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13/6/2016 07:26

Em novo triunfo, Cruzeiro pratica lances que contrastam com ideia de BentoCOMENTE

Em novo triunfo, Cruzeiro pratica lances que contrastam com ideia de BentoCOMENTE
Paulo Bento adotou uma postura drástica no empate contra o América-MG, pela quarta rodada do Brasileiro. Após discussão com Givanildo Oliveira por conta de um lance de fair play, o português se posicionou de forma contrária à prática, por crer que se tratava de antijogo. Ele, inclusive, prometeu repreender os seus comandados caso eles colocassem a bola para fora para atendimento de atletas rivais. Porém, na vitória sobre o arquirrival Atlético-MG, neste domingo (12), dois casos contrastaram com o discurso do treinador.

Em vantagem no placar (3 a 2), o goleiro Fábio "retardou excessivamente a execução de um tiro livre", conforme descrito na súmula do árbitro Marcelo Aparecido de Souza (SP). O lance, ocorrido aos 30 minutos do segundo tempo, acarretou na punição do capitão do Cruzeiro com um cartão amarelo.

Quatro minutos após a sanção ao dono da camisa 1, outro atleta fez o que é chamado de "cera" pelos boleiros. Ao ser informado que deixaria o campo para a entrada do zagueiro Fabrício Bruno, o atacante Riascos foi ao chão e queixou-se de cãibra. Ele foi atendido por Henrique no gramado. Porém, ao ser repreendido pelo árbitro do confronto, correu até a lateral do campo para que o defensor pudesse apressar-se para evitar o perigo em cobrança de escanteio do adversário.

Na coletiva de imprensa após a partida, Paulo Bento não se manifestou sobre os casos de forma pública. Entretanto, quando ocorreu algo semelhante diante da sua equipe, demonstrou ser contrário à prática do antijogo que ocorre no futebol brasileiro.

"Acho que o futebol deve ser um jogo valorizado pela objetividade. Isso é o que tento fazer, ou seja, que meus jogadores joguem de forma objetiva e leal, e que tentem aproveitar da melhor maneira possível o tempo de jogo, o tempo útil. Isso é o que tratamos. E não estou dizendo que o treinador adversário não fez isso. Não peço nunca a um jogador meu para ganhar tempo, ficar no chão", afirmou o técnico, após a partida contra o América-MG.

O Cruzeiro, à época, se posicionou na figura do vice-presidente de futebol, Bruno Vicintin. O dirigente deu apoio ao lusitano e explicou por que iria apoiá-lo:

"Quero dar todo o apoio ao Paulo Bento, à decisão dele. No Brasil, fair play foi confundido com qualquer paralisação para atrasar o jogo. A gente apoia o Paulo nisso. Vocês, que são repórteres, poderiam contar quantos jogadores do América caíram no segundo tempo. Damos apoio à filosofia dele", comentou.

1299 visitas - Fonte: Uol esporte




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