Em entrevista coletiva, Pedro Martins, diretor executivo de futebol do Cruzeiro , explicou algumas movimentações na janela de inverno. O dirigente justificou ainda o retorno de Nikão aos jogos, após ficar fora em meio à possibilidade de negociações com clubes brasileiros.
Técnico do Cruzeiro, Pepa assiste à jogo na várzea
Contratado como um dos principais nomes para a temporada, Nikão ainda não conseguiu corresponder com a camisa do Cruzeiro . Pouco aproveitado com Pepa, houve a definição de que ele não completaria sete jogos, visando possibilidade de disputar a Série A em outro clube. Mas, antes mesmo do fechamento da janela, ele foi levado e colocado em campo contra o Athletico. Segundo Pedro Martins, algo conquistado pelo jogador no dia a dia.
- Depois, fizemos uma conversa longa, com o Pepa, o Nikão e com os agentes. Optamos por reintegra-lo, e ele tem treinado muito bem, tem trabalhado muito. Conseguiu conquistar esse retorno, porque tem sido um dos destaques do nosso dia a dia.
Nikão pertence ao São Paulo e está emprestado ao Cruzeiro até o final deste ano. De acordo com Pedro Martins, a ideia é que ele ao menos cumpra o contrato, mas deixando aberta a possibilidade de saída em caso de proposta do exterior. Em alguns países, a janela de transferências segue ativa até o fim de setembro.
- A ideia é mantê-lo no elenco, a não ser que apareça alguma possibilidade de fora que seja interessante para o Cruzeiro e para o jogador.
Nikão treina normalmente com o elenco do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/ Cruzeiro
Nikão treina normalmente com o elenco do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/ Cruzeiro
Reynaldo
Uma das negociações surpreendentes do Cruzeiro foi a saída de Reynaldo para o Coritiba. Reserva imediato de Luciano Castán, ele rescindiu para assinar com o novo clube até o final de 2025. O diretor explica que a situação ocorreu em função das contratações do clube, da possibilidade de ter jovens da base como opções e também pensando na carreira do jogador, que seguiria sem muitas oportunidades na Toca.
- A partir do momento em que trouxemos o João Marcelo, fizemos uma conversa com o Reynaldo e o staff, existindo a possibilidade do Coritiba. A gente chegou a um acordo de que a saída não geraria impacto negativo para o Cruzeiro , porque além dos zagueiros que temos, temos jogadores da base e outros que podem fazer essa função.
"Ficamos extremamente confortáveis em libera-lo, também pensando que seria um movimento importante na carreira dele."
Aproveitamento da base
Entre as opções da base do Cruzeiro , os principais zagueiros são Ruan Santos, Weverton e Pedrão. Ambos têm sido observados inclusive em treinos do profissional, sendo que os dois primeiros estão no último ano de sub-20 e se encaixam em uma possibilidade de empréstimo para que tenham mais rodagem em outro clube.
Pedro Martins explicou a situação, mas sem citar qualquer jogador nominalmente. O entendimento do clube é de que cessões onde possam crescer com oportunidades dentro do campo é uma possibilidade viável para que os jovens retornem em condições de disputarem a Série A, no futuro.
- Existem duas formas de você fazer com que os atletas se desenvolvam: trabalhar com eles na Toca 2 e dar oportunidades para melhorarem; ou empresta-los para que consigam desenvolver. Jogador também cresce sendo exposto, jogando e passando por algumas etapas até estar pronto para o nível de exigência de Série A. Não dá simplesmente para colocar por colocar, porque acaba prejudicando.
Weverton e Gilberto durante treino do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Weverton e Gilberto durante treino do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
O diretor também explica que o processo de transição entre o sub-20 e o profissional não é simples e conta com altos e baixos. Justamente em função disso, o clube optou por, desde o ano passado, integrar as duas categorias na Toca da Raposa 2.
- Existe o processo de transição, que não é retilíneo. Não acontece do dia para a noite. O que a gente fez para melhorar isso foi aproximar a categoria sub-20 do profissional. As gestões são as mesmas, têm os mesmos profissionais. A equipe do sub-20 responde ao departamento profissional. Isso facilita a integração, e esses jogadores participam diariamente dos trabalhos. Eles estão sendo vistos, mas estarem prontos faz parte de outro debate.








