5/7/2016 08:46
Reencontro com o Vitória: lições e cuidados para o Cruzeiro em jogo válido pela Copa do Brasil
Depois de 'conhecer' adversário no empate por 2 a 2 pelo Brasileiro, clube celeste tenta se precaver em confronto válido pela terceira fase do torneio de mata-mata
Quando concedeu entrevista coletiva à imprensa dois dias antes do jogo contra o Vitória, o técnico Paulo Bento disse que as ações do Cruzeiro no confronto válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro poderiam influenciar na estratégia para o reencontro entre mineiros e baianos nesta quarta-feira, às 21h45, no Barradão, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil.
“Temos o jogo de domingo, e a partir desse jogo de domingo poderemos nos preparar para quarta-feira. É ver aquilo que o adversário fez não apenas no campeonato, mas na própria partida (contra o Cruzeiro)”, frisou o português, na última sexta. É provável que o desempenho irregular da equipe no empate por 2 a 2, no último domingo, tenha feito Bento repensar algumas convicções, tanto pelo elevado número de desfalques (até aqui são cinco confirmados:
Mayke, Bryan, Henrique, Lucas Romero e Riascos) quanto pela postura de seus comandados. O resultado que frustrou as expectativas de mais de 43 mil torcedores no Mineirão e impediu a ascensão da Raposa na classificação certamente trouxe lições e cuidados. Caberá a Paulo Bento aplicá-los a tempo de corrigir os erros na véspera do novo embate com o Leão.
Ausência de Henrique
Em constante crescimento sob o comando de Paulo Bento, Henrique não jogou no último domingo e novamente será desfalque na quarta-feira. Tratando uma concussão cerebral sofrida aos 17min de jogo na derrota para a Chapecoense por 3 a 2 (o Cruzeiro vencia por 1 a 0 quando aconteceu a lesão), o volante é peça fundamental na saída de bola e na distribuição para os laterais. Com ele em campo, tanto Lucas Romero quanto Bruno Ramires ficam mais seguros na troca de passes. E o time ganha na combatividade, já que o experiente de 31 anos é o quinto jogador com mais desarmes certos no Brasileirão (31).
Contra o Vitória, Bento apostou em Lucas Romero e Bruno Ramires alinhados à frente da defesa. Não deu certo. Além do “buraco” deixado no meio-campo, a dupla teve muita dificuldade em lidar com o veloz e habilidoso Marinho, responsável pelos grandes ataques da equipe rubro-negra.
Se o treinador resolver escalar novamente um losango no meio-campo, o primeiro volante certamente precisará ter atenção nas roubadas de bola e qualidade na transição defesa/ataque. O problema é que Romero, mais próximo das características de Henrique, está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Logo, o uruguaio Federico Gino, bastante contestado pela torcida, pode ter nova chance de se redimir.
Atenção com Marinho
Quando passou pelo Cruzeiro, em 2015, Marinho era o “xodó” do então técnico Vanderlei Luxemburgo, mas alternou altos e baixos pelo clube e marcou apenas um gol em 12 jogos.
Em 2016, o clube celeste cedeu o meia-atacante ao Vitória e negociou parte de seus direitos econômicos. Era a oportunidade que o jogador precisava para despontar e se tornar ídolo em Salvador.
Marinho já disputou 19 jogos pelo clube baiano e marcou 11 gols. No último domingo, foi ele o responsável por infernizar a vida dos jogadores de marcação do Cruzeiro. Não apenas Bruno Ramires e Lucas Romero tiveram dificuldades: Bryan, Bruno Viana e Alisson caíram nas rápidas passadas do camisa 7. Segundo o Footstats, Marinho acertou seis dribles na partida, além de duas finalizações perigosas que obrigaram o goleiro Fábio a trabalhar bem. O meia-atacante ainda sofreu o pênalti convertido por Diego Renan e participou do lance que originou o gol de empate do Vitória, assinalado por Vander.
