Um problema que o Cruzeiro vem carregando, nos últimos anos, é o encaixe com um camisa 10. Desde que Arrascaeta saiu, e Thiago Neves passou a usar a numeração em 2019 chegando até agora com Nikão, que poderá voltar a ter chances no time , o time não conseguiu sucesso com o jogador que atue com essa responsabilidade.
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O Cruzeiro contou com alguns camisas 10 que marcaram época. O primeiro a usar a numeração foi Guerino Isoni e, desde então, o clube teve grandes conquistas lideradas por nomes que vestiram essa camisa, como Dirceu Lopes e Alex. Mais recentemente, Arrascaeta foi o 10 das conquistas da Copa do Brasil de 2017 e 2018. O último a brilhar.
No fim daquele ano, o uruguaio foi vendido ao Flamengo em uma negociação polêmica. E, em 2019, Thiago Neves passou a usar a 10. Jogador que vinha fazendo sucesso nos anos anteriores, mas que ficou marcado como um dos principais vilões do rebaixamento à Série B. É visto como “persona non grata” por grande parte dos cruzeirenses.
" width="100%" />Arrascaeta; Thiago Neves; Cruzeiro — Foto: Divulgação/Cruzeiro
Arrascaeta; Thiago Neves; Cruzeiro — Foto: Divulgação/Cruzeiro
A partir de 2020, iniciou-se a rotatividade dos camisas 10 do time. O jogador de maior carreira a carregar o número foi Rafael Sobis, em 2021. Não fez boa temporada, em meio a um time que brigou na segunda metade da tabela durante praticamente toda a Série B.
" width="100%" />Nikão Cruzeiro — Foto: Gilson Junio/AGIF
Nikão Cruzeiro — Foto: Gilson Junio/AGIF
Também na sequência de insucessos na segunda divisão nacional, Régis e Giovanni Piccolomo vestiram a camisa 10 do time. No ano passado, o número ficou vago em toda a Série B, após Giovanni deixar a Toca da Raposa.
Nesta temporada, o Cruzeiro investiu em um jogador para ocupar a tão tradicional numeração. Buscou Nikão emprestado no São Paulo, com contrato até o final do ano e um dos principais salários do elenco. O jogador, inclusive, precisou abrir mão de parte dos vencimentos para chegar à Toca da Raposa.
Nikão começou a temporada como titular, marcou gol nos dois primeiros jogos, mas depois perdeu espaço com Paulo Pezzolano. A trajetória se repetiu com Pepa, com quem teve sequência no início do Brasileirão. O jogador fez dois gols em 14 jogos e, após ficar sem atuar por mais de dois meses, poderá ter nova chance de ser aproveitado, mesmo que ainda haja possibilidade de saída.



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