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20/8/2023 04:26

Análise: imaturo, Cruzeiro entrega pontos aos reservas do Corinthians e vê pressão aumentar na Série A

Enquanto não transforma

Análise: imaturo, Cruzeiro entrega pontos aos reservas do Corinthians e vê pressão aumentar na Série A

O Cruzeiro , pela sexta vez consecutiva, tropeçou no Campeonato. O enredo é o mesmo e se torna cansativo para o torcedor, que quer saber apenas da tabela de classificação. O time joga melhor, cria chances, tem o jogo na mão, mas deixa pontos com o adversário. Desta vez, com o Corinthians: 1 a 1.

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O time comandado por Pepa tinha “obrigação” de ganhar. Estádio lotado e duelo direto na tabela, contra um adversário combalido. O elenco do Corinthians, assim como o do Cruzeiro , tem diversas carências, e Luxemburgo não teve sete titulares no Mineirão. Até por isso, o técnico português respondeu com mudança na escalação.

O Cruzeiro precisava ganhar para começar o segundo turno respirando, e Pepa colocou Bruno Rodrigues para ser alternativa a Mateus Vital. Em outros jogos – inclusive nos minutos iniciais contra o Palmeiras –, Machado foi o escolhido para a função. E a opção do técnico, nesse sábado, se mostrou correta.

Ainda que o Cruzeiro não tivesse a melhor coordenação para pressionar a saída do Corinthians com os quatro jogadores de frente e deixasse algum espaço no meio, o adversário praticamente inexistiu ofensivamente. Rafael Cabral sofreu só uma finalização no primeiro tempo, e o time celeste passou a produzir em maior volume quando Wesley foi acionado na direita.

E em uma jogada do camisa 11, puxada rente à área defensiva, o Cruzeiro conseguiu o gol na reta final da primeira etapa. Arrancada de cerca de 50 metros e passe para Bruno Rodrigues, que ajeitou para Rafael Papagaio marcar. Era o gol da tranquilidade, que evitaria pressão de um estádio com quase 40 mil torcedores engasgados pelo momento ruim.

Gilberto, do Cruzeiro, lamenta e é consolado por colegas da equipe — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Gilberto, do Cruzeiro, lamenta e é consolado por colegas da equipe — Foto: Gilson Lobo/AGIF

E o segundo tempo, de fato, não colocou medo no Cruzeiro . Pepa viu o Corinthians ganhar um pouco de campo, recompôs o meio-campo com Machado e não deu volume de finalizações. O jogo se desenhou para o contra-ataque. O time ganhou velocidade com Robert, mas perdeu com Nikão e Gilberto, claramente colocados em campo com intuito de “reter” a bola no ataque.

Mas foi justamente isso que Gilberto não conseguiu. Acionado em lançamento, aos 52 minutos, o centroavante tinha a bola no canto do campo para “ganhar segundos”. Entregou nos pés de Moscardo, e o Corinthians passou por Gilberto - e vários outros jogadores do Cruzeiro , que não mataram o lance -, até o gol de empate sair.

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O Cruzeiro , de fato, teve um erro coletivo. Não precisava, àquela altura do jogo, ter ficado no mano a mano (5x5 jogadores) no campo de defesa. Erro de decisão dos jogadores, em campo, e também da comissão técnica, à beira dele, na orientação para a última posse de bola no jogo, com a vitória na mão.

Faltou maturidade a um time experiente como o do Cruzeiro (a média de idade do time ao final da partida era de 29 anos). E o mais experiente deles, Gilberto, teve o erro que saltou aos olhos, pouco depois de Robert colocar no travessão a chance do 2 a 0.

A coletiva de Pepa teve um conteúdo semelhante às recentes. Ele não tem uma leitura errada quando diz que o Cruzeiro é melhor que o adversário, que a vitória não acontece por “detalhe” e que o resultado foi injusto. As questionáveis substituições, desta vez, podem ser defendidas com o controle do jogo até os últimos segundos e o gol a partir de erros infantis.

Também é fato que, enquanto o time controla jogo, mas não consegue ajustar o detalhe para tornar o resultado justo, vai vendo cada vez mais de perto a zona de rebaixamento. E a pressão vai chegando com ela, inclusive nas cobranças ao técnico, com aproveitamento de apenas 40% na Toca da Raposa.

786 visitas - Fonte: ge




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