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17/5/2016 12:42

A estranha mania

Se acompanhar um jogo do Cruzeiro este ano está sendo difícil, imagine 10 horas dentro de um avião sem poder ter uma fuga!?

A estranha mania
Eu, como cruzeirense, não sei onde me definir para este Campeonato Brasileiro que se inicia.

Tal qual o clima que vivemos nestes dias de maio, vejo sol de manhã e nublado de tarde.

Na última semana, vi um Cruzeiro que me deu esperanças.

Um jogo extraordinário contra o Londrina, troca de passes inimagináveis e incontáveis surpresas de um time que parecia não mais se lembrar de que a bola era redonda.

Um uniforme maravilhoso apresentado num evento à altura e um novo técnico que era, no mínimo, inesperado. Era o Cruzeiro ao qual estava me desacostumando.

E então chegou o sábado. Olhos atentos ao Brasileirão, e o Cruzeiro voltou ao que, infelizmente, vinha sendo.

Nada dava certo e pior: deu mais errado ainda.

Os Lucas, peças de esperança para 2016, decepcionaram.

Nosso ataque não funcionava, nosso meio campo sumia, os volantes se desesperavam, o interino gritava e só o Fábio salvava.

A desesperança chegou e voltamos à estaca zero de pensar como será.

A famosa taça sétimo lugar ou 16º? Libertadores ou zona maldita? Realmente, não quero pensar em rebaixamento justamente porque comecei a querer pensar cedo demais.

Com tantos sinais de alerta, não é possível que se concretize.

Com Paulo Bento, não sei dizer se será melhor ou pior, pois será no mínimo inusitado.

Das 10 horas de viagem entre Lisboa e BH, o martírio de acompanhar os jogos do clube celeste enfrentado por toda a comissão técnica deve levar a algum caminho de salvação.

Se existe justiça no mundo, espero que ela se apresente aí, porque, se acompanhar um jogo do Cruzeiro este ano está sendo difícil, imagine 10 horas dentro de um avião sem poder ter uma fuga!?

O novo técnico se mostrou entusiasmado e corajoso.

Afinal, trocar a solidez do mercado europeu pelo brasileiro, com seu calendário conflituoso, não é para qualquer um.

O slogan “país do futebol” não vem mais a calhar faz tempo e certamente não o enganou.

Precisávamos de técnico e conseguimos, agora focamos nos treinos e reforços. Sabemos de tantas necessidades, mas ainda assim a gente espera o replay pra ver se estamos tão capengas assim mesmo ou é só uma ilusão.

Torcer não é tarefa fácil.

Vivemos na ponta da ilusão o tempo todo, mesmo falando que não queremos nos iludir.

Eu, particularmente, não consigo faltar a um jogo do Cruzeiro sem pesar a consciência desde o início de 2012, quando consegui arcar com minhas próprias despesas.

Passaram Mancini, Celso Roth, Luxemburgo e Deivid, os quais pediam para gastar meu precioso tempo (e dinheiro) longe do campo, mas, teimosa, ia e continuo indo na mania de ter esperança de ver um time encantar como o do Marcelo Oliveira.

Para o Brasileirão, estamos assim.

Não queremos nos iludir, tudo nos manda pra longe, mas vamos.

A consciência pesa se não tivermos esperança.

O negócio é ter e ir.

Inventamos pretextos e superstições para poder crer que podemos ir além.

Mesmo com duas expulsões e perdendo de 1 a 0, acreditamos em um gol de empate no último segundo de jogo porque o Fábio operava milagres. Por que não, né?

Enchemos o Mineirão na final do Mineiro de 2013, cantamos até não ter mais voz contra o Santos em 2015 e, mesmo que não tenha dado certo, continuamos lá depois do apito final. Não é acreditar ou desacreditar: é torcer.

1602 visitas - Fonte: Super esportes




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