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11/5/2016 12:21

Silêncio destrutivo

Sei que precisamos ser pacientes, mas o Brasileiro começa neste fim de semana e nada poderá ser planejado mesmo com o anúncio do novo nome"

Silêncio destrutivo
Como temos uma diretoria moderna, que utiliza novos modelos de gestão, gostei dessa ideia de terceirizar a disputa do título mineiro.

O mundo corporativo atualmente é assim. O que não for importante para o seu negócio, você terceiriza.

Escolhemos um prestador de serviço que cumpriu bem o seu papel. O Coelhinho conquistou de forma emocionante o campeonato.

Afinal de contas, Leandro Guerreiro e Borges, ex- atletas do maior de Minas, foram fundamentais para esse feito.

Mas o melhor disto tudo é ver a turma do outro lado da Lagoa montar mosaico, encher o nosso estádio e voltar pra casa de mãos abanando. Acredito, porém, que eles nem estão muito chateados, pois faz parte do seu DNA curtir o sofrimento.

Eles, que têm síndrome de coitadinhos, agora não podem reclamar de que foi golpe, o juiz errou ou de que não tinham interesse.

O Mineirão estava lotado.

O América entrou na festa deles, roubou o bolo, limpou o Pratto e esvaziou o pneu da bicicleta do Pedalada. Foi o famoso barba cabelo e bigode.

Depois desse pequeno alívio, temos de falar dos nossos problemas, que não são poucos.

Como qualquer brasileiro, estou ansioso para saber o que vai acontecer com o nosso país.

No início desta semana, tivemos mais uma surpresa política, chamada Waldir Maranhão, nos pregando uma peça, que só serviu para expor ainda mais o caos político vigente no Brasil.

Vejo algumas semelhanças entre o que está acontecendo em Brasília e na Toca II: falta de informação, erros sucessivos e tentativas frustradas são prato cheio para uma imprensa que necessita de novidades a todo momento.

Neste mundo atual, em que todos emitem opinião nas redes sociais, fica impossível saber o que é verdade e também o que se torna verdade pela repetição.

O silêncio da nossa diretoria, principalmente do presidente, só aumentou o número de notícias absurdas que acabaram refletindo com força na torcida. Sei que precisamos ser pacientes, mas o Brasileiro começa neste fim de semana e nada poderá ser planejado mesmo com o anúncio do novo nome.

Na opinião do meu amigo Luiz Anão, não podemos escolher um nome antigo, que vai ganhar uma fortuna por mês e manter a já decretada falência tática da maioria dos treinadores brasileiros. A aposta de risco já foi feita, e o óbvio não será bem recebido.

Pena ver uma história recente de sucesso ter se transformado nisso que estamos presenciando.

Para mim, só demonstra que realmente tivemos mais sorte do que competência na conquista do bicampeonato brasileiro.

Espero que a mesma sorte que esteve ao nosso lado continue nos ajudando, pois vamos precisar.

Sabemos que o futebol brasileiro não passa por bom momento, e mesmo com tantos erros ainda temos chances de fazer um bom ano.

Só espero que as novidades que devem ocorrer até o fim desta semana sejam boas.

Essa ansiedade não faz bem a ninguém e só aumenta a chance de erros. Que Deus e seu céu estrelado nos protejam.

1284 visitas - Fonte: Super esportes




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