O gramado em Cariacica não estava bom, mas a derrota do Cruzeiro para o Fortaleza, por 2 a 1, vai além da falta de qualidade do piso do Kleber Andrade. O time cometeu erros e não foi perdoado por um dos melhores coletivos do futebol brasileiro. É preciso dar o peso certo ao resultado, sem criar "muletas", de um lado, ou cenário de terra arrasada, por outro.
O jogo começou exatamente como esperado, com o Cruzeiro buscando as ações, e o Fortaleza tentando as transições rápidas usando um ataque móvel, com Breno Lopes, Marinho e Kayzer. As duas estratégias se encaixaram, com o Leão abrindo o placar em uma retomada no meio, e o Cruzeiro respondendo rápido em lance de aproximações e “peso” dentro da área rival. Mas, o que fez diferença no primeiro tempo – e, consequentemente, no placar final – foi a quantidade de erros.
Se o Cruzeiro soube aproveitar o vacilo do Marinho para empatar, o Fortaleza não perdoou o erro na saída de bola do zagueiro João Marcelo para abrir o placar e nem a marcação errada de Matheus Henrique para fazer o segundo gol. O placar do intervalo deixou o jogo à feição do Fortaleza na segunda parte. O rival já havia diminuído o ímpeto do Cruzeiro na reta final do primeiro tempo, despertando mais atenção dos meio-campistas após a entrada de Kervin Andrade.
Com Matheus Pereira bem marcado e Matheus Henrique em queda após a modificação de Vojvoda, o Cruzeiro foi um time pouquíssimo inspirado. O lado esquerdo, que está se tornando cada vez mais forte, viveu noite de erros. Barreal e Lautaro se movimentaram muito, lutaram, mas produziram pouco. No comando de ataque, Kaio Jorge pouco pegou na bola, também por influência da baixa criatividade do restante do time.
Fernando Seabra fez substituições e mudou as características do time. Tentou Arthur Gomes como alternativa de drible, Dinenno como referência na área, e Lucas Silva como um meia que poderia tentar mais bolas longas do que o jogo associativo em um campo ruim e contra um adversário fechado. As mudanças não tiveram efeito individual e menos ainda coletivo.
A verdade é que o desempenho dos times em campo no segundo tempo dava muito mais indícios de que o Fortaleza mataria o jogo do que o Cruzeiro chegaria ao empate. Cássio não trabalhou, mas os defensores sofreram sustos em contra-ataques. Do outro lado, João Ricardo só apareceu para interceptar cruzamentos e cobrar tiros de meta.
Com uma semana livre para treinar, o time em sequência positiva (de resultados e desempenho) e diante dos tropeços de rivais da parte alta da tabela, a derrota como mandante para um adversário desfalcado certamente é uma ducha de água fria. Mas, o resultado e todo o contexto do jogo precisam ser colocados exatamente sob o peso "real".
Na tabela, o prejuízo existe e não tem como negar. Uma vitória colocaria o Cruzeiro de vez no bolo de times que brigam pela liderança. Além disso, entraria no G-4 e se garantiria por pelo menos mais duas rodadas no G-6, independentemente de tropeços contra Atlético e Vitória. Em campo, derrota mostra que é preciso pés no chão no que diz respeito ao aspecto coletivo.
O Cruzeiro ainda é um time em construção, com mudanças no estilo de jogo e adaptação dos reforços, que subiram o nível técnico. Foi batido, coletivamente, por um trabalho marcado pela continuidade e que está, há anos, brigando nas cabeças. E, claro, a outra lição que fica da partida é que não é cabível levar um jogo dessa envergadura a um estádio 600 quilômetros distante da casa onde o time ainda não havia sequer empatado. Resta ao time ter forças para se recuperar em casa e contra o rival, em menos de uma semana. Assista: tudo sobre o Cruzeiro no ge, na Globo e no Sportv



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