Foto: Washington Alves / Light Press
Nos dois jogos mais decisivos que teve, até agora, na temporada, o Cruzeiro passou pelo mesmo “pesadelo”: a bola aérea. Foi assim na estreia da Libertadores, contra o Racing, na Argentina, e voltou a se repetir no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro contra o Atlético-MG. As situações custaram caro para a Raposa que, nesta semana, entra com mais obrigação de vencer o Vasco pelo torneio continental e o rival alvinegro na segunda partida da decisão, no próximo domingo.
Na Argentina
No primeiro gol do Racing, na Argentina, Murilo é quem marcava Lautaro Martínez. Na cobrança de falta, entretanto, o zagueiro não conseguiu acompanhar na corrida o argentino, que abriu o placar. No segundo de cabeça (o terceiro do Racing), após cobrança de escanteio, Martínez era marcado, na primeira trave, por Henrique, que não subiu com o atacante: gol do adversário.
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No clássico
O primeiro gol atleticano, marcado aos 36 minutos, veio de uma falta da ponta direita cobrada por Otero. A bola passou por toda área. Murilo, que marcava Ricardo Oliveira na segunda trave, vê o atacante se movimentar pelas suas costas e a bola morrer no gol.
No segundo, feito por Adilson, aos 41, o volante fica na frente de Egídio (na primeira trave) na cobrança de escanteio. Ele cabeceia e conta com a bola passando por baixo de Fábio para balançar as redes. O goleiro cruzeirense estava encoberto por quatro jogadores no lance.
O terceiro gol atleticano vem após novo passe de Otero. Em cruzamento da esquerda, o venezuelano lança a bola na área. Léo fica na sobra e deixa Ricardo Oliveira sendo marcado por Egídio. O atacante se desvencilha do lateral e também cabeceia para as redes.
Explicações
Presente nas duas partidas e marcando o autor do gol em dois dos cinco lances, o zagueiro Murilo lamentou as falhas cometidas pelo Cruzeiro. Na Argentina, o jogador atuou ao lado de Manoel, já que Léo estava impedido de jogar por ter levado o cartão vermelho na Copa Sul-Americana de 2017 (mudança confirmada minutos antes de a bola rolar) e, diante do Atlético, ao lado de Léo.
Perguntado dos motivos para o Cruzeiro ter levado tantos gols na bola aérea nas duas partidas, Murilo lamentou.
- Foi mais um lance que demos bobeira. Acabamos que teve o erro. Mas é trabalhar para encontrar onde tem o erro e consertar – comentou o zagueiro.
Agora, para ser campeão mineiro, o Cruzeiro precisa vencer por dois gols de diferença no jogo do Mineirão, no próximo domingo, às 16h (de Brasília). Antes, a equipe joga a segunda partida pela Libertadores, agora contra o Vasco, na quarta-feira, no Gigante da Pampulha.
Rapaz, quem marca dentro da area são os jogadores de fora, os zagueiro sobem pra tirar a bola aérea. P...., cade a marcação, so sabem jogar com a bola nos pés, nem isso sabem. Lamentável.