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12/11/2023 05:08

Análise: Cruzeiro alimenta cenário caótico em dia que atuação ruim divide foco com barbárie no campo

Análise: Cruzeiro alimenta cenário caótico em dia que atuação ruim divide foco com barbárie no campo

Muitos torcedores do Cruzeiro , certamente, tiveram dificuldades com a noite de sono nesse sábado, graças a uma atuação muito ruim na derrota por 1 a 0 para o Coritiba por 1 a 0. O contexto do jogo preocupa até mais do que o péssimo resultado, que talvez fique um pouco de lado em meio à barbárie protagonizada por algumas dezenas de pessoas no gramado da Vila Capanema.

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Coritiba 1 x 0 Cruzeiro - Melhores Momentos - 34ª Rodada do Campeonato Brasileiro 2023

Falando primeiramente sobre o campo, o torcedor viu que tem muito com o que se preocupar. A tabela mostra que o Coritiba tem o segundo pior time do campeonato – e, em atuações, talvez seja inferior inclusive ao América, lanterna em pontos. Mas, nem contra essa equipe, o Cruzeiro conseguiu se impor.

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  • Zé Ricardo, desta vez, apostou em mudanças para tentar mudar o cenário do time. Colocou Nikão e Rafael Papagaio, abrindo mão da velocidade de Arthur Gomes e de ter Filipe Machado como mais um homem para povoar o meio-campo. Em tese, fazia sentido, diante da necessidade de vitória do Cruzeiro e por se tratar de um adversário tecnicamente inferior.

    Mas, na prática, este cenário não se concretizou em praticamente nenhum momento do jogo. No primeiro tempo, foi lento para vencer o compacto adversário e, nos raros momentos em que tinha espaço, não conseguia criar porque esbarrava nas falhas técnicas dos jogadores. Erros que, aliás, quase entregaram gols a um Coritiba que em nada incomodava.

    Nikão e Matheus Pereira, que deveriam ser as referências técnicas do time, erravam lances primários. Bruno Rodrigues, que mais uma vez foi o maior responsável por tentar jogadas ofensivas, estava apagado. Apareceu mais na segunda etapa, e com ele o Cruzeiro teve um leve crescimento. Teve o gol anulado e a chance mais clara desperdiçada por Matheus Pereira.

    Não era uma boa atuação, mas ao menos o time rondava a área e esboçava algum perigo, apesar de a entrada de Arthur Gomes em nada ter acrescentado ao time. Mas, aos 45 minutos, saiu o inesperado gol do Coritiba. Uma falta infantil cometida por Luciano Castán, seguida por erro coletivo de marcação dentro da área.

    O Cruzeiro , normalmente, é um time que não demonstra reação ao levar um gol. Não por acaso caminha para encerrar o ano sem vencer uma partida sequer de virada. Mas, os seis minutos que os jogadores teriam para tentar o gol de empate, ainda que no abafa em meio à falta de qualidade técnica e coletiva, foram jogados no ralo pelos invasores de campo. A retomada do jogo, 40 minutos depois, foi apenas protocolar.

    As dezenas de pessoas que invadiram o gramado de forma orquestrada prejudicaram também a sequência final da temporada e, talvez, o início de 2024. Havia uma sensação de que, diante de limitações técnicas e táticas do time, a permanência na elite passaria pelo empurrão da torcida, mesmo que o desempenho como mandante seja ruim. Mas, esse apoio, possivelmente o Cruzeiro não terá mais. A punição do STJD certamente será pesada.

    Rafael Papagaio foi uma das novidades de Zé Ricardo no Cruzeiro — Foto: Robson Mafra/AGIF

    Rafael Papagaio foi uma das novidades de Zé Ricardo no Cruzeiro — Foto: Robson Mafra/AGIF

    Tudo que aconteceu em Curitiba faz o torcedor do Cruzeiro se remeter a 2019. Certamente, o Coritiba é comparado por muitos ao que o CSA foi naquele ano. O time sem forças para reagir, pouquíssimo tempo depois de vencer Atlético-MG e Bahia, também vai fazer o cruzeirense se lembrar do alento que vitórias sobre Botafogo, Corinthians e São Paulo deram quatro anos atrás.

    Outra situação que preocupa no Cruzeiro , assim como naquele ano, é que os melhores jogadores são sempre aqueles que estão fora de campo. Ou seja: quem entra, não se firma. Nikão não aumentou o nível em relação a Arthur Gomes, que, por sua vez, foi acionado no segundo tempo e demonstrou porque foi sacado dos titulares. Esses dois são apenas um exemplo de algo que é constante na temporada cruzeirense.

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    As diferenças para 2019 são o orçamento mais modesto, a administração fora das notícias policiais e o time em queda livre – a campanha de 2019 foi quase toda na parte baixa da tabela. O que o torcedor espera, ainda que com menos esperança após o jogo desse sábado, é que o final seja o quarto ponto díspare. Depende do Zé Ricardo e dos jogadores, todos eles escolhidos lá atrás pela gestão de Ronaldo Fenômeno.

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