22/5/2016 09:27
He-Man provoca o Cruzeiro por títulos no vôlei e explica contrato com o Galo
Emprestado pelo Atlético-MG ao Figueirense, atacante marca duas vezes no empate com a Raposa e alfineta maior rival alvinegro por jejum de conquistas no futebol
Rafael Moura foi o destaque do Figueirense, em campo, no empate como o Cruzeiro (Foto: Agência Estado)
Foi saque direto na rivalidade mineira. Emprestado pelo Atlético-MG ao Figueirense, Rafael Moura balançou as redes duas vezes contra o rival do time que detém seus direitos. Na comemoração do primeiro gol contra o Cruzeiro, no empate por 2 a 2, no Mineirão, nesse sábado, ele não perdeu a chance de provocar a Raposa.
Na vibração, o He-Man deixou de lado a sua comemoração tradicional e imitou lances de vôlei (veja no vídeo acima). A ideia veio, segundo ele, de amigos atleticanos, para alfinetar o fato de o Cruzeiro só ter comemorado conquistas da equipe de vôlei do clube nos últimos anos.
Tenho um respeito muito grande à equipe do Cruzeiro, mas eu não posso deixar a brincadeira de lado. Sou natural daqui de Belo Horizonte, respeito o torcedor, mas quero que entenda, é do folclore do futebol, que precisa levar alegria aos campos. Ultimamente, o Cruzeiro só tem ganhado os títulos de vôlei, é o que tenho escutado. E com o contrato com o Atlético, resolvi fazer essa brincadeira a pedido de amigos torcedores atleticanos. Acho que vale a provocação sadia, dentro de campo. Respeito a instituição e a torcida. Quero continuar minha vida em Belo Horizonte, minhas férias, meu descanso. Mas eu tenho certeza que tenho amigos atleticanos e cruzeirenses, e eles vão entender bem - explicou o atacante do Figueirense, em entrevista à Rádio Itatiaia.
Nascido na capital mineira, Rafael Moura surgiu nas categorias de base do Atlético-MG, mas não se saiu bem e logo deixou a equipe. No começo desta temporada, após o Internacional, seu antigo clube, colocá-lo para buscar outro time, He-Man assinou contrato por dois anos com o Galo. O jogador foi uma das moedas de troca, junto com o meia Dodô, para a contratação do atacante Clayton.
Com dois anos de contrato com a equipe mineira, Rafael Moura contou que não foi aproveitado pelo então técnico alvinegro Diego Aguirre porque não estava nas condições ideais de jogo, já que vinha de recuperação de uma cirurgia no dedo maior do pé direito, realizada no fim do ano passado.
- Muito feliz de ter feito contrato com o Atlético, sempre foi meu sonho. No ano que vem, eu volto e trabalharei lá. Teve essa situação, porque quando o Aguirre e o Fernando (Pinatares, preparador físico), como eu voltava de cirurgia, eles achavam que eu não estava apto. Tivemos várias conversas. Inclusive tenho que ressaltar a importância do (Eduardo) Maluf e do Daniel (Nepomuceno), que cumpriram e honraram a questão contratual. Mas eu também não estava tão bem para iniciar uma Libertadores. Nós deixamos bem claro isso. Eles achavam que eu não jogaria em alto nível nos primeiros meses no ano e resolveram me emprestar. Aproveitaram a negociação que era a do Clayton, e colocaram eu e o Dodô como moeda de troca. Eu estou aproveitando muito, recuperado da minha lesão e mostrando meu valor, para voltar ao Atlético no ano que vem.
Rafael Moura voltou a jogar nos últimos meses e tem apenas seis jogos pelo Figueirense até o momento. Ele defenderá o time catarinense até o fim da temporada e, no ano que vem, vestirá a camisa do Atlético-MG, a princípio.
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