12/6/2016 13:31
Casais são exemplo da boa convivência de opostos para clássico entre Atlético e Cruzeiro
Jogadores reconhecem grau de disputa entre Atlético e Cruzeiro, mas pregam respeito ao adversário dentro e fora de campo: rivalidade, mas com tolerância
Paulo Galvão /Estado de Minas , Ivan Drummond /Estado de Minas
O esporte é capaz de proporcionar momentos inesquecíveis, especialmente em clássicos como o de hoje, às 16h, entre Atlético e Cruzeiro, no Independência, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Tanto em campo quanto fora, a rivalidade aflora, mas muitos lutam para que venha sempre acompanhada de respeito e tolerância. E casais que vestem camisas diferentes reforçam o apelo, ainda mais por se tratar do Dia dos Namorados. Até a noite de ontem, já haviam sido vendidos 16.816 ingressos.
Entre as equipes, há sempre muita camaradagem, mesmo que surja uma ou outra rusga durante a partida. Afinal, são todos profissionais, conscientes de que se hoje estão de um lado, amanhã poderão estar do outro. Caso do técnico atleticano Marcelo Oliveira, ex-jogador do próprio alvinegro e ex-treinador da equipe celeste, com a qual faturou o bicampeonato brasileiro em 2013 e 2014. Ou do atacante Fred, revelado pelo América, que teve destaque na Raposa e, a partir desta tarde, defenderá o Galo.
O zagueiro atleticano Leonardo Silva, ele próprio um ex-cruzeirense, endossa o discurso da boa convivência. “O respeito é fundamental, o mais importante para o futebol. Tanto no caso dos jogadores, pois somos companheiros de profissão, como para os torcedores. Não pode haver, por exemplo, ofensas, nem num caso e nem noutro. Sinceramente, espero uma grande festa por parte dos torcedores atleticanos, mas tudo dentro da paz e do respeito.”
Sobre o fato de já ter defendido o Cruzeiro em 2009 e 2010, diz que não tem mais qualquer influência sobre ele. “No primeiro jogo, sim, a gente pensa. Mas depois, tudo fica normal. Eu defendo o meu time. Quero ver minha torcida feliz. Só penso em ganhar.”
No Cruzeiro, o goleiro Fábio é um dos maiores conhecedores da rivalidade histórica. Afinal, completará 50 clássicos contra o Atlético e sempre mostrou muito respeito pelo principal adversário. “Não há motivação maior do que jogar em uma grande equipe, em um estádio cheio, com saúde, fazendo o que a gente gosta, o que sempre sonhou. Sempre falo para meus companheiros que temos de desfrutar ao máximo, pois tudo passa rápido. O pior sentimento é o da saudade, sabendo que poderia ter feito melhor alguma coisa”, afirma, do alto dos seus 35 anos.
Justamente por conhecer a importância do clássico, ele reconhece que alguns podem se exceder. Por isso, pede calma tanto a cruzeirenses quanto a atleticanos. “Neste mundo em que vivemos, em que a violência vem ceifando vidas, num jogo de futebol, que é para proporcionar alegria, precisamos ter o mínimo de consciência e amor ao próximo. Que quem for merecedor saia com a vitória e as comemorações sejam com bom senso. Que todos tenham discernimento e saibam se comportar.”
TORCENDO JUNTOS Fora de campo, não faltam exemplos de quem sabe tolerar diferenças e não deixa a rivalidade atrapalhar uma relação saudável. Como o casal Roberto F. de Aquino Filho, cruzeirense de 34 anos, e Mariana Pereira Braga, atleticana de 33. Há 13 anos juntos, eles conseguem conciliar o amor em comum com a paixão de cada um pelo clube do coração.
“No começo havia provocações, brincadeiras. Mas com o tempo deixamos isso de lado e hoje cada um curte seu clube com tranquilidade”, afirma Mariana, que, obviamente, aposta na vitória alvinegra. “Tem hora em que a gente fica nervoso, mas segura a onda. O casamento é mais importante”, declara ele, um tanto quanto desconfiado do momento atual celeste, mas sem deixar de mostrar otimismo.
Se a convivência doméstica é tranquila, eles não haveriam de ver problema em mudança de lado dos profissionais do futebol. “Fico triste que o Fred tenha ido jogar no Atlético, vai pagar tudo o que ele fez no Cruzeiro. Queria ele com a camisa azul, mas sei que isso acontece no futebol”, diz o cruzeirense. “O Fred é artilheiro e vai ajudar muito o Galo”, vaticina a atleticana.
Com os ingressos cada vez mais caros e a ausência de setores mistos tanto no Independência quanto no Mineirão, onde poderiam torcer juntos, o casal não tem ido a estádios. Acompanha os clássicos pela TV antes de seguir a rotina, como fez em abril, quando a Raposa bateu o Galo por 1 a 0, pela nona rodada do Campeonato Mineiro. “Aquele jogo foi às 11h e depois saímos para almoçar sem nenhum problema”, conta Roberto.
1203 visitas - Fonte: Super Esportes
to falando esse Lucas e um péssimo jogador jogador de segunda divisão e oi lá em há não eu desanimo
Aqui em casa também, eu sou cruzeiro a minha esposa atlético. Os opostos se atraem. Muita rivalidade, mas muito carinho.
isso é bonito tem que fazer assim não joque sua vida em uma partida de futebol.no exterior na Inglaterra vcs podem ver que vergonha eles brigando se matando por causa de time.