Após uma primeira rodada em que não ocorreram grandes erros de arbitragem, a rodada 2 da Série A do Brasileirão teve polêmicas. Afinal, pelo menos três grandes ações da arbitragem e do VAR receberam críticas generalizadas. Duas delas definiram o resultado.
A primeira foi no jogo Sport x Palmeiras, em que um pênalti contestadíssimo definiu a vitória do Verdão por 2 a 1, nos acréscimos. O Sport afirmou que fará uma reclamação e pedirá arbitragem do exterior.
Já em Internacional x Cruzeiro, o árbitro expulsou Jonathan Jesus aos 19 minutos do primeiro tempo, quando o jogo estava 0 a 0. O CEO do Cruzeiro, Alexandre Mattos, afirmou que houve um "assalto à mão armada" e o dono da SAF, Pedrinho Lourenço, afirmou que vai pedir à CBF tratamento igual para o Cruzeiro em relação a outros clubes, pois a Raposa está sendo prejudicada sistematicamente.
Por fim, no empate entre Atlético-MG e São Paulo, no fim do primeiro tempo, Lyanco fez falta duríssima por trás e o juiz não deu o amarelo. Seria o segundo amarelo do zagueiro, o que não ocorreu.
Veja abaixo as análises e resumo dos árbitros do VAR, que já foram liberados pela CBF:
1 - INTER 3×0 CRUZEIRO (Árbitro: Marcelo de Lima Henrique) Aos 19 minutos do primeiro tempo, o Inter encaixou um contra-ataque. Wesley recebeu entre Jonathan Jesus e Kaiki, quase entrando na área, quando ocorreu um choque normal com Kaiki no jogador do Colorado, que, no momento em que estava caindo, se chocou com Jonathan. Marcelo de Lima Henrique deu falta e expulsou Jonathan. Aparentemente, nem era falta. Mas o VAR viu algo diferente. "E camisa 34 (Jonathan ) fez a falta fora da área e era o último homem. Marcelo, cartão vermelho bem aplicado", disse a árbitra do VAR Daiane Muniz. Assim, o Cruzeiro ficou com dez jogadores. O jogo estava 0 a 0 naquele momento. Com um a mais, o Inter passou a dominar e, no fim das contas, conseguiu a vitória por 3 a 0.
2 - SPORT 1×2 PALMEIRAS (Árbitro: Bruno Arleu de Araújo) O jogo estava no fim e caminhava para o empate em 1 a 1. Raphael Veiga entrou na área driblando e, ao se aproximar, Matheus Alexandre fez o corte. Pelo contato, Veiga caiu, e o juiz marcou um pênalti que, por vários ângulos, não existiu, pois o corte foi correto e Veiga tropeçou após perder a bola. A penalidade foi cobrada por Piquerez, que fez o segundo gol e o Palmeiras venceu por 2 a 1. Na coletiva, Abel Ferreira, que normalmente reclama muito da arbitragem desta vez "esqueceu" que foi beneficiado.
3- ATLÉTICO 0x0 SÃO PAULO (Árbitro: Ramon Abatti) No fim do primeiro tempo, Lyanco foi ao ataque e o São Paulo recuperou a bola. Fez falta por trás em Ferraresi. Era para cartão amarelo e, como Lyanco já tinha um amarelo, deveria ser expulso. No entanto, o árbitro Ramon Abatti Abel (SC) não deu o cartão. Isso faria com que o São Paulo passasse a ter um jogador a mais. Além disso, o treinador são-paulino Zubeldía reclamou muito da não-aplicação do cartão e foi ele quem levou o cartão vermelho.
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