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22/5/2016 16:52

Com "mandinga" e "avó no tablet", Coutinho desperta atenção de Bento

Atacante, que marcou na estreia do novo treinador, fala sobre possibilidade de jogar como centroavante e mostra inspiração na falecida avó, que sempre o acompanha

Com mandinga e avó no tablet, Coutinho desperta atenção de Bento
Douglas Coutinho exibe foto da avó em seu tablet (Foto: Maurício Paulucci)

Douglas Coutinho, de fato, tem estrela. Na estreia do novo treinador, precisou de menos que cinco minutos para entrar e fazer o gol de empate contra o Figueirense. E, falando de estrela, quando o jogador olha para o para o céu, vem uma grande inspiração, sua avó Ivany, que faleceu quando ele tinha 14 anos. Se bem que não é preciso olhar tão longe para sentir a companhia por perto. Já que a foto dela o acompanha no fundo de tela de seu tablet.

- Essa é minha falecida avó. A mulher que me criou, que me educou desde quando eu nasci. Me ensinou o caminho certo para que eu pudesse vencer na vida. Então, todo lugar que eu vou eu coloco essa foto aqui para sempre lembrar dela. Ela faleceu quando eu tinha 14 anos, então, eu sempre coloquei o objetivo de ser o jogador de futebol que sou hoje. Agradeço muito a ela.

Como a maioria dos jogadores de futebol, a história de Douglas Coutinho até chegar em grande clube não foi fácil. O atacante, por várias vezes, pensou em desistir do futebol, mas graças aos conselhos da avó persistiu.

- Eu tive vontade de parar algumas vezes, por causa de condições financeiras. E ela que me ajudava, fala para eu não parar, que era meu sonho, sonho dela. Então graças a Deus e graças a ela, os gols tudo que eu faço é em dedicação a ela.

Hoje, aonde quer que ela esteja, está muito feliz em me ver conquistando o que eu conquistei. De ter retornado para o Cruzeiro, porque na época que eu joguei na base aqui, foi na época que ela faleceu. Foi, inclusive na época que eu queria parar de jogar, mas ela sempre vinha mente, que eu tinha que voltar a jogar. Não podia deixar o sacrifício que ela fez por mim em vão.

O atacante tem 12 jogos com a camisa do Cruzeiro, sendo que começou como titular apenas contra o Atlético-PR e Boa Esporte.

Com o gol marcado contra o Figueirense, agora são três. O último com certeza foi especial, porque contou pontos com Paulo Bento, recém-chegado. Douglas Coutinho brincou com o fato de entrar bem nas partidas, além de balançar as redes em situações importantes.

- Não pode falar não que a mandinga é forte (risos). Mas é dedicação também. Me dedico, me esforço bastante para quando tiver a oportunidade, entrar e mostrar serviço. Então, quero muito conquistar minha vaga de titular no clube. Então, todas as vezes que eu tiver a oportunidade de entrar, eu vou entrar fazendo gol e jogando bem.

Apesar do empate dentro de casa, Douglas Coutinho ressaltou a entrega do time na partida do último domingo, no Mineirão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

- Nossa, foi emocionante, desde o começo ali, a gente vacilou de tomar os gols, mas buscamos. Infelizmente não veio os três pontos, que, dentro de casa é essencial. Mas temos que ficar felizes pela entrega do time.

Paulo Bento dá instruçoes antes da entrada de Douglas Coutinho (Foto: Maurício Paulucci)

Conselhos de Bento e jogar como centroavante

Douglas Coutinho precisou de menos de cinco minutos para empatar o jogo contra o Figueirense. Mas, antes, ele ouviu bastante do treinador do Cruzeiro. Paulo Bento passou algumas instruções para o atacante antes de entrar em campo. Entre elas, o português pediu para que o jogador marcasse pressão e entrasse na diagonal para marcar o gol.

- O principal que ele falou foi até da parte do gol que eu fiz. Ele pediu para que, quando eu estivesse atacante, eu ir com tudo na diagonal, que eu ia ter oportunidade e ia marcar o gol. Ajudar bastante na marcação pressão. O que ele falou ali eu absorvi e o que ele pediu deu certo e saiu o gol.

Após a partida, Élber revelou que o time sente falta de um atacante de referência. Douglas Coutinho, entretanto, explicou que se sente à vontade para exercer essa função no time do Cruzeiro. O atacante relembrou o tempo em que jogava assim nas categorias de base.

- Desde quando eu subi para o profissional, eu sempre atuei bastante nas duas posições. Tanto como atacante de beirada, como atacante de referência. Então não vejo dificuldade caso o treinador peça para eu jogar pelas beiradas ou pelo centro. Para mim não faz diferença. Eu quero é ajudar.

11184 visitas - Fonte: Globo Esporte




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