De volta ao Brasil após quatro meses de empréstimo ao Valladolid, da Espanha, Lucas Oliveira ainda busca resolver o futuro com o Cruzeiro, com quem tem contrato até o final de 2025. Em entrevista ao ge, o zagueiro falou sobre a experiência no exterior - com dificuldades de adaptação - e também detalhou os planos para o futuro breve da carreira. Ele é alvo do Vasco. + ? Clique aqui e siga o canal da torcida do Cruzeiro no WhatsApp! Mais notícias do Cruzeiro Contratações do Cruzeiro para 2024: veja quem chega, quem fica e quem vai embora Gabigol no Cruzeiro? Empresário de atacante do Flamengo comenta chance Dono do Cruzeiro dá bronca em Marlon após expulsões; lateral é multado "Está em andamento. Vamos ver o que vai acontecer. Meus empresários estão resolvendo com o Cruzeiro. Vamos ver o que vai ter pela frente." Aos 28 anos, Oliveira teve a primeira oportunidade de jogar no futebol europeu. Foi emprestado ao Valladolid na reta final da Segunda Divisão espanhola, ajudando a equipe de Paulo Pezzolano a conquistar o acesso à elite. De volta ao Brasil e treinando com auxílio de um profissional no Rio de Janeiro, o zagueiro pretende jogar a Série A do Brasileirão. Inclusive, expôs essa vontade ao Cruzeiro. Neste momento, o Vasco tem interesse na contratação do jogador, assim como o Sport, que está na divisão de acesso nacional. - Como eu tenho contrato, me interessava muito estar nessa nova gestão com eles. Não sei como vai ser. Meus empresários estão tentando resolver algumas situações. Sempre deixei bem claro ao Cruzeiro que minha vontade era jogar a Série A em alto nível. Não sei se vai ser pelo Cruzeiro ainda, mas é o caminho para o momento. Por algumas situações com minha esposa, tenho que pensar no aspecto financeiro.
Lucas Oliveira foi à Espanha em um momento em que o Cruzeiro, assim como o Valladolid, era gerido por Ronaldo Fenômeno. Chegou ao país em fevereiro, com a temporada europeia em andamento, e precisou se adaptar não só em campo, mas também fora dele. A culinária gerou dificuldades, que acabaram dribladas com o auxílio de uma conhecida brasileira dos tempos em que o zagueiro atuava no Atlético-GO. "No começo foi um pouco difícil, mas Deus colocou um anjo lá, que ajudou bastante. É a Célia, que a gente já conhecia. Uma pessoa maravilhosa, uma brasileira, que ajudou bastante desde o início. Eu, sobre a comida, tive que me adaptar. Senti no começo, mas depois consegui me acostumar mais." - Minha esposa foi um pouco mais difícil. Tivemos que fazer umas correrias para encontrar um supermercado brasileiro, para conseguir algo mais próximo do Brasil para ela se alimentar. Eu, no hotel, pegava alguma coisa. Tinha que comer, não tinha escolha. Culinária bem peculiar. Depois de algumas vezes você consegue se adaptar e gostar de algumas coisas.
