Fernando Diniz ainda não digeriu a saída do Cruzeiro. No dia 27 de janeiro, o treinador foi demitido pela diretoria celeste depois de resultados ruins no início da temporada. Contratado em setembro do ano passado, Fernando Diniz foi vice-campeão da CONMEBOL Sul-Americana, mas deixou o clube com apenas 35,2% de aproveitamento. Foram 4 vitórias, 7 empates e 7 derrotas em 18 jogos oficiais.
Neste início de temporada, Diniz dirigiu o Cruzeiro em cinco partidas e teve apenas uma vitória, sobre o Tombense, por 1 a 0, no Mineiro. O time ainda perdeu para o Athletic, também por 1 a 0, e empatou com o Betim, por 1 a 1, além de ter empatado com São Paulo (1 a 1) e Atlético-MG (0 a 0) na pré-temporada realizada nos Estados Unidos. Durante participação no Charla Podcast, Fernando Diniz criticou a mentalidade resultadista que está "impregnada no futebol brasileiro" e comparou ao que acontece na Europa, citando os trabalhos de Pep Guardiola e Mikel Arteta no Manchester City e Arsenal, respectivamente.
"As pessoas, no fundo, conversam com você, mas te ouvem pouco. No fundo o cara contrata e quer resultado, quase sempre resultado imediato. Às vezes muda de uma quarta-feira para outra, em dois jogos. No Cruzeiro aconteceu isso. Jogamos contra o Atlético-MG no sábado, jogamos bem, poderíamos ter vencido por uns 2 a 0. Viajamos, jogamos bem no domingo, time mexido, ganhamos de 1 a 0 do Tombense. E tivemos um jogo ruim contra o Athletic, que é um bom time. Um tropeço que todo mundo vai ter. Já contaminou ambiente e de uma semana para outra teve desligamento", desabafou o treinador.
"É uma coisa impregnada no futebol, de resultado imediato. E não tem. Olha na Europa. O Guardiola não vai ser mandado embora, provavelmente. O Arteta ficou um ano e meio tomando porrada. Copiamos da Europa o que não deveria: muito conceito tático, porque treina lá 40 minutos e tem que treinar 40 minutos... E não olhamos para o que precisamos fazer aqui dentro", continuou.
"É difícil um cara que faz mais coisas para ganhar do que eu. Mas você não pode achar que ganhar é a única coisa que tem. É um processo de aprender a ganhar. O Cruzeiro empatou muitos jogos, mas muitos poderia ter ganho. Não foi brilhante, não teve momento de brilhantismo. Em todos times que eu chego tem um momento assim: ganha cinco jogos seguidos, ganha de 6 a 0, o Fluminense ganhou de 10. No Cruzeiro não teve isso. O porquê eu não sei. Foi o único clube que aconteceu. Mas em termos de trabalho, de aquisição de conceito tático, foi um time que evoluiu rapidamente, os jogadores melhoraram. Tem o trabalho. O cara tem que gostar do trabalho que tem que fazer ganhar, não só ganhar. Precisamos ouvir a torcida, entender e trabalhar para entregar. Não é ser comandado pelo que vem de fora, senão muda toda hora. Na final da Sul-Americana eu tinha aprovação de quase 100% da torcida. Passou um mês e era ao contrário", finalizou. No mercado desde o fim de janeiro, quando deixou o Cruzeiro, Fernando Diniz aguarda propostas para definir seu futuro.



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