Não tem como analisar a derrota do Cruzeiro para o Internacional, por 3 a 0, sem falar da arbitragem, que expulsou Jonathan Jesus aos 20 minutos do primeiro tempo. Mas é preciso, sim, separar o erro cometido pela equipe do apito de todos os equívocos do time celeste. A atuação deveria ter sido muito melhor.
O início de jogo do Cruzeiro não chegou a ser empolgante, mas dava indícios interessantes de ajuste no aspecto coletivo. Com Eduardo na vaga de Kaio Jorge, o time competiu mais pela bola e, se não criou chances claras, ao menos controlou o ímpeto daquele que é um dos melhores times do país. O Internacional incomodava um pouco pelos lados do campo, forçando bastante com a dobradinha Bernabei/Carbonero, pela esquerda, e com Wesley, pelo outro lado. Mas a expulsão, com menos de um quarto de jogo disputado, abriu a porteira para um resultado tranquilo. As reclamações do Cruzeiro têm sentido. Wesley já dominou a bola sem equilíbrio e entrou na área em queda, para dividir com Cássio. Se o árbitro deu falta, era para vermelho. O problema é que, de fato, não houve contato faltoso de Jonathan Jesus no atacante colorado. Sem chamado do VAR, o vermelho foi confirmado, e ali já estava claro que o caminho do Cruzeiro seria complicado. Além de ter um a menos em campo, o time está várias casas atrás do rival no que diz respeito a encaixe de trabalho e qualidade de jogo.
O problema é que a Raposa não ofereceu resistência à imposição do Inter. Jardim abriu mão de Eduardo para recompor a zaga com Gamarra, mantendo Gabigol como referência no ataque. O camisa 9, por característica, não segurava a bola na frente e pouco contribuía em combates. Sem Eduardo, o combate pelo meio-campo, que havia melhorado, voltou a ser problema para a equipe. O Inter teve tapete vermelho para desfilar pelo setor. Coletivamente, o Cruzeiro demorou a entender o que precisava mudar para não sofrer - e essa sempre deve ser uma missão da comissão técnica, ainda que o time em campo tenha lastro. A equipe se perdeu, e o Inter não perdoou. Aproveitou mais uma noite de fragilidade defensiva na Raposa e matou o jogo em menos de seis minutos.
Fato é que o Cruzeiro treinou por mais de 30 dias com Leonardo Jardim, mas ainda não consegue mostrar sinais consistentes de melhora. Segue um time de pouca produção ofensiva e muita vulnerabilidade defensiva. Não se trata de queimar um trabalho que ainda está em estágio inicial, mas é preciso fazer mea-culpa - como fez Pedro Lourenço - e olhar para o próprio desempenho. A decisão da arbitragem condicionou a derrota, mas não por completo.



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