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24/5/2016 12:03

Mano lembra difícil decisão de deixar o Cruzeiro e destaca estrutura na China

Ex-técnico da Seleção diz que poucos clubes no mundo têm algo a oferecer aos profissionais como os chineses e crê em mudanças no investimento do futebol local

Mano lembra difícil decisão de deixar o Cruzeiro e destaca estrutura na China
Mano Menezes está empolgado com a estrutura do Shandong Luneng, da China (Foto: Reprodução SporTV)

Seduzido pelo alto investimento dos clubes chineses, Mano Menezes acertou no fim de 2015 um contrato de duas temporadas com o Shandong Luneng, com o salário de cerca de R$ 2 milhões por mês.

Perto de completar seis meses no novo país, ele mostra-se satisfeito com a decisão de mudar de país, apesar de reconhecer que a saída do Cruzeiro não foi fácil.

Em entrevista ao "SporTV News", o ex-treinador da seleção brasileira exaltou a estrutura oferecida pelo Shandong, dizendo que poucas equipes no mundo têm algo semelhante .

- Eu diria que nunca vi estrutura semelhante no Brasil, nos grandes clubes.

Pela informação e experiência que nós temos, também vimos poucas vezes na Europa (...). Eu diria que sair do Cruzeiro não foi a escolha certa, mas estar aqui foi a escolha certa.



O Shandong Luneng construiu um complexo esportivo de R$ 300 milhões, que desembolsado por uma estatal de energia elétrica.

Cinco das seis maiores transferências da última janela de negociações internacionais vieram do futebol chinês.

Construtoras, indústrias e empresas públicas, que se capitalizaram com a abertura da economia nacional, passaram a investir forte no esporte com apoio do governo do presidente Xi Jinping.

O futebol é visto no país como uma importante ferramenta de promoção do país, além de ajudar no posicionamento global.

Mano Menezes acredita que o processo de crescimento do futebol no país sofrerá algumas modificações e passará por reestruturações ao longo dos anos.

Para o treinador, o número de estrangeiros no Campeonato Chinês será limitado para fortalecer a seleção nacional.

Atualmente, a primeira divisão conta com 16 clubes e 80 jogadores nascidos em outros países, sendo 22 brasileiros.
- É um processo longo, eu diria.

Ele vai certamente sofrer reestruturações no meio, redirecionamentos.

Vai chegar em um momento que não vão permitir tantos estrangeiros em uma equipe (...). Quem planeja bem e trabalha bem consegue atingir os objetivos.

O investimento no Campeonato Chinês já apresenta os primeiros resultados.

As contratações fizeram o público aumentar em 11 anos, quando a primeira Superliga foi disputada.

No início, os estádios recebiam, em média, 11 mil pessoas por duelo.

Hoje são mais de 22 mil torcedores.

Os chineses já levam mais pessoas aos estádios do que italianos, franceses e brasileiros.

5934 visitas - Fonte: Globo esporte




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