Não há dúvidas de que Marinho será assunto na preleção de Paulo Bento. Se os jogadores cruzeirenses não conseguirem desarmá-lo, ao menos as tentativas de “atrapalhá-lo” e encurtar os espaços serão válidas.
Coragem do técnico Vagner Mancini
Ao anunciar a escalação do Vitória para o jogo no Mineirão com três zagueiros, o técnico Vagner Mancini pode ter passado a ideia de que queria fortalecer a marcação e encaixar algum contra-ataque. Engano. Com dois volantes (Amaral e Willian Farias), dois alas ofensivos (Diego Renan e Euller) e Marinho livre para “flutuar”, a equipe nordestina jogou “à vontade” no campo de ataque e só parou nas boas defesas de Fábio. A derrota parcial por 1 a 0, no intervalo, não refletiu o que foi o jogo.
No segundo tempo, o Vitória perdeu o zagueiro Ramon, que recebeu o segundo cartão amarelo ao fazer falta sobre Riascos e acabou expulso. Logo em seguida, o Cruzeiro se aproveitou da superioridade numérica de jogadores e fez 2 a 0. Nada disso, porém, fez Mancini mudar sua convicção de tentar ao menos o empate. Os meias Tiago Real e Vander foram acionados e o time chegou à igualdade. Prêmio para a valentia da equipe e pela coragem do treinador.
Se no Gigante da Pampulha houve ousadia por parte de Vagner Mancini, no Barradão, onde o Vitória só perdeu uma vez em seis jogos na Série A, não será diferente. A previsão é de ofensividade para construir um bom placar no duelo de ida.
Falta de capricho nas finalizações
Logo depois de marcar o segundo gol sobre o Vitória, o Cruzeiro teve mais duas oportunidades claras para balançar a rede e, muito provavelmente, liquidar a fatura.
Na primeira, Riascos recebeu de Alex e chutou em cima do goleiro Caíque. Na segunda, o próprio Alex foi acionado na entrada da grande área e, em boa condição para finalizar, também parou em Caíque.
No fim das contas, os lances não convertidos custaram caro ao time azul, que acabou acuado pelo Vitória e desperdiçou dois pontos preciosos que o colocariam em 11º lugar.
Os atacantes, aliás, têm atravessado fase irregular no clube celeste. Entre os atletas da posição, Rafael Silva, que já foi cedido ao Figueirense, é o goleador máximo, com seis bolas na rede em 17 apresentações na temporada 2016. Em seguida vêm Douglas Coutinho (quatro gols em 15 jogos), Willian (três gols em 21 jogos) e Riascos (um gol em nove jogos). Vale ressaltar que este último esteve empestado até maio ao Vasco, pelo qual fez 10 gols em 17 partidas este ano.
Na Copa do Brasil, competição de mata-mata em que gol fora de casa conta como critério de desempate, superar a “maré ruim” e aproveitar todas as chances possíveis é essencial.
Lei do ex
No futebol existe a máxima de que todo jogador gosta de enfrentar um antigo clube, sobretudo quando este não lhe deu muitas oportunidades ou o colocou fora dos planos. O Vitória tem em seu elenco nada menos que seis ex-cruzeirenses: o lateral-direito Diego Renan, o volante Willian Farias, os meias Marinho e Leandro Domingues e os atacantes Dagoberto e Kieza. Se entrar na conta o técnico Vagner Mancini, o número chega a sete.
Dessa lista, Dagoberto foi peça importante no bicampeonato brasileiro em 2013 e 2014, e Willian Farias apareceu como coadjuvante na segunda conquista. Já Diego Renan e Vagner Mancini foram personagens na histórica vitória sobre o Atlético por 6 a 1, em Sete Lagoas, pela última rodada da Série A de 2011, resultado que livrou o clube de ser rebaixado à Segunda Divisão.
Quem será o lateral-esquerdo?
