Na derrota em Chapecó, o técnico Paulo Bento perdeu dois titulares para o jogo deste domingo, contra o Vitória, às 11h (de Brasília), pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral Mayke teve uma lesão muscular na panturrilha esquerda e o volante Henrique sofreu uma concussão cerebral, após levar uma pancada na cabeça. O clube não informa o tempo de recuperação dos atletas. A situação de Henrique, apesar de ser em uma região delicada, é relativamente tranquila, mas exige precaução e atenção do departamento médico do clube.
O fato é que o treinador português terá que escolher os substitutos. O GloboEsporte.com pediu ao comentarista do SporTV, Henrique Fernandes, para falar sobre as principais opções de Paulo Bento para escalar os dois que entram nas vagas de Mayke e Henrique.
VAGA DE MAYKE
Lucas - Apesar da fase ruim dele, é a opção natural. Um especialista da posição, ofensivo, em um jogo que pedirá força ofensiva e volume ao time do Cruzeiro. Apesar dos problemas de marcação que Lucas muitas vezes demonstra, o lado esquerdo do Vitória não é o mais forte. É um setor que tem Kieza caindo muitas vezes e Dagoberto, jogador com menos mobilidade que Marinho, aquele mesmo que foi do Cruzeiro, que deve voltar ao time depois de ter sofrido uma fratura no nariz.
Bruno Ramires ou Gino - São as alternativas a má fase do “substituto natural”. Jogadores de doação tática e bom preparo físico, adaptam-se naturalmente a função. Podem oferecer maior estabilidade defensiva,
principalmente se o Vitória optar pelo esquema 3-5-2, que usou nas vitórias sobre Grêmio e Sport, transformando Euller em um ala bastante ofensivo pela esquerda. A entrada de um deles, no entanto, pode complicar a reposição da ausência de Henrique no meio. Em Chapecó, Gino entrou como primeiro homem de meio campo e está bem cotado para substituir Henrique. Ramires tem sido titular como meia pelo lado direito e sendo deslocado para a lateral faria com que Paulo Bento precisasse fazer duas (e não só uma) mudança no meio-campo, setor chave do time.
VAGA DE HENRIQUE
Gino - É o substituto natural. Primeiro volante, jogador com característica de marcação, mas não entrou bem em Chapecó e contribuiu para que o Cruzeiro perdesse a segunda bola no jogo em Santa Catarina. Não tem, também, a qualidade de passe de Henrique, importante para a saída de bola do time. O lado positivo é que com a simples entrada dele como primeiro homem, Romero poderia ficar com o posicionamento que vem atuando, de segundo homem de meio-campo. É a opção que mexe menos com a estrutura do time, em geral.
Ariel Cabral - É verdade que o 2016 do argentino não tem o mesmo nível da boa fase de 2015 com Mano Menezes, mas muitos cruzeirenses acreditam que ele mereça um lugar no time. A ocasião pode ser boa. Com Cabral, o Cruzeiro terá Arrascaeta com liberdade a frente para infiltrações e jogadas individuais pelos lados do campo e posse de bola. Romero pode ser recuado para a posição de primeiro volante (que é de Henrique) e Ariel comporia o meio pela esquerda ao lado de Bruno Ramires (pela direita) e Arrascaeta (a frente, com liberdade). O time manteria boa qualidade de passe no setor, mas como tem sido pouco utilizado, a falta de ritmo pode pesar contra o argentino. A lentidão dele na transição também pode complicar um time que ainda tem oscilado demais nos jogos.