logo

7/4/2018 10:45

Clássico decisivo tem Cruzeiro indefinido e rival "encaixado"

Time de Mano Menezes chega à finalíssima com dúvidas e reservas ameaçando vagas de titulares; equipe de Thiago Larghi tem, hoje, uma escalação bem definida

Clássico decisivo tem Cruzeiro indefinido e rival encaixado
Foto: Globoesporte.com

Qual é, hoje, o time titular do Cruzeiro? A pergunta já foi, em outros momentos da temporada, de fácil resposta. Mas não é mais. Os dois últimos jogos - derrota para o Atlético-MG e empate com o Vasco - fizeram com que o cenário mudasse. As falhas na bola aérea defensiva ameaçaram a titularidade de Léo e Murilo (este último também teve um problema físico), a situação física de Edilson deixa dúvidas sobre a lateral direita, o meio e o ataque também foram alterados - e podem ser novamente. A Raposa tem, hoje, pelo menos 13 possíveis titulares para domingo. A situação do Galo é totalmente diferente.



O Atlético-MG de Thiago Larghi vive, sem dúvidas, o melhor momento da temporada. O comandante alvinegro parece ter encontrado a forma ideal do time jogar e tem, hoje, uma escalação bem definida: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Elias, Cazares, Luan e Otero; Ricardo Oliveira. Foram os 11 jogadores que começaram a partida na vitória sobre o Cruzeiro no último domingo. São os prováveis titulares para a finalíssima, no Mineirão.

A título de comparação, é interessante observar a escalação dos dois times no clássico da primeira fase, há pouco mais de um mês, no Independência.

Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG

O Cruzeiro

No dia 4 de março, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Edilson, Léo, Murilo e Egídio; Henrique, Ariel Cabral, Robinho, Thiago Neves, Rafinha e Raniel. Destes 11, poucos seguem inquestionáveis no time titular. Na lateral direita, Edilson está fora desde aquele clássico em função de dores no joelho direito. Deve voltar neste domingo. Na ausência dele, quem mais atuou por ali foi Lucas Romero, improvisado. Na quarta-feira, contra o Vasco, o argentino saiu com dores na coxa esquerda e foi substituído por Ezequiel.

Na zaga celeste, Murilo teve um trauma no ombro esquerdo e está vetado para o clássico. Dedé deve formar a zaga com Léo. Na esquerda, apesar de não viver boa fase, Egídio deve ser mantido. No meio, Henrique e Ariel Cabral não estão com tanto prestígio como em outros momentos. Há a possibilidade, apesar de remota, de Mancuello ganhar uma vaga. Do meio para frente, a Raposa tem ainda mais indefinições.

No primeiro jogo da final, Mano Menezes escalou um quarteto ofensivo com Robinho, Thiago Neves, Rafinha e Raniel. Naquele jogo, Arrascaeta e Sassá entraram e foram bem. O uruguaio ganhou a vaga do garoto Raniel - que teve dores musculares - para o jogo de quarta, contra o Vasco, pela Libertadores. O Cruzeiro começou o jogo com um esquema sem centroavante. Sassá entrou novamente durante a partida e pede passagem entre os 11. Rafinha, titular com Mano desde o início do ano, não vive boa fase e pode ser sacado do time. Rafael Sobis é outro que corre por fora para jogar o clássico.

Fica a dúvida, portanto: como Mano vai armar o Cruzeiro para este domingo? Com Edilson na direita? Vai manter a dupla de volantes? Joga Raniel? Joga Sassá? Rafael Sobis? Sai Rafinha? Fato é que o time do Cruzeiro tem muitas dúvidas. Os parênteses na escalação celeste para a finalíssima são inevitáveis, o que é um sintoma de que o time não está em um momento de muita convicção em relação ao time.

Conversa de Mano com os jogadores (Foto: Gabriel Duarte)

O Atlético-MG

Naquele clássico da primeira fase, o Galo entrou em campo com dois jogadores diferentes em relação ao atual time titular. Os 11 escolhidos por Larghi na ocasião foram: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Elias, Otero, Erik e Róger Guedes; Ricardo Oliveira. De lá para cá, o comandante atleticano fez algumas mudanças e encontrou um equilíbrio na equipe com a entrada de Luan e Cazares. Erik e Róger Guedes perderam vaga e, atualmente, não há dúvida: são reservas.

Luan é um jogador extremamente importante no equilíbrio da equipe. Sem a bola, tem muita facilidade na recomposição e na marcação, tanto para "fechar o meio" quando necessário, quanto para auxiliar Patric na ocupação de espaço do corredor direito do campo. Com a bola, tem muita dinâmica e facilidade de triangulação no ataque. Se entende bem com Cazares e com Ricardo Oliveira, além de finalizar as jogadas com qualidade.

Foto: Bruno Cantini

Cazares teve o posicionamento alterado por Thiago Larghi e tem crescido de rendimento no Galo. Em vez de atuar sempre na faixa de campo onde jogam os "camisas 10", o equatoriano tem vindo de trás, iniciando a jogada na linha dos volantes da equipe. Isso faz com que trabalhe em uma zona do campo com menos marcação e tenha mais espaço para articular as jogadas. Na goleada por 4 a 0 sobre o Ferroviário, quarta-feira, pela Copa do Brasil, Cazares acertou 102 passes nos 90 minutos (o número é do Footstats). É uma estatística impressionante.

A pergunta "qual é o time titular do Atlético-MG?", para o clássico deste 8 de abril, é fácil. No da primeira fase, a equipe mais "encaixada" (na ocasião o Cruzeiro) levou a melhor. Neste domingo, é o Galo quem tem essa vantagem - além da superioridade no placar, já que pode até perder por um gol de diferença para ficar com a taça. À Raposa, resta superar o melhor momento do rival e vencer o jogo por dois ou mais gols de vantagem para levar o troféu para casa.

Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG



2061 visitas - Fonte: Globoesporte.com




Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.