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8/12/2024 21:36

Diniz se enfurece com demissão remota no Cruzeiro e questiona propósito.

Diniz se enfurece com demissão remota no Cruzeiro e questiona propósito.

O Cruzeiro venceu o Juventude por 1 a 0 neste domingo (08), fora de casa, pela última rodada do Brasileirão. Mesmo com o resultado positivo, a equipe terminou a competição em nono lugar e, com a vitória do Bahia sobre o Atlético-GO, não garantiu vaga na próxima edição da CONMEBOL Libertadores. Após o jogo, o técnico Fernando Diniz se revoltou com notícias de uma possível demissão, reclamou de não ter "olho no olho" e fez um grande desabafo, chegando a questionar o motivo pelo qual foi contratado.

"Eu não tenho arrependimento do que eu faço porque eu sou sério e trato futebol com todo o carinho, com todo o amor, e a minha vida vai seguir para frente. Eu me sinto extremamente desrespeitado, porque eu estou sabendo isso pela imprensa. O Alexandre Mattos me chamou, falou que tudo pode acontecer, mas uma coisa, assim, muito vaga. Ah, eu não posso admitir que uma pessoa me mande uma matéria numa quinta-feira, porque eu estou sabendo disso desde quinta-feira, vocês sabem disso.

A (Rádio) Itatiaia sabe muito mais do que vai acontecer comigo do que eu mesmo. Então eu acho um desrespeito muito grande, mas muito grande", iniciou. "Eu me sinto extremamente desrespeitado porque eu tive inúmeras propostas de trabalho e vim aqui para trabalhar no Cruzeiro. Então, para mim, é um desrespeito. Um desrespeito muito grande, muito grande, muito grande mesmo, que não teve clareza nas coisas.

Então eu estou sabendo assim, eu recebo uma mensagem de quem manda, numa quinta-feira pós-Grêmio. Eu já estou sabendo que eu estava demitido na quinta já, porque foram vocês mesmos que começaram a divulgar. Eu não acompanho vocês, não acompanho nada. Mas de tanto falar, com tanta riqueza de detalhes, chegou para mim e o Alexandre Mattos me falou uma conversa assim, uma conversa de muro: 'É, se não acontecer nada... então está tudo certo'", seguiu.

"Mas eu sou homem para vir aqui e terminar, porque eu nunca deixei um trabalho na minha vida, porque eu sei daquilo que eu faço, das condições que eu tenho. Então o trabalho foi bem realizado e teve resultados ruins, em algumas partidas nós jogamos mal. Poucas partidas nós jogamos mal. E o trabalho de um técnico é por aquilo que o time produz", concluiu.

O treinador foi contratado em setembro deste ano e assinou vínculo até o fim de 2025. "Se fosse para fazer isso comigo, você não deveria ter contratado e eu também não deveria ter vindo, mas eu não me arrependo de fazer, porque eu fiz o certo. Eu vim para a instituição que eu queria vir, que eu tenho um respeito muito grande, já joguei aqui e tinha muito mais coisas para fazer", disse.

"Eu me sinto muito desrespeitado, e eu respeito as pessoas, eu olho no olho, é assim ou não é assim, não teve isso. Teve uma conversa de muro. Ah, mas eu já sabia, porque eu não sou tonto. Então, quando vem esse tipo de coisa, eu estou no futebol há muito tempo, faz 40 anos que eu vivo no meio do futebol. Então é isso que a gente tem que saber conviver", analisou.

"Aqui a imprensa sabe antes dos processos que estão dentro, porque a gente vive mais para fora do que para dentro, não é para dentro não. O que é para dentro não vale, vale só se ganhar o próximo jogo. Eu não vivo assim, acho uma mediocridade viver assim, é muito medíocre ser isso, eu luto a minha vida inteira por conta disso, eu não me resumo a placar final de partida. Eu não sou o campeão da Libertadores, eu sou muito mais do que campeão da Libertadores, eu sou uma pessoa", desabafou.

A crítica do treinador seguiu na linha do papel do futebol e de como as vitórias e derrotas mexem com as análises. "Agora o Tevis fez um gol, vocês vão exaltar. Se um dia ele perder dois gols ele não presta mais para jogar no Cruzeiro. E como é que a gente quer mudança? Mudança do quê? A gente quer isso aí, a gente quer sangue e audiência. A gente não quer o melhor para ninguém, nem na sociedade nem no futebol. Então para mim assim é um desrespeito muito grande, tá?", falou. "Me sinto muito, mas muito desrespeitado, muito, muito! Não me arrependo em nada de ter vindo, porque eu venho com o coração aberto para fazer um trabalho justo e honesto", continuou.

"E isso praticamente os jogadores também, vai perguntar se esse cara não melhorou, pergunta se o Mauro não melhorou, pergunta se o William agora não terminou bem a competição, se o Matheus Pereira não correu mais, não se dedicou mais, se o Cássio não aprendeu a jogar melhor com os pés. Agora, me trouxeram para quê? Fala assim: 'É isso aqui, ou ganha ou sai em dois meses'. Para que isso aí?", questionou.

O treinador, depois, reiterou que não foi comunicado oficialmente sobre uma possível demissão e voltou a tocar no tópico do "olho no olho". "O dia a dia foi tudo... Foi ótimo, não teve nada, não tive nenhum problema. Eu estou falando isso aqui caso isso se confirme, tá? Porque até agora ninguém falou 'você está demitido'. Eu acho uma maneira espúria fazer isso aí, com qualquer um", disse.

"Caso isso não se confirme, que eu espero que isso seja mentira, eu espero, porque eu custo a acreditar que uma pessoa chega uma semana: 'Você está aqui até o final de 25 pelo menos'. E depois de uma semana: 'Você está fora do negócio'. Não tem nenhum problema, chega assim e fala: 'Não tem resultado'. Aqui, ó (faz gesto de olho no olho). 'Não era isso, queríamos resultado, não dá'. E fala assim: 'Você está fora'. Aceitaria numa boa. Mas nessas condições, não. É muita falta de convicção", finalizou.

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