Por ter jogado a Copa do Brasil pelo América, o lateral-esquerdo Bryan desfalcará o Cruzeiro nesta quarta-feira. Opção para a posição, Edimar chegou ao clube há pouco tempo e ainda não reúne as condições físicas necessárias para suportar 90 minutos (mesmo se estivesse totalmente apto, dependeria de publicação do contrato no BID da CBF). Assim, o meia Allano é o mais cotado para atuar improvisado na posição.
No domingo, tanto Bryan quanto Allano tiveram muitas dificuldades na marcação, principalmente nos duelos “mano a mano” com Marinho. Por isso a necessidade de fortalecer a cobertura naquela faixa do campo.
Time acomodado
Em seus dois últimos jogos, o Cruzeiro mostrou comodismo com vitórias parciais e deixou de somar pontos no Brasileiro.
Na última quarta-feira, em Santa Catarina, o time fez 1 a 0 sobre a Chapecoense logo aos 6min e simplesmente parou de agredir o adversário, que cresceu de produção, tomou conta do jogo e venceu por 3 a 2.
Tal situação já foi relatada no empate por 2 a 2 com o Vitória, que só não virou graças às boas defesas de Fábio.
Nas entrevistas coletivas depois dos dois jogos, Paulo Bento reclamou da falta de ambição e o relaxamento após uma situação de conforto.
Robinho
Recuperado de edema na coxa direita, Robinho pode ser solução para o toque de bola no meio-campo, porém ainda existe receio com relação ao histórico do jogador no departamento médico. Em pouco mais de dois meses, dois problemas musculares e apenas três partidas oficiais.
Numa eventual titularidade, conseguiria o camisa 19 atuar por 90 minutos sem sofrer nenhum contratempo? Se sim, sem dúvidas seria presença importante no desfigurado setor de armação e poderia munir o uruguaio De Arrascaeta, que está em boa fase e ostenta a condição de artilheiro do elenco em 2016, com nove gols em 26 jogos.
Willian
Maior artilheiro geral do elenco, com 36 gols, Willian está devendo desde que passou a usar a camisa 9. Em 21 jogos, ele marcou apenas três vezes e não é nem de longe o mesmo atleta que obteve grande destaque entre 2013 e 2015.
Se balançar a rede nesta quarta-feira, o Bigode melhorará ligeiramente a baixa média de gols em 2016 – atualmente de 0,14 por partida – e quebrará um tabu de quase dois anos. Seu último gol jogando fora de Belo Horizonte ocorreu no dia 5 de novembro de 2014, quando o Cruzeiro empatou por 3 a 3 com o Santos, na Vila Belmiro, e se classificou à decisão da Copa do Brasil.
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torcida xenófoba é triste.
outra coisa, futebol para torcedores é diversão, apoiamos nosso time na vitória e na derrota.
tá sendo triste ver o nosso time tatear, mas vamos reencontrar o caminho das grandes vitórias.
ganhamos do palmeiras, isso é um indicador importante.
Tomara que perca para esse treinador filho de uma puta vazar do meu Cruzeirão
e só estas mulhesinhas cria vergonha na cara e onra o salário que ganha e!este manto azul! que manda no estado de Minas Gerais!
ficam falando de marinho
se é tão bom assim , porque o cruzeiro dispensou? não me venha com Desculpas.
fora paulo bento não sabe escalar cada jogo ele escala um time como que vai introzar um time
técnico que não sabe nem segui uma lógica affff
vamos levar um chocolate eu nem quero ver esse vexame.
fora Paulo Bento burro
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Vai ser outro vexame, enquanto tivermos o pior time (do meio pra trás) que o Cruzeiro já montou. Ainda escalam o pior dos piores! Não dá pra entender Leo e Cabral de fora do time (não que eles sejam imprescindíveis) mas dos males o menor... E o pior departamento médico do mundo que não cura nem gripe, contusão muscular nos garotos de vinte anos, parece "fratura exposta na coluna"... Dedé então, só quando nascer senta nas franguinha cor de Rosa...