22/5/2016 00:02
Paulo Bento elogia início de 1º tempo, ressalta reação, mas pede paciência
Treinador ressalta que ainda há muito trabalho a fazer, mas exalta pontos positivos já percebidos no primeiro jogo à frente do Cruzeiro
Paulo Bento estreou com empate comandando o Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)
A estreia não era como Paulo Bento, nem a torcida imaginavam. O Cruzeiro ficou apenas no empate por 2 a 2 com o Figueirense, no Mineirão, pelo Brasileiro, no primeiro jogo do treinador português. Após o jogo, o técnico avaliou que os primeiros 30 minutos de jogo foram os melhores, em termos de organização e rendimento. Mas que foi no momento que menos gostou é que surgiu a reação do time para buscar o empate, já que a Raposa perdia por 2 a 0.
- Hoje conseguimos fazer várias coisas que treinamos. Outras não saíram tão bem como gostaríamos. Creio que fica para nós o melhor momento do jogo os primeiros 30 minutos da primeira parte e que também a capacidade da reação da equipe de reagir ao momento, perdendo de 2 a 0 em casa. É de enaltecer e realçar. Creio que a parte negativa é a capacidade de não controlar a partida de uma maneira diferente no segundo tempo, como fizemos na primeira parte. Vamos tentar fazer e aprimorar isso nos treinamentos.
Para o treinador, o time celeste teve mais volume durante quase toda a partida, mas pecou nas finalizações e também na criação de jogadas. Mas Paulo Bento ressaltou que, em pouco tempo, não era possível mudar radicalmente a equipe.
- Acredito que, em termos, a primeira parte do primeiro tempo fomos mais organizados, mais equilibrados, conseguimos, até os 25 do primeiro tempo, pôr em pratica o que fizemos durante a semana, acredito que não era justo o resultado no intervalo. Depois que tomamos o gol de bola parada (segundo gol) complicou, mas tivemos uma boa reação, mas acredito que nos desorganizamos um pouco mais, não fomos tão equilibrados como na primeira parte. Chegamos ao empate, mas creio que tendo mais volume de jogo, também fomos penalizados com alguns erros nossos. A oportunidade que o adversário teve na segunda parte foi por causa nosso. Sabemos que temos muito trabalho pela frente. Não é com uma semana, cinco treinos, que vamos conseguir uma equipe extraordinária.
A forma como o empate foi construído no Mineirão também foi ressaltada por Paulo Bento. Para ele, o fato de o Cruzeiro ter muitos jogadores jovens no grupo pesou na parte psicológica.
- Os gols têm sempre um efeito psicológico nas equipes. Quem marca, positivo. Quem sofre, normalmente, é algo negativo. O gol que sofremos na primeira parte, poderíamos ter evitado. Creio que poderíamos ter controlado melhor a situação de transição ofensiva do adversário. Creio que não foi ser justo o acontecido pelo que as duas equipes fizeram. Isso pode ter sido negativo para a equipe. Tentamos tranquilizar os jogadores no descanso e na segunda parte tentar fazer o que tínhamos feito de bom. Creio que não conseguimos fazer por causa do segundo gol. Pelo fato de o 2 a 1 ter chegado rápido, enaltecer reação da equipe e também pensar que tem muitos jogadores jovens da equipe. Não tem muitos jogos no Brasileiro. Necessário tempo e paciência, mas eles podem ganhar consistência pela qualidade que tem e tem espaço para poder melhorar.
Paulo Bento terá pouco tempo para consertar os erros que viu em sua estreia. Isso porque o Cruzeiro já entra em campo na próxima quarta-feira, no Arruda, contra o Santa Cruz, pela terceira rodada do Brasileiro.
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