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13/2/2025 22:24

Cruzeiro envolvido em esquema de corrupção, aponta Polícia Federal

Cruzeiro envolvido em esquema de corrupção, aponta Polícia Federal

O Cruzeiro está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de corrupção que envolve também a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso aconteceu em 2021 e se trata de uma negociação do clube mineiro com o empresário e agente esportivo William Barile Agati, que cuidava da carreira do atacante Diogo Vitor. Naquela época, a Raposa estava na segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O jogador havia sido suspenso anteriormente na carreira por uso de cocaína, flagrado em um exame antidoping após um jogo entre Santos e Botafogo -SP, em março de 2018.

Enquanto Diogo Vitor cumpria a punição de um ano e meio afastado dos gramados e não recebia salários, Agati passou a cobrir as despesas do atacante. Depois de uma passagem sem sucesso pela base do Corinthians, Vitor recebeu uma oportunidade no Cruzeiro, a partir de uma negociação envolvendo Agati e o clube de Belo Horizonte. A história se complica neste momento, já que, indo na contramão da tradição do futebol, foi Agati quem pagou ao Cruzeiro para que seu representante fosse contratado.

Cruzeiro envolvido em esquema de corrupção.
Foto: Reprodução / Cruzeiro / Esporte News Mundo

A F1rst Agência de Viagens e Turismo, empresa do agente, transferiu 3 milhões de reais parcelados, entre os dias 11 e 16 de março de 2021, ao clube Celeste. Três dias após a quitação da última pendência, o Cruzeiro movimentou 1,58 milhão de reais para a conta pessoal do empresário e para a Burj Motors, outra empresa de Agati.

Diogo Vitor se despediu da Toca da Raposa em dezembro daquele ano sem nunca ter entrado em campo como jogador do Cruzeiro. A assessoria do Cruzeiro se manifestou, em nota oficial, dizendo que não tinha conhecimento do caso, porque a SAF passou a ser controlada pela nova gestão em maio de 2024. Além disso, se mostrou pronto para ajudar nas investigações.

O presidente do Cruzeiro em 2021, Sérgio Santos Rodrigues, explicou à Revista Piauí que a chegada de Diogo Vitor ao clube se deu de forma gratuita. Além disso, apontou que as movimentações monetárias entre clube mineiro e o empresário se devem a um contrato de empréstimo feito por Agati ao Cruzeiro, sem relação com o jogador.

A F1rst Agência de Viagens, utilizada como empresa de fachada para as negociações entre Agati e Cruzeiro, também levantou suspeitas da PF porque recebeu 4,8 milhões de reais de um homem de confiança do empresário brasileiro. O advogado de Agati, Eduardo Maurício, definiu o agente esportivo como "um empresário idôneo e legítimo, primário e de bons antecedentes, pai de família, que atua em diversos ramos de negócios lícitos, nacionais e internacionais, sempre com ética e seguindo as leis vigentes e os bons costumes".

O Cruzeiro segue as atividades esportivas normalmente e se prepara para enfrentar o América-MG neste domingo (16), em duelo válido pela semifinal do Campeonato Mineiro. Enquanto isso, a PF mantém a investigação ativa, entre outros tópicos, sobre a venda do passe de Diogo Vitor para o Cruzeiro.

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