Em campo, o jogador também precisou se adaptar. Zagueiro de origem, tornou-se volante com Paulo Pezzolano. Titular inquestionável nas últimas nove rodadas do acesso espanhol, o jogador fez parte da arrancada que levou o time à segunda posição da tabela, conquistando a promoção de divisão sem necessidade de disputar os playoffs. Veja, abaixo, as respostas de Lucas Oliveira sobre a passagem pelo Valladolid e a adaptação à nova função em campo. O que viu de diferente no futebol na Espanha? - O futebol é muito mais rápido, até pela qualidade do gramado. O tempo também ajuda, porque está sempre fresco para jogar. O futebol é muito mais rápido. Eu conversava com o pessoal da comissão, com os brasileiros, até mesmo com os amigos do Cruzeiro. Sempre me perguntavam o que eu sentia de diferente, e eu sempre falei que era a velocidade. A velocidade que eles têm para dominar e passar, de escanear quem vem atrás. Fui para volante, o Pezzolano me colocou, porque o eu consegui pegar um pouco mais rápido que outros brasileiros. Isso me ajudou bastante. Por conhecer a comissão e saber o que eles gostavam sobre posicionamento. E a adaptação como volante? - Foi muito legal. Pude desenvolver coisas que eu nem imaginava. Não me imaginava de volante no Brasil, onde tem um pouco mais de espaço para jogar. Apareceu para mim um vídeo do jogo que atuei como volante diante do Cuiabá, e eu percebi a diferença dos adversários. Mesmo sendo a segunda divisão da Espanha, os times são sempre bem compactos. Se o centroavante sai, a zaga sai junto. Com 30 segundos você consegue notar a diferença. O tempo também influencia no jogo... em Cuiabá faz quase 40 graus, não tem como manter a intensidade o tempo. Volta como um jogador mais completo? - Muito mais completo. Em questão de domínio e passe... conversei com alguém do Cruzeiro, acho que foi com o Ramiro ou com o Machado... nós temos improviso na hora, conseguimos sair de jogadas que nem a gente espera quando tem a bola. Lá eles são habilidosos, bons tecnicamente, mas não tem tanto improviso como o brasileiro. Mas eles não se apertam. Eles já sabem o que vão fazer. Fazem tudo em dois segundos... dominar, tocar, ver quem vai chegar. Quando eu comecei a treinar, pensei nisso. É muita coisa para fazer. Olhar quem está vindo, tem que dominar, olhar e saber para quem vai passar. Eles dominam isso. Não erram domínio, não se apertam, sabem onde estão posicionado. Desenvolvi um pouco isso. Posso melhorar ainda, mas foram coisas que desenvolvi só de olhar e ter a ajuda da comissão. O temperamento do Pezzolano na Europa é diferente? - Por incrível que pareça, lá ele estava mais tranquilo. Por a torcida ser menor que a do Cruzeiro, isso deu uma afetada. Segurou um pouco. Mas, quando ele chegou, tinha sido expulso, brigou com juiz, aquela loucura dele (risos). É um cara intenso, que vive cada jogo. É uma coisa dele. As gestões do Valladolid e do Cruzeiro, ambos sob comando do Ronaldo, eram parecidas? - Era bem similar a forma de todos se tratarem dentro do clube, a forma como eles trabalham. Isso também me ajudou a adaptar um pouco mais rápido, porque nem precisava perguntar. Era igual no Cruzeiro, já estava acostumado. Agora que mudou, não sei como está no Cruzeiro, mas era bem similar Como acompanhou a venda do Cruzeiro para Pedro Lourenço? - Fui pego de surpresa. Não sabia. Alguns brasileiros estavam lá na Espanha, perguntei se era planejado, o que tinha acontecido... mas pegou todos de surpresa. Não sei por qual motivo, mas o Pedrinho está em boas mãos. É um torcedor do Cruzeiro. Independentemente do que acontecer, com partidas ruins ou não, ele vai se sentir como um torcedor. Essa paixão vai ser boa para passar para quem chega o sentimento do torcedor. Ele, experiente, vai passar da melhor forma para todos entenderem o que é o Cruzeiro. Não sou um cara que está há cinco, dez anos no Cruzeiro, mas a exigência é muito grande, temos que estar sempre no ápice da performance. Eleva o nosso nível. Conforme os jogadores forem entendendo, isso vai contaminando o elenco. Assista: tudo sobre o Cruzeiro no ge, na Globo e no Sportv



Cruzeiro x Botafogo: onde assistir, escalações e palpite para o duelo no Mineirão
Cruzeiro anuncia Néiser Villarreal, artilheiro do Mundial Sub-20, como novo reforço para 2026
Transmissão Ao Vivo Santos x Cruzeiro: horário, escalações e onde assistir
Cruzeiro Encerra Brasileirão Diante do Santos visando a Copa do Brasil.
SEMIFINAL COPA DO BRASIL: Cruzeiro x Corinthians: saiba onde assistir, horário, escalações e o que está em jogo!
Alerta ligado! Três titulares do Cruzeiro chegam pendurados para semi decisiva contra o Corinthians
Gol do Corinthians sob suspeita! Imagem viral aponta mão de Memphis e provoca indignação celeste!
Cruzeiro contesta o VAR na CBF e pede revisão do gol de Memphis e do cartão de Romero
Retrospecto poderoso! Cruzeiro leva vantagem histórica contra o Corinthians no Mineirão
Jardim desabafa após derrota e cobra presença da torcida do Cruzeiro antes da decisão contra o Corinthians!