escalado como titular, Alex se contundiu e deu lugar a De Arrascaeta, que seria poupado justamente para prevenir lesão. “Alisson, a princípio, estava em condição de jogar, já o De Arrascaeta, pela sequência de jogos em alto nível, achávamos melhor dar-lhe um descanso, mas não foi possível. É algo que teremos que analisar em conjunto. São muitos os problemas, principalmente em jogadores numa faixa etária em que normalmente não é muito comum. Não é normal que haja tantas lesões”, afirmou.

As palavras de Paulo Bento só evidenciam uma preocupação que os cruzeirenses têm há tempos. Há quem não entenda o motivo de o clube não conseguir evitar problemas musculares, mesmo dispondo de profissionais reconhecidamente competentes e equipamentos de última geração. Alguns consideram o departamento médico vilão, por supostamente liberar atletas antes da completa recuperação, além de ter se tornado uma verdadeira caixa preta, sem revelar prognósticos de alta ou mesmo graus de contusão. São apontados, ainda, erros na preparação física, que exageraria na dose em alguns casos e aliviaria em outros.

Para Sérgio Freire Júnior, chefe do departamento médico celeste, as contusões são inerentes ao futebol brasileiro, pelo calendário sempre apertado e a exigência física cada vez maior. “Alguns fatores contribuem para esses problemas e atingem todos os clubes brasileiros. Um é o próprio calendário, pois entre junho e julho há muitos jogos e estamos vindo do fim dos estaduais e com a Copa do Brasil já presente. Outro é a mudança de comissão técnica, como ocorreu conosco, quem chega traz novos conceitos, forma diferente de trabalhar, e isso se reflete na parte física. Também há atletas chegando, vindo de clubes e até países diferentes, o que exige período de adaptação”, afirma o médico, que prevê a intensificação dos problemas musculares de setembro a outubro, com a aproximação do fim de temporada.

Segundo ele, cuidado não falta ao Cruzeiro. Desde as categorias de base o clube disponibiliza fisiologistas, ajudando na formação dos atletas. “A gente tem procurado ao máximo evitar as lesões, mas não é fácil. Temos poupado jogadores de treinos e de jogos e orientado constantemente quanto à importância do descanso, da alimentação, da suplementação alimentar. Muitas vezes, não evitamos a lesão, mas fazemos com que ela não seja tão grave.”

Para diminuir as críticas, o clube trabalha para melhorar a relação dos setores com a imprensa e com a torcida. “Queremos interromper essa desconfiança em relação ao departamento médico e vamos tomar medidas para isso”, promete o diretor de futebol Thiago Scuro. Um exemplo dessa falha na comunicação é o zagueiro Dedé. Depois de ficar quase um ano se recuperando de cirurgia no joelho, ele voltou a jogar, mas, na sequência, sofreu fratura na patela direita. Deveria ter retornado em maio, porém, em julho, não está nem em fase de transição entre o departamento médico e a preparação física, e não há previsão de volta.

CALMARIA Já o Atlético vive uma fase em que seus principais jogadores estão saindo aos poucos do departamento médico e se tornando opções para o técnico Marcelo Oliveira. Durante toda a temporada, sobretudo no início do Brasileiro, o alvinegro sofreu com problemas de contusões. O goleiro Victor, o lateral Patric, o armador Dátolo e os atacantes Carlos, Luan e Lucas Pratto encabeçaram a lista de lesões médias e graves.

Luan e Lucas Pratto estão em fase final de tratamento. O primeiro passou por cirurgia no menisco do joelho direito e não atua desde o início de abril. Para ele, esse retorno será uma vitória pessoal: “Em nenhum momento pensei que a lesão poderia me atrapalhar. Quero voltar no nível de antes e buscar títulos”. Dátolo é o jogador atleticano que mais sofreu com contusões musculares: machucou-se três vezes em 2016. Atualmente, o gringo faz trabalho específico de fortalecimento muscular.

O América também passou aperto por causa das lesões na temporada, mas a situação atual é ainda mais tranquila, com apenas dois jogadores em tratamento: o zagueiro Alison e o lateral-direito Jonas.

1326 visitas - Fonte: Super esportes




Robinho e Willian.Eles machucarao?

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Cruzeiro precisa mudar o departamento médico.

notícia das frangas em site do cruzeiro.

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