Foto: Yuri Edmundo/BP Filmes
Na última quarta-feira, Mano Menezes iniciou, pela sétima vez em sua passagem pelo Cruzeiro, a equipe sem um atacante ofício, o chamado falso nove. Assim como em boa parte das outras experiências, não houve êxito na tentativa, e um jogador do ataque precisou entrar em campo. Entretanto, mesmo com a entrada de Sassá no segundo tempo, contra o Vasco, no Mineirão, o time não conseguiu balançar as redes e complicou sua situação no Grupo 5 da Libertadores.
Foi a primeira tentativa de Mano no ano com essa formação. Assim como em boa parte das experiências, jogaram Rafinha, Thiago Neves e Arrascaeta, com o camisa 30 centralizado. No primeiro tempo, o Cruzeiro levantou 16 bolas na área, mas sem jogador de ofício teve dificuldade para concluir as ações.
Em sete jogos iniciando com um falso nove, o Cruzeiro venceu duas - sendo que, contra o Grêmio pela semifinal da Copa do Brasil, o gol de Hudson saiu no segundo tempo, com o time já jogando com um atacante (Raniel). No primeiro tempo, não houve gol. Vitória e gol do Cruzeiro sem um atacante veio diante do Atlético-PR, com o placar de 1 a 0, gol de Arrascaeta, no Mineirão. No segundo tempo desta partida, Jônata e Rafael Marques entraram.
O Cruzeiro ainda empatou três jogos. Além do Vasco, na última quarta, também igualou com o Flamengo, na final da Copa do Brasil. No jogo, perdeu Raniel logo nos primeiros minutos e teve que jogar com um falso nove. Ficou no 0 a 0 e ganhou o título nos pênaltis. Também empatou por 2 a 2 com o Botafogo, na última rodada do Brasileiro do ano passado, com gols de Thiago Neves e Arrascaeta, sem nenhum atacante entrar durante o jogo.
Com a formação sem atacante, ainda perdeu por 3 a 1 para o Atlético-MG, mas marcando gol quando ainda jogava sem o jogador de ofício (Thiago Neves marcou). No segundo tempo da partida, entraram Rafael Marques e Sobis, levando a virada no segundo tempo. Ainda saiu derrotado também para o próprio Vasco, perdendo por 1 a 0 no Brasileiro, com Judivan entrando no segundo tempo.
Calculando o rendimento (duas vitórias, duas derrotas e três empates), o Cruzeiro conseguiu 42% dos pontos disputados, tendo marcado quatro gols e sofrido seis nos sete jogos feitos entre 2017 e 2018. Em 2016, Mano não utilizou a formação inicial com um falso nove. Mano Menezes, após o jogo contra o Vasco,
- O Cruzeiro já jogou assim, foi campeão da Copa do Brasil jogando assim (na verdade, em bola rolando, empatou). Já perdeu assim, já ganhou mais do que perdeu assim (na verdade, vitórias e derrotas têm números iguais). O problema não está aí (jogar sem centroavante). O problema está em ter dificuldades às vezes - disse Mano.
Na partida contra o time carioca, Mano explicou que não escalou Sassá de início porque o jogador ainda não suporta 90 minutos. O técnico também tinha, no banco, Rafael Sobis, que vem atuando desde o começo da temporada.
- O Sassá não é jogador para 90 minutos (no momento). O mínimo conhecedor de futebol viu que ele não tinha condição de 90 minutos (...) não adianta apontar para um problema. O Cruzeiro é uma equipe que joga de várias maneiras, perde e ganha. E sob o meu comando ganha mais, por isso estou aqui. Às vezes, a gente não consegue ganhar. Acho que criamos chances das duas maneiras, tivemos dificuldade quando a bola chegou no Sassá, até pela falta de ritmo e condição dele. O Cruzeiro vai solucionar os seus problemas com a cabeça no lugar como sempre faço com as minhas equipes.
No jogo contra o Atlético-MG, domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão, o Cruzeiro precisa vencer por dois gols de diferença. A tendência é que Mano Menezes volte a atuar com um atacante e uma linha de três municiando.
time tem ter centro avante por precupa os zagueiro centro avante tem sempre Est á na área uma pra a bola vai no pé aí caixa para de encerrar mano ou ou sassa ou raniel
Que situação, o Cruzeiro parecia que tinha um time de craque, com boas opções no banco. Hoje o técnico tem dificuldades pra escalar o time e se inventar de entrar com falso nove, vai entregar o título para o Galo.