Cruzeiro e Boca Juniors-ARG se enfrentam nesta quinta-feira (15) no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, às 21h30 (de Brasília), na Bombonera, em Buenos Aires. O duelo marca o encontro de duas equipes em momentos distintos, já que o time celeste está em ascensão e os argentinos passam por turbulências técnicas e políticas. A Itatiaia ouviu jornalistas argentinos que dissecaram o momento do Boca. “O Boca vive um momento complexo. A equipe não está jogando bem, não está conseguindo resultados. Apesar de não perder, está bastante longe de conseguir um funcionamento e resultados que convençam a torcida. Os torcedores estão nervosos, descontente”, comentou Gonzalo Suli, setorista do Boca Juniors pelo Diário Olé, maior veículo de nicho esportivo da Argentina.
Técnico balança no cargo Apesar de não perder há nove jogos (quatro vitórias e cinco empates), o Boca passa por grande questionamento em relação à qualidade do futebol apresentado na temporada. Por isso, o técnico Diego Martínez está balançando no cargo. “A arquibancada estará com um clima bom no dia do jogo. O time não vive um momento de derrotas para que se tenha algo negativo, a depender de como termine a partida. O ambiente em geral não é o melhor para o técnico, que começa a estar em dúvida (trabalho contestado). Creio que os jogos com o Cruzeiro serão determinantes para o futuro dele”, cravou.
Momento ruim no Campeonato Argentina Atualmente, o Boca Juniors ocupa a 15ª colocação no Campeonato Argentino, com 14 pontos em dez jogos. “O Boca não está bem na Liga, está lutando de trás, no meio da tabela. No treino dessa terça-feira, Cavani ficou fora por um quadro gripal. A presença dele é dúvida para o jogo. Marcos Rojo está voltando. Ainda não está claro a equipe, porque o técnico parece ter muitas dúvidas sobre como o time vai jogar. Ele tem poucas respostas das que realmente precisa nos treinamentos e sobre o rendimento dos jogadores”, concluiu.
Boca pressionado A posição do Boca Juniors na tabela de classificação do Campeonato Argentino é um reflexo do desempenho baixo de jogadores considerados pilares do time, como o atacante Cavani, o meio-campista Kevin Zenón, uma das promessas da equipe, além do baixo rendimento dos zagueiros. “O Boca chega com muita tensão, muita pressão. Os resultados ruins no campeonato local não dão impressão de que o clube possa jogar muito melhor na Copa Sul-Americana. E o time sentiu a baixa pela venda de (Ezequiel) Fernandez à Árabia (ao Al-Qadisiya)”, comentou Juan Pablo Méndez, editor do Diário Olé.
Boca com jogadores em baixa Tanto que o Boca venceu apenas uma partida das últimas cinco disputadas no Campeonato Argentino. O time empatou com o Independiente Rivadavia (1 a 1), com o Barracas (1 a 1), em casa, venceu o Banfield (3 a 0) na Bombonera, e empatou com o Instituto (0 a 0). “Zenon é um jogador determinante, mas desde que voltou dos Jogos Olímpicos não mostrou o mesmo nível. Os jogadores centrales, Figuari e Gary Medell, estão muito mal. Eu acho que se Boca ganhar, é mais pela reação de uma individualidade, como pode ser por Merentil ou Cavani. O Boca tem que pegar mais de um gol de diferença para chegar aliviado ao jogo de volta. E tem a vantagem de não enfrentar o melhor Cruzeiro, mas eu acho que Boca não está em bom momento”, opinou Méndez. “O Cruzeiro não tem que buscar os penais, porque o Chiquito Romero é muito bom nesse sentido”, concluiu.



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