Torcedores levaram faixas em protesto contra atual gestão do presidente Gilvan de Pinho Tavares
A torcida organizada Fanati-Cruz entregou uma carta aos conselheiros do Cruzeiro na noite dessa terça-feira, na Confraria San Sebastian, no Barro Preto, onde ocorre reunião semanal de integrantes do Conselho Deliberativo do clube.
O documento, composto por duas páginas, pede esclarecimentos sobre o balanço financeiro do clube, exige o afastamento de Benecy Queiroz, além da renúncia imediata do presidente Gilvan de Pinho Tavares.
“Primeiramente, como podemos admitir e nos calar diante do reposicionamento ao cargo de supervisor administrativo do departamento de futebol do Cruzeiro, o senhor Benecy Queiroz? Depois de inúmeros desencontros e gafes cometidas por parte deste senhor, não podemos admitir que continue ocupando qualquer cargo no nosso quadro de funcionários”, diz o segundo parágrafo da carta.
O balanço recentemente divulgado pelo clube causou estranhamento nos torcedores. O Superesportes tentou entrar em contato com o diretor financeiro, José Ramos de Araújo, há cerca de um mês, para esclarecimentos, mas não obteve sucesso. A assessoria de impressa do clube informou que funcionários da área financeira do clube não concedem entrevistas e que todos os números são publicados no balanço e são públicos. Clique aqui e confira mais informações do balanço.
“Necessitamos também de explicações do Sr. José Ramos de Araújo, diretor financeiro do clube. Apontamos no balanço financeiro o valor de R$ 133 milhões, provenientes de direitos de transmissão (a maior cota do Brasil, valor completamente fora da nossa realidade de 70 e 80 milhões de reais) e uma receita de R$ 142 milhões em transferência de jogadores (o maior valor do Brasil). Nesse mesmo balanço, indica-se que o custo com futebol subiram de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões, resultando em um aumento de 50%. Mas o que vemos em campo? Essas dúvidas geram desconfiança no torcedor, pois o que vemos em campo hoje não condiz com tal aumento”, escreveu os torcedores.
O diretor de marketing e comercial, Robson Pires, também é questionado. Segundo a organizada, o departamento de marketing criou a campanha “Time do Povo”, mas pratica adesão aos programas de sócios apenas a torcedores com cartões de crédito com limites acima das condições de muitos torcedores.
“Ao Sr. Robson Pires, gostaríamos que os senhores conselheiros pedissem explicação pela falta de coerência entre as ações de marketing. A campanha Time do Povo não se comprova nas ações do clube. Temos um Sócio do Futebol que exclui muitos torcedores de participar por exeigir pagamento com cartão de crédito com limite acima das condições de muitos deles. Ingressos de R$ 120 e R$ 140 para visitantes em nossa casa gera como resposta preços também abusivos sobre torcedores do time do povo quando viajam para acompanhar o Cruzeiro”, diz trecho da carta.
Carta na íntegra