17/6/2016 12:19
Estranho no ninho
Pode ser isso que esteja ocorrendo entre Cruzeiro e Mineirão: uma cizânia momentânea, em uma fase do Brasileiro em que é possível tropeçar
O Mineirão sempre foi um grande aliado do Cruzeiro – e este “sempre” não é mera força de expressão. Tanto antes quanto depois da recauchutada para a Copa do Mundo de 2014, o Gigante da Pampulha foi palco das maiores glórias da história celeste. Como dois amigos que cresceram juntos, eles se abraçaram nos momentos de alegria e se confortaram nas horas de tristeza. Mas eis que neste ano, depois de mais de cinco décadas, o relacionamento dá sérios sinais de desgaste. A sintonia já não está tão afinada. Aquela cumplicidade natural de longas parcerias parece ter se perdido, dentro e fora das quatro linhas. Uma espécie de inferno astral completo: enquanto nos bastidores o clube trava uma batalha comercial com a Minas Arena, administradora do estádio, no campo o time não engrena. Em quatro jogos em casa pelo Campeonato Brasileiro, sentiu-se mais como um forasteiro. Nem uma vitória sequer. Com apenas dois pontos conquistados naquela é chamada orgulhosamente de “Toca III”, o Cruzeiro é hoje o pior mandante (16,67%) da competição.
Os números negativos no Gigante têm se refletido diretamente na campanha cruzeirense no Nacional. A equipe tem somente duas vitórias em oito rodadas no campeonato e não consegue se desvencilhar da zona de rebaixamento. Quando a torcida acredita que o Cruzeiro vai engrenar, a reação é brecada por uma derrota justamente em seus domínios. Foi assim após o triunfo por 1 a 0 sobre o Botafogo, em Brasília, e depois dos 3 a 2 sobre o Atlético, no Independência.
Contra o alvinegro carioca, a Raposa fez um primeiro tempo muito bom e empolgou a China Azul, mesmo caindo de produção na etapa final. Segurou os três pontos e deixou o Mané Garrincha confiante. A esperança ganhou contornos reais não só pelo resultado, mas também pela boa estreia do armador Robinho. A alegria, no entanto, durou apenas até o jogo seguinte, contra o São Paulo, no Mineirão. Mesmo enfrentando adversário muito desfalcado, amargou revés por 1 a 0, numa partida em que pouco ameaçou o tricolor. O enredo se repetiu nas rodadas subsequentes: vitória sobre o Galo, entusiasmo e a luz no fim do túnel se apagando com a decepcionante derrota para o Flamengo, na Pampulha.
Claro que a história não se apaga, e o Gigante continua despertando muito mais lembranças positivas do que traumas nos cruzeirenses. Foi no recém-inaugurado estádio que aquele que é considerado o maior esquadrão celeste de todos os tempos, o campeão da Taça Brasil de 1966, ganhou corpo. E essa sinergia rendeu muitos dos troféus que hoje integram a galeria azul: no gramado do Mineirão foram comemoradas as conquistas da Supercopa de 1991, da Libertadores de 1997, três Copas do Brasil (1993, 2000 e 2003) e três Campeonatos Brasileiros (2003, 2013 e 2014). Portanto, nada de ingratidão a esta altura do campeonato.
Mas essa cisão, ainda que momentânea, acaba reacendendo velhas mágoas – afinal, qual coração machucado nunca revirou o baú de memórias remoendo decepções do passado? Como esquecer as lágrimas derramadas pela perda do Mundial de 1976 para o Bayern de Munique, diante de 113.715 pagantes? Tudo bem que o adversário era uma grande potência mundial, com Beckenbauer, Gerd Müller e Rummenigge. Mas ninguém perdoa rasteira do destino como essa. A dor pela derrota de virada para o Estudiantes na final da Libertadores de 2009 também está lá no currículo do Mineirão. Assim como a frustração pela perda da Copa do Brasil para o arquirrival, Atlético, em 2014. São feridas que, por mais que o tempo passe, não se fecham.
Fato é que nenhum relacionamento de mais de 50 anos tem apenas momentos felizes. Uma ou outra rusga acontece, muitos até acham necessário para reacender a chama. E pode ser isso que esteja ocorrendo entre Cruzeiro e Mineirão: uma cizânia momentânea, em uma fase do Brasileiro em que é possível tropeçar, pois há chance de recuperação. Mas é preciso restabelecer a paz o quanto antes. Sem rancores nem orgulho ferido.
1728 visitas - Fonte: Super esportes
vai tomar no c.... gilvan e diretores
incompetentes
compra o mineirao de uma vez
financia o estádio q já é nosso ...
vai fica no valor de um novo mesmo na planta... com socios e a torcida inteira com bons programas de marketing e montando e mantendo bons times dar pra ter o grande o gigante da panpulha
a toca ||| como 100% nosso
as frangas so vai pisa lá pra levar sacode do cruzeirao só no classico
e mandar blindar na esplanada os títulos o escudo e as memórias da torcida pras frangas fica com olhos cheio de lagrimas ....
agir diretoria. ..
Roberto Gomes, isso aí é crime!
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eu sou cruzeiro!!!vamos virar esse pagina
#FECHADOcOmOCRUZEIRO