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24/12/2024 04:12

Ajustes de Expectativas: Retrospectiva do Cruzeiro na Temporada de 2024

Ajustes de Expectativas: Retrospectiva do Cruzeiro na Temporada de 2024

O Cruzeiro viveu um 2024 com misto de sentimentos. Teve decepções no primeiro semestre, viveu momento de destaque no futebol nacional, sonhou com voos altos após mudanças na SAF, mas terminou a temporada novamente com um gosto amargo. O ge traz a retrospectiva do movimentado ano cruzeirense. + ? Clique aqui e siga o canal da torcida do Cruzeiro no WhatsApp! Mais notícias do Cruzeiro Além do Gabigol: saiba quem também pode reforçar o Cruzeiro em 2025 Cruzeiro se assusta com condições para ter Adryelson e segue busca por zagueiro; veja valores O ano do Cruzeiro começou mirando um pequeno salto de expectativa esportiva sob comando de Ronaldo Fenômeno, após conquistar os objetivos de 2023, com permanência na Série A e vaga na Conmebol Sul-Americana. Nicolás Larcamón foi o técnico escolhido para tocar o projeto, que contou também com um pequeno aumento no investimento. A diretoria buscou nomes no exterior, investindo para tirar Lucas Romero e Dinenno do futebol mexicano, além de ter empréstimos de Barreal, Villalba e Cifuentes, entre outras contratações. Mas o primeiro quadrimestre foi de decepções. Eliminado para o modesto Sousa, da Paraíba, na primeira fase da Copa do Brasil, e derrotado de virada pelo Atlético-MG na final estadual com Mineirão lotado, o Cruzeiro já começou o ano pressionado. Ronaldo e diretores estavam na mira, e Nicolás Larcamón acabou demitido. A solução encontrada foi Fernando Seabra, que havia conduzido interinamente o time na reta final do Brasileirão 2023.



Era uma aposta da diretoria, que confiava no trabalho e havia cogitado efetiva-lo ao final da temporada anterior. Mas um empate por 3 a 3 logo na estreia, diante do Alianza, na Sul-Americana, mudou todo o trajeto do ano e também da história da SAF cruzeirense. A paciência da torcida com Ronaldo se esgotou e, para ele, o estopim foi ter uma bandeira com a própria imagem queimada em Belo Horizonte. Estava decidido a negociar as ações da SAF e deixar o Cruzeiro. O que de fato aconteceu. Em uma negociação rápida, o controle do futebol passou a Pedro Lourenço, empresário cruzeirense e que já auxiliava financeiramente a gestão de Fenômeno. Com a mudança de mãos, também foi alterado todo o planejamento. Com a promessa de mais investimento, os objetivos também foram mudados. Restavam as disputas da Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro. Com Ronaldo, o objetivo era avançar o máximo possível no torneio continental e terminar na primeira página da Série A; com Lourenço, o clube passou a mirar o título sul-americano e vaga no G-6 do Brasileirão. Toda a diretoria foi mudada, e o futebol passou a ter Alexandre Mattos como principal rosto. Uma das missões do CEO era ser agressivo no mercado, montando um time forte para ajustar o elenco às novas expectativas esportivas.

Arte retrospectiva Cruzeiro 2024
Fonte: ge



E foi o que aconteceu. O Cruzeiro fez sete contratações, tirando Cássio do Corinthians para ser o “rosto” do novo projeto. Investiu mais de R$ 200 milhões, buscando nomes como Kaio Jorge, Matheus Henrique e Walace no futebol italiano, além de efetivar a compra de Matheus Pereira, que até então estava emprestado ao clube. Naquela altura da temporada, o Cruzeiro havia conseguido avançar às oitavas de final da Sul-Americana, fase na qual poderia rechear o elenco com os reforços. No Brasileirão, estava disputando vaga no G-4 e, sob comando de Fernando Seabra, estava entre os melhores rendimentos técnicos do país, ainda sem os novos nomes. O cenário parecia perfeito, mas os resultados não acompanharam. Junto dos reforços, chegou a instabilidade em campo.

Melhor jogo do Cruzeiro no ano foi diante do Botafogo, na abertura do returno do Brasileiro
Fonte: Alexandre Durão



O time conseguiu avanços na Sul-Americana, mas não parava de patinar no Brasileirão. Seabra começou a ser pressionado pela torcida e, além de nunca ter sido unanimidade na diretoria, passou a ver cenário mais complicado internamente. Foi demitido em setembro, e Fernando Diniz, “sonho” de Pedro Lourenço, chegou para substituí-lo. Era a chegada do então campeão da Libertadores para comandar um elenco recém-reformulado e com nomes importantes. A expectativa era de um “choque” rápido para o time voltar a ter bom desempenho na reta final de ano e conquistar os objetivos traçados na mudança de rota com alteração da SAF. Mas não aconteceu. Os resultados, aliás, foram piores do que com Fernando Seabra, apesar do contexto parecido: avanços na Sul-Americana e derrapagem no Brasileirão.

Cruzeiro perdeu a Sul-Americana para o Racing
Fonte: REUTERS/Cesar Olmedo



O problema é que a queda no torneio nacional se acentuou, e o Cruzeiro passou a ter na competição continental a chance principal de ir à Libertadores de 2025, principal objetivo do momento. Já com Diniz, o time confirmou a classificação sobre o Libertad, passou pelo Lanús na semifinal, mas perdeu – com dois gols em 20 minutos de jogo – para o Racing na grande decisão. No Brasileiro, venceu a rodada final, sobre o Juventude, mas ficou sem vaga até na Libertadores. Presente no G-6 em boa parte da Série A, terminou a competição apenas em 9º. Todo o contexto deixou Fernando Diniz pressionado. A demissão foi severamente debatida internamente, e a temporada teve como último episódio um desabafo do treinador em relação à diretoria, após notícias da possibilidade real de saída. O técnico foi mantido e termina o ano planejando 2025. Dentro de campo, o Cruzeiro teve Matheus Pereira como destaque absoluto da temporada, terminando com 15 assistências e 11 gols - líder nos dois rankings. O camisa 10, assim como o lateral-direito William, chegou à seleção brasileira pela primeira vez. Entre os 17 contratados no ano, destacaram-se Lucas Romero, capitão do time, Matheus Henrique, titular absoluto, e Kaio Jorge, com gols nas quartas, na semi e na final da Conmebol Sul-Americana. Destaque negativo entre os reforços foi Walace. Em um ano com diversas mudanças, em todos os setores, o Cruzeiro termina frustrado. Ser finalista da Sul-Americana e terminar o Brasileiro na primeira página seriam bons resultados sob a expectativa da gestão de Ronaldo, mas, com a chegada de Pedro Lourenço e os investimentos, ficar fora da Libertadores 2025 motiva uma análise mais negativa sobre a temporada. Assista: tudo sobre o Cruzeiro no ge, na Globo e no Sportv

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