A gangorra do Cruzeiro na tabela do Campeonato Brasileiro não tem fim. Depois de respirar com duas vitórias, novamente está na porta do Z-4, ao perder por 1 a 0 para o São Paulo. Resultado doloroso, não só pela tabela, mas pelo enredo do jogo, que teve o peso da inoperância ofensiva e de escolhas de Zé Ricardo na segunda etapa.
São Paulo 1 x 0 Cruzeiro | Melhores momentos | 31ª rodada do Brasileirão 2023
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O técnico mandou a campo o mesmo time que começou contra o Bahia. E de forma correta, após atuação e resultado contundentes no Mineirão. Até mesmo a estratégia no Morumbi foi um pouco parecida, dando resultado no início da partida.
O Cruzeiro começou o jogo criando as principais chances. Teve 15 minutos de bom futebol. Um time inteligente, que marcou em meio campo para reduzir os espaços para o São Paulo jogar pelo centro e também evitar as bolas espetadas com Caio Paulista, na esquerda, e Wellington Rato, na direita.
Não permitia chances ao adversário e esboçava boas subidas em transições rápidas. Criou uma chance assim, com Matheus Jussa, e teve outras duas na mesma cobrança de escanteio, logo nos minutos iniciais. Mas, depois, o São Paulo foi melhor, conseguiu espaços e fez Rafael Cabral terminar a primeira etapa como melhor em campo.
O intervalo também teve mérito de Zé Ricardo. Modificações eram esperadas – principalmente a entrada de Rafael Elias –, mas ele manteve a escalação inicial, alterando a postura do time. O Cruzeiro subiu as linhas de marcação e tirou o conforto do São Paulo, que não sabia o que fazer com a bola. A equipe celeste gostou de ter a posse. Rodava com paciência e criava chances.
E era exatamente ali que surgiam os problemas, como em diversas outras partidas do ano. O Cruzeiro produziu oportunidades de gol de praticamente todas as formas. Finalizou de fora de área, construiu pelos lados e por dentro. Chegou de pé em pé. Mas, mais uma vez, abusou dos erros na finalização.
— Foto: Marcello Zambrana/AGIF
— Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Foram 14 finalizações na segunda etapa e, nem assim, o goleiro Rafael, do São Paulo, saiu como melhor em campo. Justamente pela dificuldade do time em acertar a meta. Lucas Silva, Rafael Papagaio, Mateus Vital e Bruno Rodrigues erraram o gol mesmo em arremates de dentro da área. Neste caso, não há como colocar a culpa em Zé Ricardo, diante de um amasso que aconteceu do 1º ao 35º minuto do segundo tempo.
Mas, o que aconteceu dali em diante teve o dedo das comissões técnicas. O São Paulo vinha esboçando crescimento após as entradas de Michel Araújo e Erison, e o Cruzeiro piorou quando William, Lucas Silva e Matheus Pereira deram lugar a Palacios, Wesley e Vital.
Palacios, Vital e Wesley entraram no Cruzeiro contra o São Paulo — Foto: Staff Images/Cruzeiro
Palacios, Vital e Wesley entraram no Cruzeiro contra o São Paulo — Foto: Staff Images/Cruzeiro
A saída de Lucas Silva mudou a estrutura tática do time, que vinha dando muito certo, e o São Paulo passou a ter mais espaço, diante de um setor defensivo do Cruzeiro menos protegido. Vital não recompõe como Matheus Pereira, e a equipe já não tinha Lucas Silva para ser mais um a fechar espaços pelo centro, possibilitando também a aproximação aos laterais na hora do combate.
Ainda que o Cruzeiro tenha conseguido as chances com Papagaio e Vital (em um só lance) após essas modificações, o jogo foi do São Paulo, que passou a forçar ainda mais o lado direito celeste com a entrada de Palacios. William, ainda que estivesse com cartão amarelo, não havia cedido praticamente nenhuma chance ao adversário. Após a saída dele, foram pelo menos três boas oportunidades nascidas por ali – inclusive a do gol, que também teve falha de Castán na marcação de Luciano.
Olhando para a atuação no Morumbi, dá para dizer que o Cruzeiro segue em evolução. Em relação ao time titular, a única possível mudança talvez seja Papagaio (quando estiver 100% fisicamente) na vaga de Arthur Gomes. Mas, pensando na estrutura geral de jogo, a equipe foi encontrada por Zé Ricardo, que tem méritos nesse processo.
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O problema é que não dá para separar a produção dos resultados, ainda mais em uma reta final de Campeonato Brasileiro. O cenário era muito pior antes do clássico, quando o time não jogava bem e estava a um ponto da zona de rebaixamento. Hoje, consegue boas atuações e, com um jogo a menos, está a três pontos do Z-4.
Ainda assim, é preciso que o Cruzeiro responda imediatamente ao tropeço no Morumbi. Ganhar do Inter é fundamental para respirar na tabela e evitar que o peso dos jogos adiados seja ainda maior, no final do mês. Como o time tem confrontos diretos (além do Inter, pega Vasco, Coritiba e Goiás), depende apenas de si para ficar na Série A. Mas, para isso, terá de transformar a qualidade do jogo em eficiência no placar, como diante do Atlético-MG e do Bahia.



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