Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Em meio à disputa das fases finais da Libertadores e da Copa do Brasil, o Cruzeiro se afastou da briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Distante do topo e também da zona de rebaixamento, a Raposa luta para chegar ao G-6 da competição, zona que garante uma vaga no torneio continental do ano que vem.
Um caminho mais próximo – mas não mais fácil – de confirmar a presença na Libertadores do ano que vem é conquistar o título da Copa do Brasil, torneio que o time celeste vai decidir contra o Corinthians, em outubro. Apesar de a equipe estar a dois jogos de mais uma taça da Copa do Brasil e, consequentemente, da vaga na Libertadores, o técnico Mano Menezes diz que o time pode evoluir no Brasileirão para terminar melhor colocado do que está atualmente. E, se subir na tabela, estará obrigatoriamente no G-6, já que ocupa a 7ª colocação, com 37 pontos.
- Ficamos algumas rodadas empatando, ficamos mais próximos dos que estavam chegando do que aqueles que estavam à frente, voltamos a pontuar com uma vitória (contra o Santos) que, naturalmente, faz você aproximar mais da turma da frente. Vamos jogar uma final de Copa do Brasil, sabemos que podemos ganhar ou perder, então temos que buscar avançar nas rodadas finais (do Brasileiro), porque sabemos que podemos ter um rendimento melhor para acabar o campeonato melhor.
Uma outra oportunidade que o Cruzeiro terá para se garantir na Libertadores de 2019 é ganhar a competição continental deste ano. O time, que disputa as quartas de final contra o Boca Juniors, largou em desvantagem de 2 a 0 fora de casa e, na semana que vem, jogará no Mineirão em busca de reverter essa vantagem argentina. Para isso, precisa vencer por três gols de diferença ou mais. Vitória por 2 a 0 leva a decisão para os pênaltis.
Evolução e dificuldades
Apesar de ter poupado alguns – ou todos – os titulares nas últimas rodadas, o Cruzeiro está crescendo no Brasileiro. Já são oito jogos de invencibilidade na competição. É bem verdade que foram seis empates nesse período, mas o time se mantém próximo ao G-6 e, para Mano Menezes, os reservas têm demonstrado evolução no desempenho. O técnico reconhece, ainda, que encontra dificuldades para compor o meio-campo ofensivo quando modifica a escalação em função de desgaste ou lesões.
- Melhoramos muito, sem dúvida nenhuma (o desempenho com os reservas). A grande dificuldade que, às vezes, se tem está relacionada a algumas posições específicas, em que, às vezes, você improvisa um pouco, muda um pouco em função das características dos seus jogadores e do seu condicionamento. Mas determinadas funções são vitais para uma equipe, como a armação de jogadas. (...) Na meia é que, às vezes, sofremos um pouquinho, porque o Robinho tem uma função específica na equipe, o Arrascaeta esteve fora em alguns jogos e vai voltar nesse, o Thiago Neves eu tenho que poupar um pouco. Ali sofremos um pouquinho. Mas o Mancuello voltou a render bem. Passou por uma fase um pouquinho em baixa, mas está recuperando a confiança e a força física, e as coisas também vão ficar normais por ali.