O Cruzeiro está novamente pressionado no Campeonato Brasileiro. Perdeu para o Internacional, no Mineirão, por 2 a 1, e entrará na zona de rebaixamento em caso de vitória do Vasco sobre o Botafogo, nesta segunda-feira. O alerta contra a degola está, mais uma vez, disparado.
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Cruzeiro 1 x 2 Internacional - Melhores momentos - 32ª rodada do Brasileirão 2023
No geral, o Cruzeiro foi inferior ao Colorado, que mereceu vencer. O time celeste somente foi superior nos primeiros minutos de jogo e durante os oito de acréscimo, abafando o adversário. De resto, o Inter levou a partida na temperatura desejada, entregando a bola quando achava melhor, ficando com ela quando era por bem. Estratégia.
Mateus Vital, jogador do Cruzeiro, lamenta chance perdida durante partida contra o Internacional — Foto: Fernando Moreno/AGIF
Mateus Vital, jogador do Cruzeiro, lamenta chance perdida durante partida contra o Internacional — Foto: Fernando Moreno/AGIF
Olhando os números da partida, há um indicativo de cenário contrário. O Cruzeiro teve 55% de posse, 19 finalizações e oito escanteios . Mas as estatísticas, neste caso, não condizem com a realidade. A posse, por vezes, foi entregue propositalmente pelo Colorado; as finalizações não partiram de chances criadas; os tiros de canto não partiram de uma pressão absurda e, quando cobrados, não incomodaram.
O Cruzeiro iniciou a partida com um volume ofensivo interessante. Não o transformava em chances claras, mas conseguia roubar bolas no campo adversário. Tinha movimentação importante de William, como escape pela direita, e Matheus Pereira, como peça de criação pelo centro, mas com liberdade para se aproximar dos dois lados do campo.
O gol adversário, aos 13 minutos, desmontou o Cruzeiro , como foi contra Flamengo, Fluminense e São Paulo, para citar partidas com Zé Ricardo. É um time que raramente tem força de reação aos golpes adversários.
Foram diversas falhas individuais, com Arthur Gomes não acompanhando Bustos, Marlon se posicionando demasiadamente dentro da área, e Lucas Silva e Neris sem a devida aproximação aos adversários. Três jogadores do Inter, quatro toques na bola, e o gol.
Mateus Vital, jogador do Cruzeiro, lamenta chance perdida durante partida contra o Internacional — Foto: Fernando Moreno/AGIF
Mateus Vital, jogador do Cruzeiro, lamenta chance perdida durante partida contra o Internacional — Foto: Fernando Moreno/AGIF
O Cruzeiro não assustou mais. Voltou para o segundo tempo sem conseguir volume e levou mais um baque. Falha de William na saída, perda de Machado, ausência de pressão do Matheus Jussa sobre a bola. Liberdade para Wanderson finalizar e vencer Rafael Cabral.
O Cruzeiro tem mérito pela pressão nos minutos finais, mas ela somente aconteceu porque Bruno Rodrigues tirou da cartola uma jogada individual e sofreu pênalti, convertido por ele mesmo. O abafa gerou bola na trave de Vital, quase garantindo o empate. Mas os últimos instantes da partida não podem esconder o contexto geral do jogo no Mineirão .
As oportunidades mais claras do Cruzeiro não foram sequer finalizadas. Um time que teve preciosismo quando chegou tocando à meia-lua ou entrou na área. Foram, de fato, três bolas na trave, mas duas em cobranças de falta e uma finalização de fora, assim como chutes de Nikão e Jussa defendidos por Rochet. A quantidade de finalizações não pode ser confundida com volume de chances criadas.
A situação de preocupação ocorre em função da segunda derrota consecutiva. A outra foi contra o São Paulo, na quinta-feira, fora de casa. Considerando os investimentos como uma forma de comparação, os revezes não são absurdos – e até certo ponto poderiam ser esperados –, mas o Cruzeiro precisava de respostas por conta da tabela de classificação.
Zé Ricardo foi vaiado pela torcida do Cruzeiro no Mineirão — Foto: Staff Images/Cruzeiro
Zé Ricardo foi vaiado pela torcida do Cruzeiro no Mineirão — Foto: Staff Images/Cruzeiro
O time somente chegou a esses jogos nesta situação por ter tropeçado contra adversários que não poderia. Nesta matemática, entram pontos perdidos como mandante contra rivais diretos e que são inferiores ao Cruzeiro , como Coritiba, Goiás, Corinthians e América-MG. Uma conta que não é só do Zé Ricardo, mas que passa a recair principalmente sobre ele, inclusive com vaias.
Nesses jogos citados, Zé só era o técnico diante do América-MG, quando o time teve a pior atuação sob comando dele. E justamente por um tropeço assim, com Mineirão lotado, é que ele e os jogadores precisavam dar a resposta contra o Internacional, infinitamente superior tecnicamente - seja no time titular ou nas opções do banco de reservas. Não conseguiram, e a situação volta a ser caótica, como era antes do clássico contra o Atlético.
O Cruzeiro viverá 20 dias de extrema pressão no Campeonato Brasileiro. Serão quatro jogos no período. Se a derrota para o Inter pode ser considerada aceitável em função do aspecto técnico, os nove pontos contra Coritiba, Vasco e Goiás são inegociáveis na luta contra o rebaixamento . Não há mais espaço para tantos equívocos técnicos e queda psicológica dentro dos jogos. Margem de erro, daqui para frente, é zero.



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