O Cruzeiro terá o início de uma nova era nos próximos dias. A diretoria deve anunciar, durante a estadia do time no Paraná para os jogos contra o Londrina (segunda fase da Copa do Brasil, nesta terça-feira) e Coritiba (estreia pelo Campeonato Brasileiro, no sábado), o nome do novo treinador. Na segunda-feira, Ricardo Gomes, que recebeu proposta cruzeirense, se reuniu com a direção do clube carioca e decidiu pela permanência no Rio de Janeiro.
Mas, independentemente de quem chegar para assumir o comando do Cruzeiro, esse treinador terá muitos desafios para o restante da temporada, seja na parte psicológica, de resultados ou de formação de grupo. O GloboEsporte.com listou cinco tópicos em que o treinador terá de ter atenção, junto com a diretoria, para ter bons resultados.
IDENTIDADE E TIME IDEAL
Deivid buscou, buscou e buscou encontrar a forma ideal do time jogar, testando formações e funções durante o Campeonato Mineiro e a Primeira Liga. Além disso tentou implantar a sua filosofia de trabalho e o que pensa sobre o futebol. Não deu certo. Ele não encontrou a formação ideal, tanto que, no início de maio, ainda não se tem, na ponta da língua, a escalação titular do Cruzeiro.
O novo treinador também terá a missão de encontrar a melhor forma de o Cruzeiro atuar, pois, em muitos jogos, não deu certo a estratégia adotada, pois ficou clara a dificuldade de o time criar jogadas e ser mais incisivo no ataque.
MARCAR (MAIS) GOLS
Durante a era Deivid, o Cruzeiro teve dificuldades em relação à finalização e a balançar as redes do adversário. No Campeonato Mineiro, fez 18 gols em 13 partidas, uma das piores médias dos últimos anos da equipe na competição estadual. Na Primeira Liga, foram sete gols em três jogos, com uma média bem melhor em relação à obtida durante o Estadual. Na Copa do Brasil, até agora, são três gols.
AVALIAÇÃO DO ELENCO
A diretoria do Cruzeiro, e até o então técnico Deivid, identificaram algumas lacunas no grupo cruzeirense e viram a necessidade de contratação. A cúpula já está atrás de nomes, mas só vai bater o martelo quando o novo treinador chegar. Pelo menos três reforços serão contratados para o Campeonato Brasileiro e o restante da Copa do Brasil. Com a chegada do treinador, também haverá a avaliação do grupo atual.
AMADURECER O GRUPO
Com um média de idade muito baixa (23,73), uma das menores da elite do futebol brasileiro, e com apenas três jogadores na faixa dos 30 anos entre 34 jogadores do grupo celeste, o treinador terá o desafio de dar mais oportunidades para os mais jovens, o que é um dos pensamentos da atual diretoria da Raposa. Além disso, terá a missão de amadurecer jovens e promissores titulares do Cruzeiro, como Romero, Élber e Arrascaeta.
REESTABELECER A FORÇA EM CASA
Forte no Mineirão durante o bicampeonato da Raposa em 2013 e 2014, o Cruzeiro mostra queda no rendimento, jogando em casa, a partir do ano passado. Na temporada passada, foi eliminado do Campeonato Mineiro (para o Atlético-MG nas semifinais), da Copa do Brasil (para o Palmeiras nas oitavas) e da Libertadores (quartas de final para o River Plate), jogando em casa. No Brasileiro do ano passado, tropeçou em partidas importantes, como contra o Avaí, Chapecoense, Vasco. Neste ano também saiu do Estadual, para o América-MG, atuando no Gigante da Pampulha. Além disso, ficou no empate com a URT e o próprio América na primeira fase.
Outra situação é que o Cruzeiro não vence um clássico contra o maior rival, o Atlético-MG, no Mineirão, desde 2013. A última foi um 4 a 1, no Campeonato Brasileiro. Desde então, foram seis jogos, com três derrotas e três empates.