21/5/2016 20:30
No Brasil, 0,3% dos trabalhadores são estrangeiros; no Cruzeiro, 30%
PEDRO VILELA/LIGHT PRESS/CRUZEIRO
O Cruzeiro é um dos clubes brasileiros conhecidos por dar espaço a jogadores estrangeiros. Em um passado recente, o time mineiro teve Juan Pablo Sorín, Víctor Aristizábal, Marcelo Moreno e Walter Montillo como protagonistas de alguns dos títulos cruzeirenses.
Em 2016, porém, o Cruzeiro parece ter decidido investir ainda mais em um mercado que vai além do brasileiro. Com a contratação do português Paulo Bento - para o cargo de treinador -, e com o retorno do colombiano Duvier Riascos - atacante que estava emprestado ao Vasco -, o time de Belo Horizonte chegou a 12 estrangeiros entre seus funcionários.
Além de Riascos, o número conta com os argentinos Sánchez Miño, Lucas Romero, Matías Pisano e Ariel Cabral e os uruguaios De Arrascaeta e Federico Gino - que também tem nacionalidade brasileira - entre os jogadores. Entre os membros da nova comissão técnica estão, juntos com Paulo Bento, os portugueses Ricardo Peres, Vitor Silvestre, Sérgio Costa e Pedro Pereira.
Assim, de um grupo de 40 funcionários cruzeirenses, 30% é formado por funcionários estrangeiros. Para comparar com outras empresas brasileiras - não necessariamente ligadas ao futebol -, a quantidade de trabalhadores nascidos fora do Brasil no Cruzeiro é 100 vezes maior.
Segundo o último dado disponível do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - de 2013 - 36,8 milhões de funcionários estavam regularmente contratados por empresas privadas no Brasil. Mas, ainda de acordo com o IBGE, eram apenas 120.056 estrangeiros com carteira assinada no país, perto de 0,3% do total.
Neste sábado, o Cruzeiro volta a campo pelo Campeonato Brasileiro. Pelas regras da competição, somente cinco estrangeiros poderão ser inscritos para o duelo com o Figueirense, em Belo Horizonte, às 21h (horário de Brasília). Resta ainda saber quais serão os ecolhidos por Paulo Bento.
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